• ERA UMA VEZ UM NATAL

     

    O pipoqueiro da esquina
    Ao contrario do que diz
    O delegado de plantão
    Não vendia fumo ou coca
    Porém outra ilusão.

    O Papai Noel impresso
    No saquinho das pipocas
    Servia para o menino
    Recriar outro universo
    Nas janelas e nas portas.

    Já na véspera do natal
    Recortava de tesoura
    Para o céu da manjedoura
    A cara larga do Noel
    Curtindo seu vesperal.

    Pela manhã despertou
    Olhou embaixo da rede
    E foi grande o regozijo:

    O pai deixou o presente
    Bonito e tão reluzente
    Junto da poça de mijo.

     
    Graco Medeiros

     

    Dedicatória: para os meus irmãos Alex, Lana e Zorilda Medeiros.


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