• A MANCHA NEGRA DO POLITICAMENTE CORRETO…


    – “Ihhhh… sujou! Será que vão me enquadrar também???” No cartaz logo acima deste, ilustração supostamente racista em ônibus de Ribeirão Preto.

     

          PM É ACUSADA DE RACISMO POR CARTAZ COLOCADO EM ÔNIBUS DE RIBEIRÃO

    FOLHA DE S. PAULO / Camila Turtelli (De Ribeirão Preto) – Cartazes fixados em ônibus do transporte coletivo de Ribeirão Preto (313 km de São Paulo) com dicas de segurança são alvo de crítica de uma entidade, que aponta que o material incentiva o racismo.

    A publicação traz uma mulher branca observada por um homem escondido atrás de um poste e ilustrado com a cor preta. A ideia do desenho é que o homem está prestes a assaltá-la. Os materiais fazem parte de campanha da Polícia Militar e da Acirp (associação comercial).

    O cartaz traz ainda um desenho que representa uma policial militar branca atuando no atendimento do 190.

    Segundo a Unegro (União de Negros pela Igualdade), ele incentiva o racismo.

    A Polícia Militar nega a acusação e a Acirp disse que não foi responsável pela elaboração do cartaz, embora seja parceira na campanha.

    A presidente regional da Unegro, Ana Almeida, afirmou que o cartaz reforça o estereótipo de que “negro é bandido”. “Quem deveria nos proteger está praticando um crime racista”, disse, sobre a PM.

    Ana, também vice-presidente geral da Unegro, disse que a denúncia será levada ao Ministério Público na segunda-feira. “Estamos em plena campanha contra o genocídio da população negra jovem e temos que nos deparar com isso”, afirmou.

    Em nota, a Acirp disse que considera o racismo, além de crime, conduta abominável que não condiz com o perfil democrático e de livre iniciativa defendido pela entidade.

    A PM afirmou que lamenta a percepção equivocada e exagerada do cartaz.

    Em nota, disse que “o ‘criminoso’ é representado pela caracterização de uma ‘silhueta’, por estar na penumbra, observando a sua vítima à espreita atrás de um poste, usando, para tanto, da sombra existente no local”.


  • “VAI TRABALHAR VAGABUNDO” (*)

     

                        FRACASSA AÇÃO DO PT NO STF PARA AJUDAR MENSALEIROS

    UOL / Blog Fernando Rodrigues – O ministro Marco Aurélio Mello rejeitou nesta terça-feira (27.mai.2014) uma ação proposta ao Supremo Tribunal Federal pelo Partido dos Trabalhadores. A ADPF (Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental) do PT pedia que a Corte fixasse uma jurisprudência garantindo a todo preso no regime semiaberto o direito de trabalhar fora da cadeia durante o dia – independentemente de já ter cumprido ou não 1/6 de sua pena.

    Para o ministro Marco Aurélio, que era o relator da ação, a petição inicial do PT teve de ser indeferida liminarmente por ser um instrumento impróprio, do ponto de vista processual, para o caso em análise. Nesses casos, o mérito do pedido nem chega a ser analisado.

    O PT citava na ADPF o presidente do STF, Joaquim Barbosa, autor de várias decisões recentes que interrompeu o benefício de trabalhar fora para vários réus condenados no processo do mensalão.

    Em sua decisão, Marco Aurélio considerou que as ações apresentadas pelos réus dos mensaleiros são o instrumento adequado para que o STF se pronuncie a respeito. José Dirceu, Delúbio Soares e Valdemar Costa Neto são alguns dos presos que buscam o direito de trabalhar fora durante o dia e estão recorrendo da decisão de Joaquim Barbosa.

    A atitude de Marco Aurélio, entretanto, não significa que ele concorde com as decisões tomadas por Joaquim Barbosa. Na década de 90, ele decidiu de maneira contrária por considerar não ser necessário detentos no regime semiaberto terem de esperar 1/6 do cumprimento da pena para terem o direito de trabalhar fora durante o dia.

    Outro ministro que na década de 90 votou como Marco Aurélio foi o decano (o integrante mais antigo do STF), Celso de Mello. Já seriam dois votos contra a decisão de Joaquim Barbosa.

    Ocorre que as ações propostas pelos advogados dos mensaleiros não estão na pauta do STF nesta semana. Podem, em tese, ser analisadas por Joaquim Barbosa na semana que vem, de maneira monocrática – decisão apenas do presidente do STF. Em seguida, os advogados podem recorrer ao plenário do Tribunal.

    Mas esse processo então tende a demorar várias semanas. E há 3 consequências principais.

    Primeiro, os mensaleiros presos no regime semiaberto continuarão sem o benefício de poder trabalhar fora durante o dia.

    Segundo, o assunto mensalão não vai sumir do noticiário.

    Terceiro, há chances reais de mais adiante as decisões de Joaquim Barbosa serem derrubadas por seus colegas do STF, segundo apurou o Blog. Nesse caso, os mensaleiros sairão para trabalhar durante o dia e o presidente do Supremo ficará numa situação constrangedora.

     

    Nota do SDV: título de música de Chico Buarque e Roberto Menescal, bem como do filme homônimo (1973), dirigido por Hugo Carvana.


  • TEM BOLSA ‘COPA DAS COPAS’ PRO POVÃO NÃO???

     

          ESTÁDIOS DA COPA TERÃO CERVEJA CUSTANDO ATÉ R$ 13 E AMENDOIM POR R$ 8

    UOL / Vinicius Konchinski (Rio de Janeiro) – Os torcedores que forem assistir aos jogos da Copa nos estádios terão de encarar preços altos. Em um evento do Comitê Organizador Local realizado no Maracanã nesta segunda-feira, aberto apenas para a imprensa, já foi possível saber os valores dos alimentos e bebidas que serão oferecidos durante o Mundial.

    Entre as comidas, o cheeseburger simples vai custar R$ 10,00, e o duplo, R$ 13,00. Também será possível pedir um cachorro quente duplo, por R$ 13,00, ou pacotes de amendoim ou de chips de batata por R$ 8,00. Haverá ainda biscoitos de polvilho (salgados ou doces) por R$ 5,00.

    Haverá bebidas alcoólicas e não alcoólicas: a garrafa de água será a mais barata, por R$ 6,00, e a coca cola (de 600 ml), custará R$ 8,00. As cervejas terão três opções: latinha de Brahma sem álcool, por R$ 6,00; copo de 473 ml de Brahma, por R$ 10,00; e copo de 473 ml de Budweiser, por R$ 13,00.

    Em contato com o UOL Esporte, Mauro Correa, diretor da CSM, empresa que opera os bares dos estádios, declarou que a Coca-Cola subiu os valores da Copa das Confederações para a Copa do Mundo porque será servida em copo comemorativo. Já o cachorro quente teve reajuste no valor porque terá agora duas salsichas.

    Em nota oficial, a Coca-Cola informa que a decisão sobre o valor final das bebidas durante o evento cabe à concessionária que administra os bares durante a Copa. A comercialização das bebidas no interior dos estádios durante a competição, entretanto, não compete à Coca-Cola. A empresa de refrigerante acrescenta que manteve para a Copa do Mundo mesmos valores de produtos praticados durante a Copa das Confederações.

    O evento do Comitê Organizador Local no Maracanã desta segunda-feira visa mostrar como será a experiência dos torcedores nos estádios da Copa do Mundo.


  • “MATUTOTÁRIO”

     

                                     A CACHAÇA DE MACONHA, FEBRE NO SERTÃO

    FOLHA DE S. PAULO / brasil.blogfolha.uol.com.br (por Daniel Carvalho, direto de Cabrobó, PE) – Encravado no “polígono da maconha”, região pernambucana famosa pela produção da erva em áreas irrigadas pelo rio São Francisco, o município de Cabrobó (a 531 km do Recife) vem se tornando conhecido por um “souvenir” peculiar: uma cachaça artesanal com raiz de maconha, a “Pituconha”.

    É fácil encontrá-la em bares e carrinhos que vendem espetinhos de carne.

    Os interessados encontram o produto tanto em dose (R$ 1) como em garrafa.

    Com o rótulo que se apropria da tradicional marca pernambucana de aguardente Pitú, essa caninha sai por R$ 30.

    “Aguardente de cana adoçada com raiz de maconha”, informa, sem pudor, o rótulo da garrafa de 965 ml. “O Ministério do Transporte adverte: o perigo não é um jumento na estrada. O perigo é um burro no volante”, completa, em tom jocoso, o aviso da embalagem.

    A Folha conversou com um servidor municipal que, aos finais de semana, vende doses de cachaça de maconha em seu carrinho de churrasco.

    Ele diz que algumas pessoas coletam as raízes que sobram das operações policiais de erradicação dos pés de maconha e vendem para os produtores de cachaça. Um saco de 30 kg sai a R$ 100.

    O servidor, que vende a cachaça há cinco anos, afirma que chega a comercializar até seis garrafas por semana. “Já virou souvenir. Tem um pessoal do banco que compra de carrada. O pessoal tem muito interesse de conhecer. Houve até um leilão na capital. Saiu por R$ 200″, afirma.

    ILEGAL

    Segundo a Polícia Federal, ainda não há clareza sobre a situação legal da bebida. Perícia feita pela PF no ano passado indicou pequenas concentrações de THC (tetraidrocanabinol), o princípio ativo da maconha, nas raízes.

    Desde o início do ano, policiais federais e colaboradores que participam das operações de erradicação de plantações da droga foram proibidos de trazer e distribuir as raízes, que, ao contrário do restante da planta, não são incineradas.

    “Se você for levar ao pé da letra, seria crime (a comercialização da raiz e, consequentemente, da bebida) porque tem o princípio ativo. Só que a concentração é baixíssima. É uma questão que ainda não se tem uma posição definida”, afirma Carlo Correia, chefe da Delegacia de Repressão a Entorpecentes da Polícia Federal em Pernambuco.

    De acordo com o artigo 2º da lei 11.343/2006, “ficam proibidas, em todo o território nacional, as drogas, bem como o plantio, a cultura, a colheita e a exploração de vegetais e substratos dos quais possam ser extraídas ou produzidas drogas”.

    A exceção é para autorizações legais e para o que estabelece a Convenção de Viena (1971) a respeito de plantas de uso “ritualístico-religioso”.

    “A lei não especifica a quantidade de THC. A questão é de ordem prática: a concentração é muito pequena. Não existe uma repressão sistematizada até hoje”, diz o delegado.

    Correia afirma que há quem peça raízes aos policiais para tratar dor na coluna, problemas de estômago e asma. “Não existe nenhuma comprovação científica de que a raiz de maconha tenha alguma função terapêutica”, diz o delegado.


  • “EPA… EPA… COMIGO NÃO, DONA FIFA!”

    – Aê, meu cumpadi, se ligue na parada… “camarão que dorme a onda leva!”

     

                           FIFA REGISTRA USO DA MARCA PAGODE E GERA POLÊMICA

    AGÊNCIA BRASIL / Alana Gandra (Edição de Helena Martins) – Até o momento, mais de 180 registros foram concedidos pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (Inpi) à Federação Internacional de Futebol (Fifa) para a Copa do Mundo. Um deles, o da marca Pagode, causou polêmica. Em função da Lei Geral da Copa, a marca passou a ser de uso exclusivo da Fifa. Assim, durante o Mundial, fica proibido o uso dela para atividade associada ao evento.

    O registro realizado no instituto trata de Pagode como a fonte tipográfica, mas a legislação referente ao campeonato ampliou a restrição. “O que gerou a grande polêmica é que a Lei Geral da Copa tem uma disposição que diz que a Fifa vai enviar ao Inpi listas de registros que a entidade quer que sejam reconhecidos como marcas de alto renome, que têm proteção para tudo”, disse hoje (21) à Agência Brasil a diretora substituta de Marcas do instituto, Silvia Rodrigues de Freitas.

    Isso faz com que a marca Pagode, por exemplo, tenha proteção automática. Como a palavra tem muitos sentidos no Brasil, a diretora acredita que não haverá proibição da Fifa para que o nome seja usado por grupos de pagode. “Não faz sentido”, opinou.

    Em geral, existe um procedimento complexo para reconhecimento de uma marca de alto renome no Inpi.  Mas a lei isentou a Fifa dos procedimentos. “A Fifa nos diz quais são as marcas de alto renome e a gente simplesmente publica”, explica.

    Pela Lei Geral da Copa, o reconhecimento das marcas de alto renome da Fifa tem um prazo de validade. “O alto renome só vale até o fim deste ano. Isso da marca Pagode poder proteger tudo só vale até o dia 31 de dezembro deste ano. A partir de 1º de janeiro de 2015, as marcas que a Fifa quis que fossem de alto renome voltam a ser marcas normais”, disse a diretora do Inpi.

    No momento, a Fifa tem 100 marcas de alto renome reconhecidas no Brasil.Há marcas para vestuário, equipamentos, competições esportivas, publicações, por exemplo. “Elas voltam a proteger apenas aquele escopo inicial”, salientou. A lei também dá prioridade aos pedidos da Fifa nos trabalhos do Inpi. Apesar do privilégio, Silvia aponta que todas as disposições da lei sobre marcas continuam sendo aplicadas aos pedidos da entidade internacional esportiva. “Não é pediu, levou, não. Ele [pedido] só é examinado mais rápido”.

    Cerca de 1.406 pedidos da Fifa entraram no Inpi desde os anos de 1970. Desses, 236 foram após a vigência da Lei Geral da Copa, em 5 de junho de 2012. A iniciativa da Fifa não é novidade para o Inpi. Silvia recordou que o Brasil já sediou uma Copa do Mundo, em 1950, quando perdeu para o Uruguai. E toda vez que o Brasil se candidatava para abrigar uma nova Copa do Mundo ou Copa das Confederações, a Fifa depositava pedidos de registro de marcas no país.


  • FIM DE TARDE NA USINA

           Créditos da foto: Blog Ciência & Tecnologia, de Verônica Falcão.

     

    Sentimento do devir
    e do dever cumprido.

    A tarde cinza ao cair
    rasteja no canavial sem nenhum gemido.

    A brisa branda e faceira
    brinca nas folhagens da mangueira
    e o casario branco
    adormece no cheiro da bagaceira.

    Um colibri beija a última flor
    disponível na tarde.

    O crepúsculo silencioso arde
    no rubor vago da memória
    e o regato, contando história,
    arrasta o meu pensamento
    pelas corredeiras do tempo.

    Por um momento,
    de sentimento,
    estou prenho.

    Eu sou a cana moída,
    a vida toda espremida
    entre os eixos do engenho.

    *****

    Escrito na varanda do casarão da Usina Nossa Senhora do Carmo (Pombos/PE), após curso de CIPA ministrado aos cortadores de cana e demais trabalhadores.


    (GM)


  • HOJE OS MALASSOMBROS SÃO OUTROS!

     

                        FANTASMOBRÁS: O MEDO DE ASSOMBRAÇÃO NA PETROBRAS

    O GLOBO / Ramona Ordoñez (matéria publicada em 03 de fevereiro de 2012 / Rio) — É quase sempre após o entardecer e à noite que tudo acontece. Barulhos estranhos ecoam pelos corredores e salas vazias, portas corta-fogo se batem, torneiras se abrem sozinhas, passos são ouvidos e vultos de pessoas são vistos passar. Não se trata de filme de suspense ou história de castelo medieval. São os fantasmas que andam assombrando os funcionários da Petrobras em um dos prédios onde a petrolífera está instalada — segundo o relato dos amedrontados frequentadores desse ponto que carrega uma história terrível.

    Os fenômenos inusitados e inexplicáveis estão acontecendo, em pleno século XXI, no Torre Almirante, um edifício dos mais modernos, encravado em uma área nobre do Centro do Rio, na Avenida Almirante Barroso, esquina com Avenida Graça Aranha. Com 36 andares, o edifício todo espelhado, alugado pela Petrobras, tem duas faces planas, cada qual voltada para uma das ruas.

    Desde sua inauguração, em 2005, os 36 andares são ocupados por diversas gerências da Petrobras, como Gás e Energia, Engenharia, Materiais e Segurança e Meio Ambiente. Desde o início, empregados da estatal , assim como o pessoal da limpeza e da segurança, têm diversas histórias para contar. No local onde foi construído o Torre Almirante, moderno e arrojado, existiu o edifício Andorinha, erguido em 1934 com 12 andares. O Andorinha foi destruído por um terrível incêndio em 17 de fevereiro de 1986. Uma tragédia que matou 21 pessoas, das quais duas se atiraram pelas janelas, e deixou 50 feridas. Das portas corta-incêndio, muitas estavam trancadas.

    Os fatos estranhos no novo Torre Almirante, levados muito a sério por quem os relata, seriam uma ótima experiência para os estudos de Jason Hawes e Grant Wilson, que vivem nos EUA e se notabilizaram por serem caça-fantasmas. Muitas de suas experiências passam em uma série na televisão, chamada “Ghost Hunter”. Os dois são os fundadores da Taps — Sociedade Paranormal do Atlântico, na qual uma equipe de pesquisa investiga assombrações e outros acontecimentos inexplicáveis.

    Muitos funcionários da Petrobras contam que, desde a inauguração do Torre Almirante, são vistas e ouvidas assombrações, principalmente à noite. Quem visitar qualquer dos 36 andares com certeza ouvirá uma história passada pelas pessoas que circulam no prédio, onde trabalham 3.700 funcionários da estatal.

    É o caso da Renata Garcia, que foi trabalhar no Torre Almirante em março de 2010. Ela conta que, como era nova na Petrobras, ninguém comentara sobre qualquer evento estranho. Renata também não sabia da história do Andorinha nem que ele tinha existido naquele local.

    — Eu não sabia de nada, não conhecia ninguém e ninguém me contou nada. E eu comecei a trabalhar normalmente — explicou a funcionária.

    Logo no primeiro mês de trabalho, o computador dela não funcionava, desligando-se automaticamente.

    — Não era uma ou duas vezes por dia. Eram dez vezes por dia que isso acontecia. E eu chamava a todo instante o pessoal da informática.

    Renata chegou a trocar de computador três vezes em apenas dois meses. Usou o computador de um colega quando ele saiu de férias. Não adiantou. Um técnico disse que poderia ser um problema elétrico na baia de trabalho, porque não havia mais explicações para o problema. O eletricista checou tudo e não encontrou alterações. Renata trocou de lugar para usar outro computador, e o problema continuou acontecendo. O computador se desligava sozinho.

    Foi quando alguns colegas de trabalho comentaram com Renata a tragédia do Andorinha. Ela decidiu, então, comprar essência de alfazema — que, dizem, afasta os maus espíritos e atrai energias boas —, uma pirâmide com pedras dentro e um cristal. Colocou tudo ao lado do computador.

    — Deu uma melhorada, mas os problemas não pararam totalmente. Já sabia que não era problema no computador. Teve um dia com muito o que fazer e eu não conseguia trabalhar. Aí resolvi falar com eles: “Acabou a palhaçada. Agora vocês vão me deixar trabalhar, eu não quero saber, acabou a brincadeira. Quero trabalhar, me deixem em paz”. E nunca mais meu computador, misteriosamente, deu problemas — garantiu Renata.

    Ela ainda teve outra experiência estranha. Em junho de 2010, ficou trabalhando até tarde, sozinha com apenas outra colega. Por volta das 23h, as duas começaram ouvir o barulho de pessoas correndo. Levantaram-se das cadeiras, foram até o corredor e não viram viva alma.

    — Ficamos com medo e falamos que era um sinal para a gente parar de trabalhar — disse Renata.

    Tatiane Melo trabalha no 340 andar desde que sua gerência foi para lá, em 2006. Ela confirma que muitas pessoas comentam sobre fatos estranhos. Tatiane disse que ouve muitos comentários principalmente do pessoal da limpeza que fica sozinho à noite ou trabalha nos fins de semana, quando o prédio está vazio:

    — Acredito plenamente que há muitas almas por aqui. Escuto muitos ruídos, vejo vultos com frequência. Às vezes eu sinto alguma coisa próxima à minha mesa.

    Ana Paula trabalha nos serviços de limpeza do edifício há alguns meses. Afirmou que ouve muitos barulhos estranhos, principalmente aos sábados, quando trabalha das 7h às 13h, com o prédio vazio:

    — Escuto barulhos que parecem passos andando. Um dia, eu vi um vulto e fiquei assustada. As meninas (colegas de trabalho) falam que veem também, mas nem ligam. Acho que esse prédio é mal-assombrado.

    Ana Paula contou que seu marido é vigia do prédio à noite e também relata que, de vez em quando, ouve as portas de emergência batendo, escuta o barulho de passos e vê vultos.

    — Ele fica preocupado porque, afinal, é vigilante e tem medo de que seja algum bandido. Mas não é nada.

    Outro vigia noturno carrega os mesmos relatos:

    — Não é em todos os andares. Mas é impressionante, tem vezes em que vários telefones tocam juntos de madrugada. Ficamos preocupados se é alguém invadindo. O mais impressionante foi escutar uma criança chorando, em 2005.

    Vera Luz é funcionária antiga da Petrobras e está no Torre Almirante desde que a divisão de Gás e Energia se mudou para lá. Há alguns anos, como era substituta na gerência de sua divisão, muitas vezes trabalhava até tarde, 22h ou 23h. Começava a ouvir portas se abrindo e fechando, passos e, em algumas ocasiões, via um vulto passando. Ela chegou a pensar que era algum vigia da noite, mas, quando ia conferir, não via ninguém. Uma vez, quando estava trabalhando à noite, escutou o barulho da torneira da pia da copa aberta.

    — Uma vez , entrei em um dos elevadores vazios quando estava indo embora tarde da noite. Entrou uma gravação automática que pede para desocupar o elevador por estar com excesso de peso. E eu estava sozinha — lembra Vera.

    Em outro momento, Vera estava trabalhando em sua mesa e sentiu como se alguém respirasse perto dela:

    — Achei que era algum colega brincando, mas não havia ninguém. Uma vez, entrei no banheiro e uma porta bateu. Sempre depois das 20h essas portas de fuga batem. Escutam-se móveis se arrastando no andar de cima.

    Vera passou a rezar quando presencia essas coisas.

    Uma funcionária contou que lia um relatório à tarde. Quando levantou o olhar, viu uma pedra de vulcão à sua frente, com pontos vermelhos, como se pegasse fogo:

    — Quando o prédio foi inaugurado, muitos empregados não queriam vir trabalhar aqui. Tentei não entrar nessa paranoia. Nunca tinha visto nada até que, de um tempo para cá, comecei a ver alguns vultos. Uma vez eu falei: “Me deixa em paz que eu quero trabalhar”. Mas também já fiquei aqui até mais tarde e nada aconteceu.

    Sugestionados ou não os interlocutores, o fato é que os relatos são fartos.

    “Yo no creo em brujas, pero que las hay, las hay…”


  • “AÊ, Ó… TÁ TUDO DOMINADO!”

     

      RESTRIÇÃO À DOAÇÃO FEITA POR EMPRESAS NÃO VAI VALER PARA 2014, DIZ TOFFOLI

    UOL / Fernanda Calgaro (São Paulo) – Recém-empossado, o presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), ministro Dias Toffoli, afirmou nesta sexta-feira (16) que não haverá tempo hábil para aplicar nas eleições de outubro a regra em discussão no STF (Supremo Tribunal Federal) que proíbe doações de campanha por empresa. Toffoli também é ministro no STF.

    “Nessas eleições, diante do processo se iniciar em 10 de junho (quando começam as convenções partidárias), evidentemente que não há tempo hábil de se aplicar, mesmo que a decisão seja pela inconstitucionalidade (da regra), para as eleições deste ano. Este é um tema que ficará para discussão futura”, disse Toffoli.

    Em abril, por 6 votos a 1, a maioria dos ministros do STF votou por proibir doações de empresas a campanhas eleitorais e partidos políticos. Ainda faltam os votos de quatro magistrados.

    Segundo o ministro, o TSE deve discutir até o fim deste mês se a minirreforma eleitoral aprovada no ano passado pelo Congresso irá valer já para as eleições de outubro. Sancionada em dezembro, a lei estabelece regras que devem reduzir o custo das campanhas eleitorais.

    Ainda sobre mudanças no sistema eleitoral, o presidente do TSE criticou o fato de a população não ter como escolher os candidatos às eleições, uma vez que os nomes são definidos pelos próprios partidos.

    “A eleição é direta, mas a escolha dos candidatos no Brasil não tem base democrática nenhuma. Penso que uma reforma mais aprofundada, além dos temas de financiamento de campanha, passaria pela possibilidade de haver prévias para o eleitor escolher os pré-candidatos”, ponderou.

    Limite de gastos

    Toffoli também defendeu que o Congresso aprove uma lei estabelecendo um teto de gastos feitos por partidos nas campanhas eleitorais. “Não havendo a lei, é livre aos partidos para se ‘autoestabelecerem’ o teto. Ora, se é livre, o céu é o limite”, afirmou.

    Segundo ele, para valer ainda para este ano, a lei precisa ser aprovada até o dia 10 de junho, quando começa o período de convenções partidárias.

    A medida teria como objetivo reduzir o custo das campanhas e a dependência dos partidos de doações milionárias de empresas com interesses no poder público.

    O ministro revelou que já procurou os presidentes do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e da Câmara dos Deputados, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), para tratar do assunto e que ambos se comprometeram a levar adiante o debate.

    “Há uma possibilidade e ainda tenho esperança de que o Congresso aprove uma lei estabelecendo um teto de gastos para a campanha de presidente, de governador e de deputado”, continuou.

    Toffoli explicou que o teto seria definido de acordo com o cargo em disputa e proporcionalmente ao tamanho da população do Estado

    “Se até dia 10 de junho não tiver sido aprovada [a lei], cada partido, cada candidato, cada coligação estabelece o teto que bem entender”, ponderou.

    Segredo de justiça

    O ministro defendeu ainda que as ações com pedido de impugnação de mandato, que podem ser protocoladas até depois que o político tomou posse, corram sob segredo de Justiça conforme diz a Constituição.

    Para Toffoli, a publicidade da ação pode acarretar instabilidade na gestão do município. “Isso não é proteger [o candidato], é para proteger o cidadão, o eleitor. O que ocorre na prática é que o prefeito que está para ser cassado cria uma instabilidade administrativa de gestão. Foi uma questão acadêmica, colocada em um ambiente acadêmico, mas a prática tem sido amplamente transparente”, disse.


  • “QUEM NÃO TEM COLÍRIO USA ÓCULOS ESCUROS” (*)

     

            SEUS CABELOS ESTÃO MAIS BRANCOS, DIZ PRESIDENTE URUGUAIO A OBAMA

    UOL / Folha de S. Paulo (por Raul Juste Lores, de Washington) – O presidente do Uruguai, José Mujica, foi recebido agora pela manhã na Casa Branca pelo americano Barack Obama. O presidente americano disse que Mujica “tem muita credibilidade no mundo e é um líder para todo o continente”, que o comércio entre os dois países cresceu muito e que ambos conversariam sobre como “fortalecer a democracia no hemisfério”.

    Antes da reunião fechada entre os dois, que começou às 10h50 de Washington (11h50 de Brasília), os dois falaram rapidamente com a imprensa de forma muito relaxada.

    “Ele disse que meus cabelos ficaram mais brancos ainda desde que nos encontramos pela última vez”, brincou Obama, sobre o comentário de Mujica.

    O uruguaio disse que tem uma agenda grande de assuntos com os EUA. Ele ofereceu asilo para alguns prisioneiros americanos da base de Guantánamo.

    Mujica disse que vai pedir ajuda para educação, ciência e tecnologia. “Nós temos que aprender inglês e vocês americanos terão que falar espanhol de qualquer jeito”.

    Ele também quer o intermédio americano em um processo que a multinacional Philip Morris move contra o governo uruguaio por uma lei de 2009 que obriga que 80% das embalagens de cigarros tenham avisos sobre seus efeitos nocivos à saúde. A empresa de cigarros estaria usando o Uruguai como teste para mover ações similares em outros países.

    Mujica ainda dará entrevista hoje à rede de TV CNN e tem almoço com o vice-presidente americano, Joe Biden, que se tornou uma espécie de enviado especial para a América Latina a pedido de Obama.

     

    Nota do SDV ( * ): verso / refrão de “Como Vovó Já Dizia”, música de Raul Seixas e Paulo Coelho.


  • “QUEM PARIU MATEUS…”

     

      VALCKE ALERTA TORCEDORES NA COPA: “NÃO ACHEM QUE O BRASIL É A ALEMANHA”

    UOL / Das Agências Internacionais em Zurique (Suíça) – Jérôme Valcke, secretário-geral da Fifa, afirmou, nesta sexta-feira, que as pessoas que vierem ao Brasil para assistir à Copa do Mundo deverão tomar cuidado para evitar alguns programas perigosos. Ele fez um alerta e pediu para que todos entendam que o Brasil não é como a Alemanha (país sede do torneio em 2006) e que os torcedores deverão sofrer com a falta de estrutura do país.

    “O maior desafio será para eles [torcedores]. Não será para a imprensa, para os times ou para os oficiais e dirigentes. Será para os torcedores”, disse Valcke em entrevista coletiva em Zurique, na Suíça.

    Depois, ele pontuou uma série de medidas e aconselhou os viajantes a tomar cuidado com alguns costumes que podem ser comuns na Europa, mas que no Brasil podem ser perigosos.

    “Eu sei que é difícil falar sem criar uma série de problemas, mas a minha mensagem para os fãs seria apenas para que se certifiquem de que você está com tudo organizado e planejado quando vier para o Brasil”, falou.

    “Você não vai poder dormir na praia, primeiramente porque é inverno… Planeje a sua hospedagem, você não pode simplesmente chegar com uma mochila e sair andando a pé. Não existem trens e você não conseguirá dirigir de um lugar para outro”, continuou.

    “Não ache que lá é a Alemanha, onde é fácil se locomover por todo o país. Na Alemanha, você também pode dormir em seu carro, mas aqui no Brasil você não pode fazer isso”, alertou, citando a falta de segurança nas cidades brasileiras.

    A Copa do Mundo começa no dia 12 de junho, mas muitos estrangeiros já estão chegando ao Brasil para o torneio. O país sofre com uma série de atrasos nas obras dos estádios e também de infraestrutura nas cidades-sede.

    FIFA SÓ ACEITOU 12 CIDADES-SEDE PORQUE PRESIDENTE LULA PEDIU

    Valcke disse que a Fifa só concordou em fazer um mundial com tantas sedes porque Luiz Inácio Lula da Silva, então presidente do país, os convenceu de que daria certo.

    “É verdade que você multiplica os riscos ao ter mais estádios. Mas nos deparamos com uma situação na qual você tem um governo e um presidente explicando para você que a Copa do Mundo deveria ser para todo o Brasil, e não para um número limitado de cidades”, explicou.