• “ENGANADORES DO BRASIL!” (*)

                   Cúpula fundadora do PT e da CUT… partido sem patrão? Não ‘tergiversa’, Barba! 

     

    O OUTUNO DO PT

    Obrasildopt.blogspot.com.br / Luiz Felipe Pondé – Temos que reconhecer: chegamos ao fim de uma era. O PT vive seu outono. Melhor voltar para o pátio da fábrica onde nasceu e de onde nunca deveria ter saído.

    Há que se ter uma certa grandeza, mesmo no pecado (o desejo de poder é o pecado máximo de toda a política), e o PT se revelou incapaz até de pecar com elegância.

    Este outono do PT não se deve apenas às manifestações contra seu governo. Essas manifestações, diferentes das patrocinadas pelo “PT e Associados”, manifestações com todos os tiques de política de cabresto e mazelas sindicalistas (passeata chapa branca), trazem algo de novo para o cenário, que deixa o “PT e Associados”em pânico. A tendência é a elevação da violência por parte da militância.

    O Brasil perdeu o medo do PT e da esquerdinha pseudo. As pessoas descobriram que o mal-estar com essa turminha não é coisa de “gente do mal” (não é coisa de gente do mal, é coisa de gente bem informada), como a turminha pseudo diz, mas sim que somaram 2 + 2 e deu 4: o PT é incompetente para governar. Afundou quase tudo em que tocou, seja municipal, estadual ou federal (e a Petrobras). Mas essa morte do PT significa mais do que o fim de um partido que será esquecido em cem anos.

    O fim do PT significa que o ciclo pós-ditadura se fechou. No momento pós-ditadura, a esquerda detinha a reserva de virtude política e moral, assim como de toda a crítica política e social. Ainda que a história já tivesse provado que todos os regimes de esquerda quebram a economia (como o PT quebrou a nossa) ou destroem a democracia (como os setores mais militantes do partido gostariam de fazê-lo).

    Vide o caso mais recente e mais próximo, a Venezuela: economia destruída (e com petróleo!) e democracia encerrada de uma vez por todas. Como será que nossa diplomacia, ridícula como quase tudo que o governo do PT toca, reagirá ao fato de ele, Maduro, ter se dado plenos poderes para matar e torturar em nome do socialismo?

    Resta pouco espaço para o governo. A tendência é que a presidente fale apenas a portas fechadas para plateias seletas por medo de tomar mais uma panelada. Com a economia em frangalhos, fica difícil para a presidente enterrar o petrolão em consumo, como seu antecessor o fez durante o escândalo do mensalão.

    Quando as pessoas estão felizes comprando é fácil fazer vista grossa à corrupção. Quando o bolso esvazia, o saco fica cheio.

    Dizer que a corrupção da Petrobras nada tem a ver com o partido no poder é piada. A ganância do novo rico (o PT) aqui mostra seus dentes: querendo enriquecer rápido, meteu os pés pelas mãos e com isso sacrificou a imagem de redentor que o partido tinha para grande parte da classe média. Ele ainda detém o controle de parte da população mais pobre (como a Arena no final da ditadura), mas logo perderá esse trunfo.

    É verdade que ainda muitos professores, estudantes, artistas, jornalistas e intelectuais permanecem sob a esfera de influência da “estrela mentirosa”. Mas isso também vai passar na hora em que muitos deles perderem o medo de serem chamados de “reacionários”. Reacionário hoje é quem se fecha ao fato de que a história andou e as pessoas já não têm mais medo do PT e da sua turminha.

    Infelizmente, o governo, diante da história que arromba a porta, parece um grupo de náufragos num barquinho, fugindo da traição que perpetrou, xingando a água, dizendo que as ondas são fascistas e que a tempestade é mal-intencionada.

    Não, quem discorda hoje do governo federal não é gente “fascista”, é gente que viu que o projeto do PT para o Brasil acabou. É gente educada, bem preparada, autônoma e que está de saco cheio do tatibitate do PT. Sem líderes significativos, sem propostas que criem a credibilidade necessária para sair da lama, a melhor coisa que o PT pode fazer é pedir licença e sair de cena.

    Não acho que haja justificativa (ainda) para o impeachment, e devemos preservar as instituições. Mas a água passa debaixo da ponte. Quatro anos é tempo bastante para se afogar na vergonha. E, aí, a humildade será mesmo essencial, não? Sim, mas o PT é pura empáfia.

     

    Nota do SDV: blague com a saudação inicial dos discursos e comícios de Getúlio Vargas (“trabalhadores do Brasil”), sem o aditivo politicamente correto da questão de gênero, com se diz hoje em dia nos coletivos dos partidos de esquerda: “Trabalhadores e trabalhadoras do Brasil!”


  • AS ‘VÉIAS’ ABERTAS DA AMÉRICA LATINA

    Por que Eduardo Galeano não releria sua obra mais conhecida? Responde o autor: “A prosa da esquerda tradicional é chatíssima”. Na foto, a atriz e comediante brasileira Dercy Gonçalves.

     

                  “EU NÃO LERIA DE NOVO ‘AS VEIAS ABERTAS DA AMÉRICA LATINA”

    EL PAÍS / Versão para o Brasil (por Marina Ross, em 4 de maio de 2014) – Quando foi escrito, em 1971, o livro As Veias Abertas da América Latina do escritor uruguaio Eduardo Galeano, logo se transformou em um clássico da esquerda latino-americana.

    No livro, o escritor fez uma análise da história da América Latina sob o ponto de vista da exploração econômica e da dominação política, desde a colonização europeia até a contemporaneidade da época em que foi lançado. Isso em um período contextualizado pela Guerra Fria (1945-1991), e pelo início de um ciclo de regimes ditatoriais nos países latino-americanos.

    A publicação de Galeano era tão identificada como sendo uma obra revolucionária e de esquerda, que foi banida na Argentina, Chile, Brasil e no Uruguai, durante as ditaduras militares nesses países. Galeano chegou a ser preso em solo uruguaio, e depois obrigado a se exilar, primeiramente na Argentina, e depois, na Espanha.

    Mais de 40 anos depois, Galeano revelou que não leria novamente seu livro de maior sucesso. “Eu não seria capaz de ler de novo. Cairia desmaiado”, disse, durante a 2ª Bienal do Livro de Brasília, realizada entre 11 e 21 de abril na Capital Federal, como noticiaram os jornalistas que fizeram a cobertura do evento. “Para mim, essa prosa da esquerda tradicional é chatíssima. Meu físico não aguentaria. Seria internado no pronto-socorro”, disse o escritor, de 73 anos, durante uma coletiva de imprensa em registro feito por veículos como a Agência Brasil e o blog Socialista Morena.

    O episódio demonstra que Galeano assumiu um tom mais ponderado para analisar o maniqueísmo político de outrora. “Em todo o mundo, experiências de partidos políticos de esquerda no poder às vezes deram certo, às vezes não, mas muitas vezes foram demolidas como castigo por estarem certas, o que deu margem a golpes de Estado, ditaduras militares e períodos prolongados de terror, com sacrifícios e crimes horrorosos cometidos em nome da paz social e do progresso”, disse o escritor. “Em alguns períodos, é a esquerda que comete erros gravíssimos”, completou.

    O livro foi publicado quando Galeano tinha 31 anos e, segundo o próprio escritor, naquela época ele não tinha formação suficiente para realizar essa tarefa. “A Veias Abertas tentou ser um livro de economia política, só que eu não tinha a formação necessária”, disse. “Não estou arrependido de tê-lo escrito, mas foi uma etapa que, para mim, está superada”.

    Em 2009, durante a 5ª Cúpula das Américas, o ex-presidente da Venezuela Hugo Chávez deu uma uma cópia do livro de presente ao presidente dos Estados Unidos Barack Obama. Na época, o livro saiu da posição 54.295 da lista dos livros mais populares do site Amazon.com, para a segunda posição em apenas um dia.

    O escritor foi questionado sobre esse episódio, no que respondeu que “Nem Obama e nem Chávez” entenderiam o livro. “Ele (Chávez) entregou a Obama com a melhor intenção do mundo, mas deu de presente a Obama um livro em uma língua que ele não conhece. Então, foi um gesto generoso, mas um pouco cruel”, disse.


  • OBAMA, TOCA RAUUUUL!

     

    OBAMA E RAUL CASTRO CONVERSAM POR TELEFONE ANTES DE REENCONTRO NO PANAMÁ

     
    G1.GLOBO.COM – O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, e o presidente de Cuba, Raul Castro, conversaram por telefone nesta quinta-feira (9) antes do esperado encontro entre os dois durante a cúpula das Américas realizada no Panamá, disse à Associated Press o vice-diretor da Agência de Informação Nacional de Cuba, Jorge Leganoa.

    Uma fonte da Casa Branca também confirmou a conversa. “Posso confirmar que o presidente Obama falou com o presidente Castro na quarta-feira, antes de o presidente partir de Washington”.

    A ligação ocorreu na noite desta quinta, após os dois mandatários chegarem ao Panamá para a cúpula. É esperado que eles se encontrem durante os eventos previstos e pelo menos troquem um aperto de mão.

    A última vez que os dois presidentes falaram por telefone foi em 17 de dezembro, quando anunciaram ao mundo seu acordo para restabelecer suas relações, depois de cinco décadas de tensões.

    Também nesta quinta, o secretário americano de Estado dos EUA, John Kerry, se reuniu com o chanceler cubano, Bruno Rodríguez, no Panamá, na véspera do início da VII Cúpula das Américas.

    O departamento de Estado publicou em sua conta no Twitter uma foto de Kerry e Rodríguez apertando as mãos. Este foi o encontro de mais alto nível diplomático entre Estados Unidos e Cuba em meio século.

    Após o encontro, um alto funcionário do Departamento de Estado disse que houve progresso nas negociações. “O secretário Kerry e o chanceler cubano (Bruno) Rodríguez tiveram uma discussão longa e muito construtiva esta noite. Os dois concordaram que fizeram progressos e que vamos continuar a trabalhar para resolver as questões pendentes”, afirmou.

    O encontro anterior entre os chefes da diplomacia de Washington e Havana remontava a setembro de 1958, lembraram funcionários americanos.


  • DE CABEÇA ERGUIDA

    As cabeças dos cangaceiros Manoel Moreno, de sua companheira Áurea e a do cabra Gorgulho, degoladas pelo cabo Leonídio da volante do tenente Zé Rufino.

     

                        LULA PEDE QUE DIRIGENTES PETISTAS ‘LEVANTEM A CABEÇA’

    FOLHAPRESS / O TEMPO – Com o aval de Lula e do presidente nacional do PT, Rui Falcão, os dirigentes estaduais petistas aprovaram um manifesto no qual defendem que é hora de a legenda “sair da defensiva”, “assumir responsabilidades” e “corrigir erros”.

    Entre as medidas, Lula pediu o aprofundamento das relações do PT com os movimentos sociais via Central Única dos Trabalhadores (CUT), apoiando as manifestações organizadas pelas centrais e ampliando as alianças petistas. Falcão afirmou que o PT já pediu à presidente Dilma Rousseff (PT) que volte a receber lideranças dos movimentos sociais e recrie as chamadas conferências nacionais, promovidas durante os dois mandatos de Lula.

    Outra defesa de Falcão foi o fim das doações empresariais para o partido. A proposta foi debatida no encontro desta segunda mas só será discutida formalmente na reunião do diretório nacional do PT, nos dias 16 e 17 de abril. O manifesto reconhece ainda que o partido cometeu erros e deve retomar os valores que pautaram sua criação em 1980. “A fim de que retome sua radicalidade política, seu caráter plural e não dogmático”, diz o texto.

    Um dos temas caros ao PT, a corrupção está no documento baseada na tese “nós contra eles”, utilizada na campanha à reeleição de Dilma. Para os petistas, “querem fazer do PT bode expiatório da corrupção nacional e de dificuldades passageiras da economia.”

    As lideranças do partido comparam os ataques sofridos pela sigla em meio às investigações do esquema de corrupção na Petrobras ao sequestro do empresário Abílio Diniz, em 1989, que, segundo eles, foi “imputado ao PT”.

    Para Falcão, a sigla é alvo de uma campanha de “cerco” e “aniquilamento”. “Faço um chamamento a nós sairmos da defensiva, enfrentarmos de cabeça erguida àqueles que nos atacam, porque é impensável que a gente possa ser acusado de corrupção”, disse o presidente do PT em entrevista à imprensa após a reunião.

    Os petistas ainda defendem dez bandeiras tradicionais da esquerda para reaproximar o partido e, consequentemente, o governo Dilma da base social do partido.

    As principais propostas são: a orientação da bancada do PT no Congresso a aprovar proposta de taxação das grandes fortunas, que sofre resistência de setores do governo federal, a aprovação das reformas política e tributária, a aplicação dos direitos trabalhistas, na contramão do ajuste fiscal proposto pelo ministro da Fazenda, Joaquim Levy, entre outras.

    Fazendo coro ao discurso mais otimista de Lula, o texto afirma: “A hora não é de recuo, é de avançar com coragem e determinação”.
    Nos bastidores, porém, aliados do ex-presidente afirmam que ele vê o cenário de uma perspectiva mais desanimadora. Avalia que o governo está paralisado e que Dilma precisa retomar as concessões e as obras pelo país, além de resolver a crise política com o pacto definitivo com o PMDB.

    Vaccari

    Réu por suspeitas de receber propina no esquema da Petrobras, o tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, não compareceu à reunião. Foi a primeira vez este ano que ele se ausentou de um encontro da executiva nacional do partido, instância da qual faz parte.

    Petistas afirmam que Vaccari temia alguma manifestação pela sua saída. Segundo a reportagem apurou, Lula defende o afastamento imediato de Vaccari e tem dito a aliados que, se permanecer no cargo, o tesoureiro não consegue nem se defender nem ajudar o partido.

    Após uma reunião com Lula pela manhã, o ex-governador do Rio Grande do Sul Tarso Genro (PT) defendeu que o partido afaste Vaccari do cargo preventivamente caso ele não o faça de maneira voluntária.

    O presidente do PT, no entanto, ponderou que só pode deliberar sobre o que chega oficialmente ao partido e que, até agora, Tarso Genro não fez qualquer encaminhamento formal sobre o caso de Vaccari.