• DE CAFUNDÓS E IGARAPÉS

              Igarapé do Rio Alegre, Santo Amaro – MA.

     

    No ano da graça de 1975, eu estava pintando um barco – o ‘Alpha Centaurus’ -, às margens do rio Alegre, nos igarapés do Maranhão, a umas quatro léguas do distrito de Santo Amaro, que na época pertencia à cidade de Barreirinhas (área dos ‘Lençóis Maranhense’), quando no fim da tarde vi os ‘piratas-pescadores’ empilhando rumas e mais rumas de bosta seca de burro e vaca em volta da cabana coletiva com suas redes armadas, trançadas de fios de buriti.

    Perguntei pros caras:

    – Pra quê isso?

    Eles disseram, rindo da minha pergunta:

    – Daqui a pouco, quando o sol ‘baixar na linha’, preste atenção no céu…”

    Mais um pouco de espera e vi uma nuvem negra ondulando no poente e emitindo um zumbido agudo.

    Perguntei de novo, quando as pilhas de estrumes já estavam acesas:

    – O que é isso, gente??!!

    Respondeu Juci, o dono do barco e líder do acampamento:

    – Corra pra dentro da cabana (de lona e madeira), se não quiser morrer ‘encalombado’.

    Era uma imensa falange de mutucas ávidas por sangue, que no outro dia deixou um rastro de bichos mortos pelo caminho.

    Isso era o que seduzia no nosso ‘on the road’, a descoberta dos vários Brasis, que na verdade era um só.

    “Bye Bye, Brasil!”

     

    (GM)


  • HOUVE UMA VEZ UM ALECRIM…

    A antiga praça Gentil Ferreira no bairro do Alecrim (Natal/RN) onde se vê, no centro da foto, o velho bar e restaurante Quitandinha.

     

    De manhãzinha
    frente à Pensão Caiana
    no misto para Santana
    de lado do Quitandinha.

    Eu espirrava
    espremido na boleia
    pertinho de uma veia
    que um terço debulhava.

    Mamãe chorava
    papai me dava dinheiro
    “eu ia pro estrangeiro”
    pensava que não voltava.

    O tempo voa…
    tudo isso foi história
    só me restou a memória
    e o canto dessa loa!

     

    (GM)


  • AQUI TAMBÉM!

     

                EM TEMPLO INDIANO FIÉIS VENERAM E ALIMENTAM MILHARES DE RATOS

    UOL (São Paulo) – Poucos países oferecem uma dose tão grande de choque cultural para o turista como a Índia: na nação asiática, é possível entrar em um templo hindu onde, todos os dias, fiéis veneram fervorosamente milhares de ratos.

    Localizado na cidade de Deshnok, no meio do deserto do Rajastão, o templo de Karni Mata é um local sagrado, mas, há tempos, também virou uma atração para os turistas que viajam pela área.

    Reza a lenda que Karni Mata foi uma sábia mulher hindu do século 14 que, durante uma viagem pelo deserto, viu seu enteado morrer afogado enquanto ele tentava beber água de um poço.

    Karni Mata é considerada uma reencarnação da deusa Durga e, durante sua vida, por causa disso, teria tido poderes sobrenaturais. Segundo os fiéis de Deshnok, ela usou esses poderes para trazer de volta à vida seu enteado, mas na forma de um rato. E também decretou que todos os seus descendentes, depois que morressem, reencarnariam como roedores.  

    Atualmente, os frequentadores do templo de Deshnok veneram os ratos ali presentes como a prole legítima de Karni Mata. Os animais são alimentados com leite e adorados em altares de pedra.

    Os turistas que entram no local têm que tirar os sapatos e andar descalços pelo chão por onde correm milhares de roedores de pelo cinza. Não raro, os bichinhos passam sobre os pés dos forasteiros. E é um sinal de grande sorte se alguém conseguir ver um rato branco (ele existe) no meio dessa inusitada fauna.   

    O templo de Karni Mata fica a 30 kmde Bikaner, uma das principais cidades do Rajastão. Se você não tiver nojo de roedores, é um passeio que vale muito a pena.