• FECHADO PELA CENSURA DAS FÉRIAS

    “Hora de comer – comer! / Hora de dormir – dormir! / Hora de vadiar – vadiar! / Hora de trabalhar? / – Pernas pro ar que ninguém é de ferro!” (‘FILOSOFIA’, Poema de Ascenso Ferreira, do livro Catimbó.


  • “CAM(B)ADA DO PÓS-SAL”

    A presidente Dilma Rousseff durante o recesso do final de ano numa praia de Salvador (BA).

     

    BOIAS PARA DILMA

    FOLHA / UOL (coluna de Eliane Cantanhêde, de Brasília) – O escândalo da refinaria de Pasadena parece em banho–maria, mas pode apostar que vem mais coisa e convém ficar atento, ou atenta, a Nestor Cerveró, demitido oito anos depois de um parecer “falho”, seis depois da descobertas das “falhas” e alguns depois de parar na diretoria financeira da BR Distribuidora.

    Os erros de Cerveró são mesmo de Cerveró, ou ele estava a serviço de alguém, cumprindo ordens superiores?

    Além disso, o que se discute não é só Pasadena, mas o conjunto da obra na Petrobras: a politização dos preços da gasolina, a perda de metade do valor de mercado, o aparelhamento, a sindicalização e a história de propina de uma firma holandesa.

    Toda a energia do governo e dos governistas é usada para jogar os homens da Petrobras ao mar e concentrar todas as boias para salvar a presidente e candidata Dilma.

    Mas… Dilma era chefe da Casa Civil e presidente do Conselho de Administração da Petrobras quando este autorizou um negócio que, segundo ela própria agora, “seguramente” não deveria ser feito. Ninguém questiona a honradez de Dilma, mas e a competência, onde ficou?

    Mas… o tal Cerveró não só nunca tinha sido punido como ganhou o cargo na poderosa BR e só saiu de lá na sexta passada.

    Mas… se até o Planalto e Lula admitem que a nota de Dilma sobre Pasadena foi um erro, como transformar esse erro num grande acerto?

    E o melhor de tudo é Dilma admitir que os outros erraram, o relatório era falho e a compra não deveria ter sido feita, enquanto a Petrobras e alguns ex-diretores insistem que, “naquele momento”, era um grande negócio.

    Grande negócio para quem, caras pálidas? Só se foi para a empresa que comprou Pasadena por US$ 42,5 milhões e vendeu por US$ 1,18 bilhão para um otário. Ou seria, ao contrário, para um espertalhão?

    Cerveró, conta essa história, vai! E com todos os detalhes picantes!


  • BOTANDO PRA QUEBRAR NA PETROBRAS!

     

        EM DOCUMENTO, PT DEVE IGNORAR CRISE SOBRE REFINARIA ENVOLVENDO DILMA

    FOLHA DE S. PAULO / Márcio Falcão (Brasília) – Em documento discutido em reunião do seu diretório nacional, o PT deve ignorar a crise envolvendo a presidente Dilma Rousseff e a Petrobras pela compra da refinaria de Pasadena (EUA), em 2006.

    A Folha teve acesso a versão preliminar texto, debatido nesta quinta-feira (20), que ainda depende da aprovação do comando executivo petista e pode ser alterado. Não há referência sobre o fato de a presidente ter dito que aprovou a compra com base em um documento “técnica e juridicamente falho”.

    Na época da aquisição, Dilma era Ministra da Casa Civil e presidia o conselho da Petrobras e chegou a votar a favor da compra.

    Segundo petistas, o caso foi discutido na reunião e a avaliação é de que uma posição oficial do partido poderia servir de combustível para a oposição explorar ainda mais o fato política e eleitoralmente. No Congresso, os oposicionistas defendem uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) sobre o caso.

    A resolução também evitou rebater diretamente o desgaste com o PMDB, seu principal aliado, pela composição das alianças estaduais para as eleições de outubro. A insatisfação peemedebista com os palanques, especialmente no Rio de Janeiro e no Ceará, e com os rumos da reforma ministerial puxaram uma rebelião na base aliada e impuseram derrotas para o Planalto na Câmara, inclusive com a criação de uma comissão externa para apurar suspeita de irregularidades na estatal.

    O texto determina que “não vamos permitir alianças que conflitem com nossas deliberações, assim como vamos estimular as chapas com nossos aliados no plano nacional”. Os dirigentes petistas dizem que “devemos exigir de nossos aliados é o forte compromisso com a continuidade destas conquistas (do governo petista)” e recomendam ainda atenção dos militantes para a campanha de reeleição de Dilma, tratada como prioridade absoluta.

    “Mesmo com altos índices de aprovação de nosso governo e de nossa candidata ainda temos muito tempo até as eleições. É preciso manter a mobilização, ampliar o debate com a sociedade e defender nosso legado de mudanças estruturais no país.”

    O comando do PT reconhece “que o ano eleitoral é um ano de profundas e acirradas disputas” e defende que é preciso “desmascarar a tática dos que torcem e jogam contra o Brasil”. O texto cita ainda que fica mantida a meta de ampliar as bancadas no Congresso, um dos motivos de atrito com o PMDB, e reeleição de governadores.

    O diretório ainda faz uma enfática defesa da política econômica do governo Dilma, alvo de críticas do mercado.

    Às vésperas dos 50 anos do golpe militar de abril de 1964, o diretório ressalta a consolidação da democracia e destaca as ações da Comissão da Verdade, mas nega revanchismo. “A identificação dos responsáveis pela tortura e pelos assassinatos, longe de parecer revanche, deve servir para que nosso povo tenha conhecimento dos reais autores de tanta tristeza provocada a milhares de famílias brasileiras.”

    O documento destaca que é preciso defender a Copa, alvo de protesto das manifestações de junho, e seu legado ao país e aponta que é para “torcer sem fazer qualquer ligação com o processo eleitoral”.


  • DE MUI AMIGOS E TRAIRAGENS AFINS…

    O ex-presidente Lulla discursando em Palmeira dos Índios (AL), ouvido atentamente pelo ‘neocompanheiro’, o também ex-presidente Collor.

     

                                      LULA COMPARA EDUARDO CAMPOS A COLLOR

    UOL / Blog do Fernando Rodrigues – Aos poucos vão aparecendo mais informações sobre o almoço na última sexta-feira (14.mar.2014) entre o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e empresários do Paraná.

    Num determinado momento, conforme relatado ao Blog por um dos presentes, Lula disse: “A minha grande preocupação é repetir o que aconteceu em 1989: que venha um desconhecido, que se apresente muito bem, jovem … e nós vimos o que deu”. Vários dos presentes entenderam a frase como uma comparação entre Fernando Collor de Mello e Eduardo Campos.

    Em 1989, Collor era apenas conhecido como um governador de um Estado do Nordeste – no caso, Alagoas. Era jovem, pregava renovação e ganhou o Palácio do Planalto. Depois, sofreu um processo de impeachment e o país passou por severa crise econômica.

    Hoje, Eduardo Campos (PSB) também é um político nordestino relativamente desconhecido, que governa um Estado da região (Pernambuco) e se apresenta como o jovem que vai renovar a política.

    No seu discurso a empresários do Paraná, Lula não fez citações ao tucano Aécio Neves, outro candidato a presidente oposicionista.

    No trecho em que fez uma citação indireta a Eduardo Campos, o ex-presidente disse que a atual ocupante do Palácio do Planalto, Dilma Rousseff, é a única que pode “dar garantia de manutenção de estabilidade no país”.

    No seu discurso, Lula disse: “Eu vim escutar”. Foi uma espécie de contraponto à notória aversão de Dilma em ouvir empresários e políticos com frequência. Na prática, essa será a estratégia na campanha: o ex-presidente se apresentar pelo país afora como grande fiador da reeleição de sua apadrinhada política.

    Os argumentos de Lula foram sempre no sentido de comparar como está o Brasil hoje e como era em 2002, último governo do PSDB. “Estamos melhor do que estávamos antes”, disse o ex-presidente. Justificou certos gargalos na infraestrutura por causa do aumento da atividade econômica. No início da década passada, os aeroportos recebiam menos de 50 milhões de pessoas durante um ano. Agora, são cerca de 110 milhões ao ano.

    Num dado momento, Lula disse que todos os empresários que estavam presentes ganharam dinheiro enquanto o PT esteve no poder. “Se não tivessem ganhado dinheiro não estariam aqui”. Alguns dos presentes riram.

    Carismático, Lula falou o que os empresários gostariam de ouvir. Sobrou então uma crítica ao ministro da Fazenda, Guido Mantega, que “demorou muito” para perceber que estava errada a taxa máxima de retorno fixada pelo governo nas concessões de serviços públicos, como rodovias.

    É claro que Lula não citou que Dilma Rousseff errou junto com Guido Mantega nesse episódio de taxas de retorno – causando atrasos no programa de concessões à iniciativa privada. É que Dilma é candidata. Já Guido Mantega é apenas um ministro à espera do fim do governo para sair da cadeira que ocupa.


  • DESCOBERTO MISTÉRIO DO AVIÃO DA MALÁSIA

     

         COPILOTO DE VOO DESAPARECIDO LEVOU MULHERES À CABINE, DIZ AUSTRALIANA

    O ESTADO DE S. PAULO (Kuala Lampur) – A Malaysia Airlines informou na terça-feira, 11, que está investigando uma denúncia feita por um canal de TV da Austrália de que o copiloto do voo MH370 tinha convidado duas mulheres para conhecer o cockpit de um avião da companhia que ele pilotava dois anos atrás.

    Veja também:
    Avião desaparecido saiu da rota, dizem militares da Malásia
    Interpol divulga nomes de iranianos com passaporte falso em avião malaio

    Ao programa “A Current Affair”, australiana Jonti Roos mostrou fotos dela e de uma amiga aparentemente mexendo nos controles da aeronave. Segundo ela, o voo ocorreu em 2011, entre, Phuket, na Tailândia e Kuala Lampur, na Malásia, num voo de uma hora de duração.

    Segundo ela, o procedimento não parecia incomum para a tripulação e as duas ficaram na cabine durante a maior parte da viagem.

    “Eles conversaram com a gente o tempo todo e até fumavam na cabine”, disse a australiana. / AP


  • MAIS UMA DOSE PRA DOSINHO

    Boneco do compositor potiguar Dosinho, um dos maiores autores de frevo de todos os tempos, depois dos pernambucanos Capiba, Nelson Ferreira e Levino Ferreira.

    O cantor potiguar Expedito Baracho, um dos maiores intérpretes de frevo, na ‘cola’ de Claudionor Germano, o maior divulgador do ritmo musical pernambucano.

     

    DO FREVO POTIGUAR

    Por Graco Medeiros / Publicado no extinto blog Diário do Tempo, do jornalista Sérgio Vilar e também neste mesmo SDV, em 26 de outubro de 2011.


    Natal, a capital do Big River of North, o plácido Potengi de regatas e velhas lembranças, bem que faz jus às sextilhas trocadas por Louro do Pajeú e Rogaciano Leite, ambos, mestres cantadores pernambucanos.

    Rogaciano, já domiciliado no Rio de Janeiro, formado em direito e letras, passeava de férias em Itapetim, quando topou com o velho amigo Lourival Batista (Louro do Pajeú), o “Rei do Trocadilho” no difícil e ardiloso ofício do jogo de improvisar.

    Bebericando no mercado, Louro provocou o colega repentista para uma cantoria, a princípio rejeitada por Rogaciano, dizendo que já tinha ‘emborcado a viola’.

    Mas depois de alguns goles, Rogaciano, de posse de uma viola de outro cantador, topou o convite e, de cara, versejou algumas considerações sobre a cidade natal de ambos os contendores, desagradando a Lourival, que achou os versos do colega um tanto quanto carregados de ressentimentos passados. E sapecou pra cima do amigo:

    Não maltrates tua terra
    Rogaciano sossega
    Ela é mãe e tu és filho
    Paciência meu colega
    Filho que fala da mãe
    Morrendo o diabo carrega.

    Rogaciano, sentindo a incondicional e habilidosa defesa da terra feita pelo conterrâneo, saiu do ‘aperto’ de forma, a princípio, conciliadora, mas inserindo um remate magistral, motivo pelo qual relacionei essa peleja às agruras e desatenções do RN impostas aos seus filhos legítimos. Eis a genial resposta de Rogaciano:

    De fato caro colega
    Sua razão não se some
    O diabo carrega o filho
    Que da mãe manchar o nome
    Mas também carrega a mãe
    Que mata o filho de fome.

    A justa, porém, demorada homenagem ao grande potiguar Dosinho, o maior compositor de frevos não nascido em Pernambuco, deveria fazer “pareia” com o também potiguar Expedito Baracho, natural de Jucurutu, o maior intérprete de frevos nascido fora do rincão pernambucano.

    Assim sendo, vale dizer, com o perdão dos baianos (que também têm lá os seus frevos), que o RN, noves fora Pernambuco, possui o maior compositor e cantor de frevos do mundo. Pelo menos, se não temos o notável sentimento nativista dos pernambucanos, ostentamos alguns laivos da megalomania do Leão do Norte, haja vista o epíteto de “Maior Cajueiro do Mundo” lá das bandas de Pirangi.

    Aliás, por falar em nativismo, Dosinho e Expedito Baracho, numa raríssima ocasião em que não gravaram frevo, emplacaram, em 1956, o samba-canção “Beco da Maldição”.

    E se do famigerado ‘Beco da Quarentena’, só resta mesmo o antigo logradouro, atenção adjacências!


  • CHAMARAM ATÉ ALCEIA! (*)

    A presidente da Petrobras Graça Foster, convidada para dar explicações à Comissão de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara, sobre denúncia de ‘tocos’ recebidos por funcionários do alto escalão da estatal, considerada a menina dos olhos dos vários governos da república brasileira em todos os tempos.

     

    COMISSÃO DA CÂMARA VAI OUVIR GRAÇA FOSTER SOBRE DENÚNCIA DE PROPINA NA PETROBRAS

    AGÊNCIA BRASIL / Repórter Carolina Gonçalves (edição de Denise Griesinger) – A presidenta da Petrobras, Graça Foster, será convidada, nos próximos dias, para explicar aos deputados da Comissão de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara detalhes sobre as denúncias envolvendo contratos firmados entre a estatal e a empresa SBM Offshore. Pelo requerimento aprovado há pouco, o colegiado espera ouvir o que a Petrobras tem feito sobre a suspeita de irregularidades, desde que o caso foi divulgado. A expectativa é que a audiência pública com Graça Foster ocorra ainda este mês.

    O convite foi aprovado um dia depois que os parlamentares decidiram criar uma comissão externa para acompanhar a investigação sobre pagamento de propina pela empresa, sediada na Holanda, a funcionários da estatal brasileira. Pelas denúncias divulgadas por partidos de oposição ao governo, o pagamento seria feito para garantir contratos de locação de plataformas petrolíferas entre 2005 e 2012.

    A presença de Graça Foster independe da instalação da comissão externa, que terá integrantes indicados pelos partidos. De acordo com a Mesa Diretora da Câmara, o presidente da Casa, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), deve definir hoje (12) o tamanho do colegiado e os primeiros prazos.

    Enquanto isto não ocorre, a Comissão de Fiscalização e Controle decidiu convidar também o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, para falar sobre o mesmo assunto.

    A pauta da comissão de hoje refletiu a indisposição instalada entre o Executivo e o Legislativo. Entre 22 itens votados, 17 eram convocações ou convites direcionados a nove ministros do governo, além dos convites a Graça Foster e ao presidente de Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho, para falar sobre repasses de recursos da instituição a entidade ligada ao Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) e sobre o empréstimo concedido à construtora Odebrecht para obras do Porto de Mariel, em Cuba.

    Entre os nomes de ministros que serão convidados está o de Arthur Chioro (Saúde), para esclarecer detalhes sobre a contratação dos médicos cubanos do Programa Mais Médicos. O requerimento foi recebido com tranquilidade pelo PT, partido do governo. O ex-líder da legenda na Câmara, José Guimarães (CE), garantiu que “se a disposição é ouvir o ministro sobre o programa, a bancada se compromete a chamá-lo”. Segundo Guimarães, Chioro poderia comparecer a qualquer momento.

    A informação levou o autor do requerimento, Mendonça Filho, líder do DEM, a estabelecer uma data. Segundo ele, o ministro da Saúde deve comparecer no colegiado na próxima quarta-feira (19). “As informações são graves, envolvem trabalho escravo e não estão esclarecidas”, avaliou Mendonça Filho.

    Os deputados ainda não concluíram a votação de todos os requerimentos. A cada aprovação o clima de comemoração toma conta do plenário ocupado pelo colegiado.

     

    Nota do SDV ( * ): Alceia é a bruxa má das histórias que Luluzinha (nas revistas de mesmo nome) conta para o personagem Alvinho. Vive na floresta onde a “pobre menininha” das histórias (Luluzinha) vai colher amoras para sua mãe fazer tortas para vender. A megera persegue a menininha, aprontando feitiços com a varinha de condão, contudo, quase sempre levando a pior. A velha tem uma sobrinha, aprendiz de bruxinha má, chamada Memeia (personagem Aninha), da mesma idade de Luluzinha.