• UM ‘ABENÇOADO’ ARRIMO DE FAMÍLIA,TADINHO!

    O torcedor vascaíno, Leone Mendes da Silva, um celerado que tocava sax em Igreja evangélica, um dos mais exaltados no confronto das torcidas “organizadas” de Atlético Paranaense e Vasco da Gama no último domingo em Joinville. Como está escrito no próprio evangelho, que essa gentalha vive a ‘soletrar’: “Serpentes, raça de víboras! Como escapareis da condenação do inferno?” (Mateus 23:33).

     

            VASCAÍNO PRESO COM BARRA DE FERRO ERA MÚSICO EM IGREJA, DIZ JORNAL

    UOL (São Paulo) – Leone Mendes da Silva, de 23 anos, ficou conhecido no Brasil após ser preso ao se envolver numa confusão entre torcidas no jogo entre Atlético-PR e Vasco pela última rodada do Campeonato Brasileiro. Era ele quem portava uma barra de ferro com um prego na ponta durante a confusão. Nesta terça-feira, o jornal carioca Extra publicou um perfil revelando outras facetas do torcedor organizado.

    Na reportagem, ele é descrito como “descontraído e pacato barbeiro do bairro (Austin, em Nova Iguaçu), ex-saxofonista da banda da igreja evangélica local”. Segundo o jornal, Leone é solteiro e arrimo de sua família há cerca três anos, quando terminou o ensino médio e quando sua mãe Cleuza Mendes da Silva, de 48 anos, sofreu um derrame.

    Cleuza, aliás, tem papel de destaque no perfil sobre seu filho e ela diz que tentou demovê-lo da ideia de continuar participando da torcida organizada.

    “Ele sempre torceu pelo Vasco, mas esse fanatismo aumentou com o tempo. Eu sempre falando: ‘Meu filho, larga isso de jogo, de torcida’. Mas nunca pensei que ele faria uma coisa dessas. Eu preciso que ele me explique o que aconteceu lá. Ele é um rapaz bom”, declarou a mãe, que ainda não conversou com Leone Mendes da Silva desde a prisão do rapaz.

    Preocupada com a ausência do filho, Cleuza Mendes da Silva diz que fará de tudo para conseguir a liberação do rapaz, cuja pena ainda não foi definida.

    “Eu não tenho dinheiro agora, mas se for preciso vendo até a casa. Eu quero que saibam que tenho ciência que o que ele fez foi errado. Não estou passando a mão na cabeça dele, mas ele tem 23 anos, emprego, carro e um salão. É trabalhador”, disse.

    De acordo com um primo de Leone – cujo nome não foi revelado pelo jornal carioca – um advogado da organizada Força Jovem, irá representar o torcedor preso. A família não teria condições de arcar com os R$ 4 mil que estariam sendo cobrados apenas para analisar o caso.

    A estratégia da defesa é alegar legítima defesa, pelo fato dos vascaínos serem minoria, Leone teria utilizado o primeiro artefato que teria em mãos.

    “Eles (advogados) me explicaram que o que está pesando muito é a imagem dele batendo em um homem já caído. Mas, no meio da confusão, as pessoas não pensam direito”, declarou o primo.


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