• REBAIXADOS

     

    LEVY DIZ QUE REBAIXAMENTO É ‘SÉRIO’ E SILENCIA SOBRE PERMANÊNCIA NO CARGO

    UOL / São Paulo – O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, classificou como “sério” o rebaixamento da nota do Brasil e consequente perda do selo de bom pagador por uma segunda agência de classificação de risco. O corte foi anunciado no início da tarde desta quarta-feira (16) pela Fitch.

    Segundo ele, a decisão da Fitch indica que nem tudo que precisa ser feito “está sendo feito no passo necessário” e é preciso “agora votar o que é preciso votar”.

    O ministro se referia a medidas de ajuste das contas públicas propostas pelo governo e que precisam ser aprovadas pelo Congresso, num momento em que a crise política dificulta esse processo.

    Questionado se permanecerá no cargo, Levy permaneceu em silêncio. Notíciapublicada hoje pelo jornal “Valor Econômico” afirma que ele já teria acertado há alguns dias, com a presidente Dilma Rousseff, sua saída do governo


    “FUNDAMENTOS SÓLIDOS”

    O Ministério da Fazenda afirmou nesta quarta-feira que a economia brasileira tem fundamentos positivos e sólidos, apesar dos indicadores de curto prazo e da incerteza atual, após a agência de classificação de risco Fitch rebaixar o rating do país e tirar o selo de bom pagador do país.

    “Confiante nos fundamentos da economia, o governo brasileiro e o Ministério da Fazenda estão engajados em atacar os desequilíbrios fiscais existentes, buscando um orçamento 2016 robusto que proporcione sustentabilidade à dívida pública, confiança ao mercado e tranquilidade às famílias”, disse o ministério em nota à imprensa.

    ENTENDA COMO AS AGÊNCIAS FAZEM O CÁLCULO DA NOTA

    O rating, ou classificação de risco, refere-se ao mecanismo de classificação da qualidade de crédito de uma empresa ou um país.

    Ele busca medir a probabilidade de calote de obrigações financeiras. O rating é um instrumento relevante para o mercado, uma vez que fornece aos potenciais credores uma opinião independente a respeito do risco de crédito do objeto analisado.

    Do ponto de vista econômico, é bastante vantajoso, pois uma vez feito, pode ser utilizado para vários objetivos e por diversas instituições. Com a globalização, o rating se apresenta como uma linguagem universal que aborda o grau de risco de qualquer título de dívida.

    AGÊNCIAS DE RISCO FALHARAM NA CRISE

    As agências de classificação de risco, que dão notas para países, empresas e negócios, determinando sua suposta credibilidade financeira, foram muito criticadas por terem falhado na crise global de 2008/2009.

    Elas deram boas notas para operações de vendas de hipotecas imobiliárias nos EUA que afundaram bancos e investidores e geraram a grande crise financeira.

    O rating, ou classificação de risco, refere-se ao mecanismo de classificação da qualidade de crédito de uma empresa, um país, um título ou uma operação financeira.

    Ele busca mensurar a probabilidade de calote de obrigações financeiras, ou seja, o não-pagamento, incluindo-se atrasos e ou falta efetiva do pagamento. O rating é um instrumento relevante para o mercado, uma vez que fornece aos potenciais credores uma opinião supostamente independente a respeito do risco de crédito do objeto analisado.

    (Com Reuters) 


  • É CADA FALSO!

     

           O ROTEIRO DO SUICÍDIO POLÍTICO DO PT, QUE VAI CUSTAR CARO À ESQUERDA

    VIOMUNDO / por Luiz Carlos Azenha – Como escrevemos anteriormente, aqui e no Facebook, o mar de lama da Samarco teve também uma dimensão simbólica.

    Explicitou que a captura das instituições públicas brasileiras pelo poder econômico é absoluta.

    A Samarco disse que a lama não era tóxica, que estava “monitorando” a enxurrada, etc. etc.

    A empresa e uma de suas controladoras, a Vale, assumiram papeis que cabiam ao Estado, dentre os quais distribuir água.

    Das autoridades não saiu um pio, a não ser pelo anúncio de multas milionárias que afinal não serão pagas.

    O governo de Minas cassou a licença para a Samarco operar em Mariana, como se ela ainda fosse capaz de fazê-lo.

    Duas decisões judiciais tomadas no caso favoreceram a empresa: uma rapidíssima liminar para desbloquear a ferrovia por onde passa minério e o habeas corpus preventivo que impede a prisão do presidente da Samarco.

    Toda uma bacia hidrográfica destruída, praias e oceano poluídos… uma verdadeira catástrofe.

    Enquanto isso, quatro jovens foram presos por “crime ambiental”: sujaram de lama um corredor do Congresso.

    É óbvio que esta múltipla falência de órgãos engloba o PT e o governo Dilma.

    Um breve roteiro do suicídio político, incluindo apenas fatos recentes:

    1. Ganhar uma eleição e governar com o programa econômico alheio;

    2. Colocar toda a conta da austeridade nas costas dos trabalhadores;

    3. Propor uma lei antiterrorista que, lá adiante, em 2018, servirá para a direita demolir os movimentos sociais, permitindo a ela aprofundar ainda mais, se necessário, a depressão econômica do Levy.

    Para completar, Delcídio do Amaral, denunciado aqui aqui como homem que articulava barbaridades contra o Brasil e os movimentos sociais, é flagrado em conluio com um banqueiro para evitar uma delação premiada.

    Por mais que seja um petista de DNA tucano, é o líder do governo Dilma no Senado!

    A partir dos depoimentos, a mídia fará, obviamente, o que sempre fez: criminalizar alguns e poupar os seus.

    Mas o suicídio político é do PT. Por exemplo, ao sugerir que sua bancada votasse pela soltura de Delcídio.

    Para todos os efeitos, 25 de novembro é o dia em que o PT se afogou em público, sob os olhares dos 300 picaretas do Congresso.

    O que virá? A delação do Cerveró, possivelmente do próprio Delcídio, do banqueiro Esteves… um efeito em cascata que vai arrastar gente graúda, com o efeito prático de paralisar o governo Dilma.

    O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, um quadro de primeira qualidade, acusou o baque numa entrevista ao Estadão:

    “Quando você tem um sonho de transformar a sociedade em favor da igualdade e você se desvia para se apropriar de recursos ou para beneficiar quem quer que seja, você está cometendo dois crimes: o primeiro é colocar a mão em recurso público, o segundo, você está matando um projeto político”.

    Uma delicada nota de falecimento.

    Quanto à esquerda que sobreviver ao PT, tem encontro marcado com a lei antiterrorismo logo ali adiante. A não ser que, como o PT, priorize os gabinetes.