• A OLD MAN

    Odeman Miranda de Araújo Jr, dono da histórica Confeitaria Atheneu, fundada no começo da década de 1950, reduto da boemia natalense. Odeman faleceu em 19 de janeiro de 2016 aos 85 anos. Deixa a esposa, dona Sílvia, filhos, netos e uma cidade mais triste às vésperas do Carnaval que tem o já tradicional Baile de Máscaras no Largo do Atheneu como iniciativa dele (foto de Kassandra Lopes / Fotec).

     

    ODE A ODEMAN

    Era paçoca e cerveja
    Qualquer dia de manhã
    Eu vagava por Petrópolis
    Só parava em Odeman.

    Vinha da ‘bola’ da praia
    Pro Largo do Atheneu
    Me sentava e conversava
    Na calçada, ele e eu.

    Dona Silvia atenciosa
    Trazia a loura suada
    Eu pedia guardanapo
    E o velho se retirava…

    Sabia a minha mania
    De escrever no papel
    E sempre me perguntava
    Se gostava de cordel.

    Falava de Zé Areia
    E muito de futebol
    Da ‘Burrinha do São Lucas’
    Que trotava no Tirol.

    Das bodegas e botecos
    Mais antigos de Natal
    Floriano, Zé e Ézio
    Mané de Bá, Lourival…

    E no velho Juvenal
    Se sagrou um campeão
    Ano de cinquenta e dois
    Jogando pelo Mecão.

    Saravá, caro ‘Old Man’
    Pela cerveja gelada
    Pela paçoca gostosa
    E atenção dispensada!


    (Graco Medeiros)


  • DE PENAS E PRENSAS

     

     

    A MALDIÇÃO DA ESCRITA

    COLUNA PLURAL DO NOVO JORNAL E PORTAL NO AR , por FRANÇOIS SILVESTRE ( * ) – Ou a “dura escritura” a que se referia Clarice Lispector. É certo que ninguém, do ramo de mesmo, escapa impune dessa maldição.

    Tranquilizem-se os que fazem da escrita apenas um exercício de redação, principalmente na internet, onde todas as línguas são maceradas pelas penas infames dos redatores de shoppings. Nós não seremos alcançados pela maldição.

    Aliás, nesse caso a maldição atinge o leitor. O coitado pune os olhos e ainda maltrata a escassa instrução. São leitores de copistas que nem sabem de onde vem o palimpsesto. Nem pra onde vai.

    Mas essa não é a maldição de que trata o presente texto. Aqui eu quero cuidar da real escrita, maldita e carcereira que mantém sob cadeados os que a usaram ao longo da vida sem perceber que é ela a usá-los e não o contrário.

    E quando percebem, já nada podem fazer. Apenas esperneiam, deprimidos e angustiados. Sentindo os grilhões que lhes aprisionam o juízo.

    Foi assim com Manoel de Barros. Poeta da desfeitura, do desaprender para atingir o miolo do desconhecimento. Da inutilidade mais útil que do que todas as utilidades práticas. Essa inutilidade a que se refere Kerubino Procópio, como exercício do envelhecer.

    E o castigo foi a morte do riso do poeta, aindaem vida. Abatidopela depressão que não perdoa nem a poesia.

    Com Câmara Cascudo. Escreveu mais livros do que os leitores que tem. Escreveu mais do que a maioria lê durante toda a vida. Também viveu, e o fez intensamente. Mas não se livrou da maldição, ao pronunciar uma única vez a amargura provinciana. “Não consagra”…

    Com José Lins do Rego. Sua escrita é a tentativa frustrada de espantar o fantasma de um garoto a cuja morte lhe deu causa.

    Com Ariano Suassuna. A tragédia que abateu sua família, quando um parente seu matou João Pessoa. E o resultado mais brutal foi o assassinato do próprio pai. Diniz Quaderna, d’A pedra do Reino, confirma o revelado. Que nem Sinésio, o alumioso, conseguiu alumiar.

    Com Drummond de Andrade. A poesia mais chafurdada por críticos e acadêmicos. O esplendor poético na pele de um funcionário tímido, da burocracia oficial.

    Com João Cabral de Melo Neto. A poesia de pedra a ser jogada secamente na cara dos sentimentos, para negá-los. E a rendição final, ante a fraqueza física que não se nivelou à fortaleza poética.

    Com Mário de Andrade. Angústia antropofágica e partida precoce. As letras e a música modelaram a maldição íntima de um homem além do tempo.

    Com Clarice Lispector. “Liberdade é pouco. O que desejo ainda não tem nome”. A dor invisível e presente. Ou presentemente visível.Em Manoel Bandeira, Oswaldo Lamartine e Zila Mamede.

    E assim é com quem paga o preço dessa maldição. Da palavra escrita com jeito novo mesmo sendo palavra velha. Do espanto que causa a cópula das palavras a embuchar a frase e parir o rebento. Té mais.

     

    Nota do SDV ( * ): François Silvestre de Alencar é um escritor brasileiro nascido em Portalegre, no sopé da serra do Martins (RN). Formado em Direito, foi também jornalista, repórter, professor e líder estudantil. Participou ativamente da militância política nos anos de chumbo. Sua obra é composta por romances, poesias, crônicas, contos e ensaios. É também Procurador do Estado do Rio Grande do Norte e escreve a coluna Plural aos domingos no Novo Jornal (Natal) e tem um blog no Portal no Ar (RN).


  • DOS GRACOS…

     

     


    NÃO ESQUEÇA…

    Eu sou Graco
    Não romano
    E nem Babeuf…
    Tampouco o blefe!

    (GM)


  • ÀS VEZES PODE SER TESTEMUNHA DE JEOVÁ OU A CAETANA!

     

                  13 MANDAMENTOS PARA SER UMA BOA VISITA NA CASA DE ALGUÉM

    UOL / Thais Carvalho Diniz (São Paulo) – Pode parecer bobagem, mas, mesmo quando fazemos visitas simples do dia a dia, algumas regras de etiqueta devem ser levadas em consideração. Afinal, quem nunca passou pela saia-justa de ter uma visita em casa, estar morrendo de sono e a pessoa não ir embora? Portanto, duração, gentilezas e, claro, não chegar sem convite prévio são alguns dos itens para não esquecer em ocasiões do tipo.

    A seguir, saiba quais são os 13 mandamentos da boa visita e não dê mais furos com os anfitriões:


    1 – Não apareça sem combinar ou ter sido convidado

    Mesmo que você esteja por perto da casa de um amigo ou familiar, não é educado tocar a campainha sem, ao menos, ligar (ou mandar uma mensagem) para saber se a pessoa está disponível para te receber. Caso o encontro tenha sido marcado previamente, cheque um dia antes se o convite está de pé.

    2 – Nada de atrasos

    Evite atrasos superiores a 15 minutos. Muitas vezes, o anfitrião precisa de todos os convidados presentes para começar a servir, por exemplo.

    3 – Leve um presente

    Para visitas rápidas e costumeiras, não é necessário se preocupar com esse item. Porém, se você vai à casa de alguém pela primeira vez ou recebeu um convite para uma ocasião especial, é delicado levar algo como forma de agradecimento. A escolha do presente depende do tipo de visita, mas flores, vinho e chocolates estão entre os mais comuns.

    4 – Acompanhantes

    Na maioria das vezes, a possibilidade de levar ou não alguém é sempre explicita no convite. Caso esteja com um namorado novo, não há problema em perguntar.

    5 – Crianças

    O ideal é se certificar que não há problema em levá-las, principalmente se for uma ocasião noturna. Em caso de visitas costumeiras entre amigos íntimos, você pode perguntar e até oferecer a sua casa para o encontro, se for mais cômodo para os filhos (os seus e os dos outros).

    6 – Pergunte se precisa colaborar com algo

    Em caso de resposta negativa do anfitrião, não seja daqueles que faz uma surpresa e aparece com a sobremesa. Quando o dono da casa recusa esse tipo de ajuda, quer dizer que já planejou todo o cardápio e o seu gesto pode se tornar um inconveniente.

    7 – Não precisa sair da dieta

    Em caso de restrições alimentares, é de bom tom avisar o anfitrião a respeito para não gerar saia-justa durante a ocasião. De resto, caso não queira aceitar algo que seja oferecido, recusando com educação, não há problema.

    8 – Nada de assuntos polêmicos

    Se a visita envolver outras pessoas além do anfitrião – e ainda mais se você não tiver intimidade com os demais convidados – evite falar sobre política, futebol e religião. Além disso, colocar na roda um tema que apenas você domina pode fazer com que a interação social fique limitada, o que não é a ideia de nenhum anfitrião ao promover um encontro.

    9 – Não fume

    Mesmo que você saiba que o anfitrião é fumante, ele pode não gostar do cheiro do cigarro dentro de casa. Vale observar o comportamento dos fumantes e, se achar conveniente, perguntar sobre o assunto.

    10 – Ofereça ajuda

    Qualquer que seja a ocasião, coloque-se à disposição do anfitrião para ajudar com pequenas tarefas, como tirar a mesa e lavar a louça. Se ele recusar, não insista, pois pode parecer desagradável.

    11 – Olho no relógio

    Para encontros diurnos, o limite de tempo é de cerca de quatro horas. Se for uma visita noturna, três horas é a tolerância. Além disso, é bom ficar atento aos sinais do anfitrião de que o encontro está chegando ao fim. Após a sobremesa e o cafezinho, por exemplo, 20 minutos são suficientes para finalizar a visita.

    12 – Agradeça

    Elogios e agradecimentos são bem-vindos, sempre. Se for uma ocasião especial, convém, no dia seguinte, enviar uma mensagem sobre a sua satisfação.


    13 – Banheiro

    Lembre-se de deixar o banheiro do anfitrião em ordem após o uso. Caso note a falta de algum produto em especial ou tenha acabado o papel higiênico na sua vez, é de bom tom avisar o dono da casa a respeito, mas com discrição.

    * Fontes: Renata Mello, consultora de imagem; Monayna Pinheiro, docente do curso de etiqueta social do Senac Penha, em São Paulo, e Marcele Goes, consultora de imagem.