• BLOG FECHADO EM NOME DE ZÉ PEREIRA E DA PITOMBEIRA

    TROÇA CARNAVALESCA MISTA PITOMBEIRA DOS QUATRO CANTOS – Fundada em 1947, é uma das mais famosas agremiações do carnaval de Olinda. Seu primeiro estandarte foi criado em 1953. Grande rival do bloco Elefante de Olinda, a Pitombeira tem um dos mais cantados hinos do carnaval pernambucano, um frevo de bloco imortalizado por Alex Caldas, em 1950:


    Nós somos da Pitombeira
    Não brincamos muito mal
    Se a turma não saísse
    Não havia carnaval  (bis).

    A turma da Pitombeira
    Tem seus dedos em cada mão
    E o P que tem na teste
    Faz parte da confusão (bis).
     
    Pitombeira só tem dez letras
    E uma significação

    Pitomba é fruta besta

    Se compra com qualquer tostão (bis).


    A turma da Pitombeira
    Na cachaça é a maior
    E o doce é sem igual
    Como ponche é o ideal

    Se a turma não saísse
    Não havia carnaval.

    REFRÃO

    Bate bate com doce
    Eu também quero, eu também quero, eu também quero (bis).


  • USEIROS E VEZEIROS

    Seria a fixação da velha história infantil (Dona Baratinha), que alerta sobre o apetite desenfreado de “João Ratão”, que terminou caindo na panela do feijão? ‘Faz sentido’. Na ilustração do convite acima, o porquinho, um dos principais ingredientes da iguaria. Algo “emblemático”, para quem tanto odeia o ‘PIG’ (porco em inglês).

     

      ADVOGADO DE DELÚBIO DIZ QUE CONSUMO DE FEIJOADA EM PRESÍDIO É “FANTASIA”

    UOL / Fernanda Calgaro (Brasília) – Após o MP (Ministério Público) do Distrito Federal e Territórios ter denunciado a realização de uma feijoada no Centro de Progressão Provisória, em Brasília, por condenados do mensalão, o advogado do ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares negou que seu cliente tenha comido a iguaria dentro da prisão.

    “Não têm sido dadas regalias. Tem essa história da feijoada que é uma fantasia”, declarou Malheiros antes da sessão do STF (Supremo Tribunal Federal) nesta quarta-feira (26).

    O defensor, no entanto, disse que foi consumida uma costela de porco em lata. “De fato, os companheiros de cela dele compraram na cantina uma costela de porco em lata e misturaram com a xepa (quentinha) e chamaram isso de feijoada. E nem foram eles, o pessoal do mensalão, foram os outros presos, da mesma cela. Mas, como é comum na cadeia, é tudo coletivo. O que é de um é de todos. Não houve feijoada.”

    Ontem, o MP pediu à Vara de Execuções Penais que convoque o governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz (PT), para que ele tome previdências contra esse fato considerado “grave”. “Ressalte-se que os ingredientes para tal feijoada supostamente foram adquiridos nas cantinas, as quais são administradas pelo Núcleo de Suprimentos, que é diretamente subordinado à Subsecretaria do Sistema Penitenciário e não às direções das unidades prisionais”, afirmou o órgão.

    De acordo o MP, a feijoada fere o princípio constitucional da isonomia, ou seja, lei e justiça igual para todos.


    Barba e visita de presidente do sindicato


    Hoje, o diretor do CPP, Afonso Emilio Alvares Dourado,
    pediu demissão do cargo.

    Segundo o jornal “O Globo”, o vice-diretor da unidade, Emerson Antonio Bernardes, teria sido demitido após coibir regalias de Delúbio, como retirar a barba.

    Sobre isso, Malheiros apenas disse que Delúbio retirou a barba conforme exigência do presídio. “Se (Delúbio) brigou com um funcionário, eu não sei, mas que ele tirou a barba, tirou. Então, não tem privilégio nenhum”, disse Malheiros.

    O advogado negou ainda que Delúbio tenha recebido o presidente do Sindpen (Sindicato dos Agentes de Atividades Penitenciárias) do DF, Leandro Allan Vieira, que, segundo reportagem do jornal, teria resultado na demissão do vice-diretor do CCP.

    “O presidente do sindicato vai praticamente dia sim, dia não no presídio e passou pela cela dele (Delúbio) e deu um ‘oi’. Não tiveram conversa nada, até porque ele pode atender esse presidente do sindicato na CUT (onde Delúbio trabalha durante o dia)”, afirmou o advogado.

    Malheiros acrescentou, inclusive, que considera o regime em que Delúbio está “muito rigoroso, muito severo e muito incoerente”. Isso porque, segundo ele, no final de semana que Delúbio passa na cadeia, ele tem que ficar 22 horas confinado direto na cela, enquanto, no outro fim de semana, pode ir para casa. Pela lei, quem cumpre pena no regime semiaberto pode, além de trabalhar durante o dia, visitar a família em finais de semana alternados. “O preso que tem condição de passar o fim de semana em casa e se apresenta no horário não pode nem ficar no pátio no outro fim de semana?”, questiona.

    Antes do início da sessão, o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Marco Aurélio avaliou como “preocupante” a concessão de eventuais benefícios para certos detentos. “A cadeia é uma panela de pressão. Quando há tratamento preferencial para uns e os demais não têm o mesmo tratamento, eles ficam inconformados e isso pode gerar um clima de rebelião interna.”


  • “PRA FRENTE BRASIL, SALVE A SELEÇÃO!” (*)

    ( * ) Versos ufanistas de ‘Pra Frente Brasil’, música feita para incentivar a seleção brasileira de 1970, em plena ditadura do General Emílio Garrastazul Médice (na foto, erguendo o ‘caneco’ do tri-campeonato), composta por Miguel Gustavo (letra) e musicada por Raul de Souza (trombonista), com gravação da orquestra da Rede Globo. Pena que a atual seleção de Felipão e de Carlos Alberto Parreira (remanescente da comissão técnica de 1970) não inspire muita confiança para proporcionar à Dilma Rousseff o semelhante gesto de oba-oba nacionalista, num ano de campanha eleitoral.
    Neste caso, é bom lembrar que no tempo da ‘redentora’ não tinha eleição, foi apenas um gesto de triunfo futebolístico do torcedor gremista Médice (doido por futebol) e também um arroubo do regime que a presidente e outros “herois de punhos cerrados” combateram. Eita mundaréu pra dar voltas e ‘meia volta, volver!’

     

                           GOVERNO MUDA DISCURSO DIANTE DE REJEIÇÃO DE COPA

    FOLHA DE S. PAULO – O ceticismo da população brasileira com relação à realização da Copa do Mundo no país havia sido detectado pelo governo federal numa sondagem realizada entre junho e agosto do ano passado, conforme a Folha revelou neste mês.

    A mudança de humor dos brasileiros com relação ao evento fez a presidente Dilma Rousseff alterar o discurso sobre a Copa e sua importância para o país.

    Dilma passou a enfatizar o ufanismo em torno do “país do futebol” e a abordar menos a questão do “legado” que o evento esportivo poderá deixar para a população, como obras de infraestrutura e meios de transporte, por exemplo.

    BORDÃO

    O bordão “Copa das Copas” foi uma criação do marqueteiro Nizan Guanaes. Outros assessores já haviam sugerido que o enfoque dos discursos fosse a paixão nacional, não o legado a ser deixado.

    As sondagens detectaram uma percepção mista sobre a Copa do Mundo: um deles, formado pelo sentimento de orgulho, união e nacionalismo; outro, negativo, constituído pelo temor com a falta de segurança pública e as obras atrasadas no cronograma previsto.

    Na sondagem do governo federal, notou-se pessimismo nas classes C e D, sobretudo em São Paulo.


  • “NÃO VAI TER CULPA” (*)

    Dê um clique na foto para vê-la por inteiro…

     

    MAIS DA METADE DOS BRASILEIROS ACHAM QUE PAÍS NÃO DEVERIA SEDIAR A COPA, DIZ CNT

    AGÊNCIA BRASIL / ELECONOMISTA – Caso a escolha do país que vai sediar a Copa do Mundo de 2014 ainda fosse ocorrer, 50,7% dos entrevistados na pesquisa da Confederação Nacional dos Transportes (CNT) não apoiariam a candidatura do Brasil. O percentual dos que seriam totalmente a favor da medida ficou em 26,1% e 19,7% defenderiam parcialmente o evento no país.

    A pesquisa foi divulgada nesta terça-feira (18) pela CNT e mostra também que 75,8% dos entrevistados avaliaram que os investimentos feitos no país para a Copa do Mundo foram desnecessários. Ficou em 13,3% o percentual dos que consideram esses investimentos adequados.

    Em relação às obras de mobilidade urbana feitas para a Copa do Mundo como metrô, trens e corredores de ônibus, a maior parcela dos entrevistados (66,6%) não acredita que ficarão prontas a tempo dos eventos nas cidades-sede. Os que acreditam que as obras estarão concluídas a tempo são 27,7%. Os que não sabem ou não responderam ficaram em 5,6%.

    As manifestações públicas durante o mundial de futebol são esperadas por 85,4% dos entrevistados e só 11,4% acreditam que o povo não irá às ruas. O percentual dos que pretendem participar dessas mobilizações chega a 15,2% e 82,9% não têm a intenção de protestar.

    O otimismo quanto à Copa do Mundo surge na pesquisa quando o assunto é a seleção brasileira. Um total de 56,2% dos entrevistados acredita que o Brasil vai ser o campeão do mundial de futebol. Outros 34,6% acham que a seleção brasileira não vai vencer a copa e 9,2% não sabem ou não responderam a pergunta.

    Nesta edição da pesquisa foram entrevistadas 2.002 pessoas em 137 municípios de 24 unidades da federação, entre os dias 9 a 14 de fevereiro. A margem de erro é 2,2 pontos percentuais. A pesquisa foi encomendada pela CNT ao instituto MDA.

     

    Nota do SDV ( * ): trocadilho com o movimento #NaoVaiTerCopa.


  • O PT E O MEDO DO MILICO DOIDO

    O deputado federal e capitão da reserva do exército, o provocador Jair Bolsonaro (PP / RJ), em uma das conturbadas reuniões da Comissão de Direitos Humanos da Câmara, no período em que esta era presidida pelo deputado federal e pastor Marco Feliciano (PSC / SP), acusado de racista e homofóbico pelas lideranças do movimento LGBT. Agora com a pretensão de Bolsonaro em assumir a presidência da CDHC, os diversos movimentos sociais consideram o pastor Marco Feliciano ‘fichinha’ diante da possibilidade do polêmico deputado assumir a presidência do referido colegiado. O PT tomou a frente para negociar um outro cargo com o partido de Bolsonaro, já que em termos de “estragos maiores” à frente da CDHC, muitos já pensavam em um “Fica, Feliciano!” (na foto, Bolsonaro provocando a militância GLBT presente nas diversas seções da comissão).

     


    PARA EVITAR BOLSONARO, PT DEVE VOLTAR A PRESIDIR DIREITOS HUMANOS

    FOLHA DE S. PAULO / Márcio Falcão e Ranier Bragon (Brasília) – Um ano após abrir espaço para a movimentação política que permitiu ao deputado Marco Feliciano (PSC-SP) comandar a Comissão de Direitos Humanos da Câmara, o PT vai retomar a presidência do colegiado.

    Numa reunião preliminar comandada na manhã desta terça-feira (18) pelo presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), ficou acertado o retorno do PT, maior bancada da Casa.

    O entendimento, no entanto, terá que ser referendado pelo colégio de líderes, que se reúne hoje de tarde. Para viabilizar o acordo, o PT cedeu mais uma vaga para o PP, que ficou com o comando de Trabalho e Transportes.

    PRESSÃO

    Nos últimos dias, aumentou a pressão para que a Câmara, em especial o PT, evitasse que o deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ) ficasse com a comissão. O PP ameaçava indicar o parlamentar, conhecido pelas posições conservadoras e colecionador de polêmicas com diversos movimentos sociais, para o posto.

    No ano passado, na escolha das comissões, a de Direitos Humanos ficou com o PSC e foi entregue ao deputado Marco Feliciano (PSC-SP), acusado de racista e homofóbico. Os trabalhos da Câmara chegaram a ficar paralisados, houve pressão para que ele abandonasse o posto, mas ele permaneceu e aprovou matérias que vão na contramão do setor.


  • “NÃO PONHA A MÃO EM BURACO DE TATU…” (*)

    O metido secretário-geral da Fifa, Jérôme Valcke, que já afirmou que o Brasil precisava levar um “chute no traseiro”, por causa dos atrasos e atropelos das obras para a Copa da Fifa – que dona Dilma Rousseff decanta, ufanisticamente, como  a “Copa das Copas” -, mais uma vez se intromete nos problemas internos do país, sob 0 olhar e postura amofinada de um governo refém da FIFA. Mas não é bom provocar, seu Jérôme, porque você, apesar do nome, não é o nosso “Jerônimo, o Heroi do Sertão”, o cowboy brasileiro criado por Moisés Weltman, sensação dos quadrinhos, do rádio e da televisão desde os anos 50.

     

    VALCKE ELOGIA GRAMADO DO MANÉ GARRINCHA E PEDE SEGURANÇA CONTRA “BADERNEIROS”

    FOLHA DE S. PAULO (Brasília) – O secretário-geral da Fifa, Jérôme Valcke, afirmou nesta segunda-feira (17), em entrevista após vistoria do estádio Mané Garrincha, em Brasília, que a polícia deve permitir o acesso dos torcedores aos estádios, evitando que protestos atrapalhem os jogos.

    “Para uma manifestação não-pacífica, com pessoas querendo apenas fazer baderna e provocar as autoridades, só há uma maneira de lutar contra isso e a polícia terá que permitir que as pessoas possam ir aos jogos”, disse Valcke. “O público torcedor tem o direito de ver o jogo”, completou.

    Também presente na entrevista, o ministro do Esporte, Aldo Rebelo, minimizou o risco de os protestos atrapalharem o evento e disse que “basta a aplicação da lei”.

    “Nós não estamos na Copa do Mundo ainda e em uma manifestação no Rio de Janeiro um cinegrafista foi brutalmente assassinado. A lei aplicada levou já à prisão dos dois responsáveis, que serão naturalmente processados e julgados pelo crime que cometeram. Não há porque cogitar medidas que não aquelas previstas em leis no caso das manifestações”, disse o ministro.

    GRAMADO EM EXCELENTES CONDIÇÕES

    Valcke elogiou o estádio de Brasília após a vistoria e disse que “teremos um gramado em excelentes condições para a Copa” – o estádio já havia tido problema com buracos no gramado.

    Ele afirmou ainda que amanhã (18) será tomada uma decisão sobre a possível exclusão de Curitiba da Copa, negando rumores que a questão já estaria definida. “Temos uma equipe técnica que vai lá amanhã e vamos dar uma resposta. Apresentarão um relatório final e tomaremos uma decisão”.

    O representante da Fifa também comentou um problema que atinge Porto Alegre, onde há um impasse sobre os gastos com as estruturas temporárias da Copa. “Se a Fifa vai pagar (estruturas temporárias das cidades), a resposta é não”, rebateu Valcke.

    PROPAGANDA

    Na sala de imprensa do evento da Fifa, dentro do estádio, chamou atenção uma bola de futebol contendo a foto do governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz (PT), pré-candidato à reeleição, junto à presidente Dilma Rousseff, ao ex-presidente Lula e ao número 13, usado pelo PT nas eleições.

    A bola estava no topo de um pacote com diversas bolas encontrado dentro da sala de imprensa. Das bolas visíveis, apenas uma tinha a propaganda de Agnelo.

    Depois de ser fotografado pela imprensa, o pacote foi retirado da sala por um funcionário. A assessoria do governo afirmou desconhecer por que as bolas estavam lá.

     

    Nota do SDV ( * ): versos de “Buraco de Tatu”, grande sucesso de Luiz Gonzaga, autoria de Jair Silva e Jadir Ambrósio.


  • DON JUAN DANÇARINO

    Heloisa Helena Magalhães, a bela morena ‘X-9’ do DOPS paulista – codinome “Maçã Dourada” -, que se envolveu com José Dirceu (foto acima), contribuindo com suas informações para desmantelar o 30º Congresso da UNE (outubro de 1968), quando a estudantada dançou geral, incluindo Zé Dirceu, no frustrado encontro a ser realizado em Ibiúna, interior de São Paulo.

     

                        A VERDADEIRA HISTÓRIA DA ESPIÃ QUE SEDUZIU JOSÉ DIRCEU

    JORNAL OPÇÃO (Goiânia, edição 1954 de 16 a 22 de dezembro de 2012) / por Euler de França Belém – A revista “Alfa” escancara um dos segredos (ou meio segredo) da esquerda brasileira: a história de Maçã Dourada, a espiã que, ao conquistar o líder estudantil José “Mensalão” Dirceu, transmitiu informações cruciais para o Dops.

    Em 1968, José Dirceu era presidente da União Estadual dos Estudantes (UEE) e, como diz Tom Cardoso, autor da reportagem “O fruto proibido”, “passava o rodo geral”. Era bonito e, por isso, as garotas o chamavam de “Alain Delon dos pobres” e seus companheiros, em tom jocoso, preferiam nominá-lo de “Ronnie Von das massas”. Espalhando charme e cantadas, o militante engatou um namoro meio livre com Heloisa Helena Magalhães, a espiã que o Dops infiltrou no movimento estudantil e que, em seguida, ganhou o célebre apelido de Maçã Dourada. Ela grudou em José Dirceu e assenhorou-se de informações fundamentais sobre o movimento estudantil e as repassava criteriosamente para seus superiores.

    Depois de beijos, abraços e muito sexo, José Dirceu desconfiou de Heloisa Helena — parece que há sempre uma Heloisa Helena no caminho pedregoso do ex-guerrilheiro — ao vê-la manuseando uma pistola, calibre 22, com extrema destreza. Ela nega: “Nunca peguei numa arma — como ia conseguir desarmar uma?” A serviço do líder, o ‘SNI dos estudantes’ vasculhou a vida de Maçã Dourada, chegando a invadir seu apartamento e a torturá-la. Um grupo de estudantes, depois de interrogá-lo durante cinco dias, soltou-a em 5 de julho de 1968. “O estrago”, diz Tom Cardoso, “já estava feito: três meses depois, o Dops desmantelou o 30º Congresso da UNE, em Ibiúna, no interior de São Paulo, prendendo cerca de mil estudantes, inclusive José Dirceu”. As informações que “derrubaram” o congresso foram repassadas por Maçã Dourada e outros informantes.

    Ao receber Tom Cardoso na cidade de Casa Branca, interior de São Paulo, Heloisa Helena, conhecida como Zelena, contou que, com o apoio de um jornalista, está escrevendo um livro para esclarecer sua história. Funcionária do setor de Relações Públicas da Secretaria de Segurança Pública, frequentava os redutos da esquerda com uma carteira falsa de estudante.

    À revista “Alfa”, Heloisa Helena diz que o nome “Maçã Dourada” foi inventado por José Dirceu. “As informações que vazaram e que caíram nas mãos do Dops não foram passadas por espiãs, e sim pela própria militância, que estava dividida em vários grupos, que nem sempre se entendiam”, diz a Mata Hari patropi. Ela insiste que nunca foi espiã. O ex-delegado do Dops José Paulo Bonchristiano, “um dos responsáveis por desmantelar o Congresso da UNE em Ibiúna”, apoia sua ex-funcionária: “A Heloisa nunca foi espiã. Eu garanto, pois quem infiltrava os espiões na Maria Antônia era eu”. Ele garante que Maçã Dourada era mais uma informante. “Eu sabia do relacionamento dela com o Dirceu. E ela passava informações, sim, e informações muito importantes. Mas daí dizer que ela era uma espiã já é demais”, diz o delegado, que, possivelmente, está protegendo a “aliada” ao reduzi-la de “espiã” para “informante”. O codinome Maçã Dourada, segundo Bonchristiano, não lhe foi dado pela polícia.

    O estudante de letras Vicente Roig foi encarregado por José Dirceu a investigar Maçã Dourada. “Cheguei lá (no apartamento da espiã) e achei apenas um documento, um formulário com o nome de Heloisa e o seu codinome ao lado: Maçã Dourada. (…) Eu acho que a Heloisa está mais para laranja do que para maçã. Era uma menina bonitinha, deslumbrada, que circulava entre os estudantes e que certamente foi usada pelos caras do Dops”, contou Roig a Tom Cardoso. O agrônomo e economista José Eli Veiga, um dos chefes da segurança “dos estudantes durante a ocupação da Maria Antônia”, diz que “Heloisa não passava de uma garota que estava vivendo — assim como nós, homens — as vantagens do amor livre, da pílula anticoncepcional, que acabou virando lenda”.

    O fato é que o sexo, resultado da “vitalidade” dos hormônios, fez José Dirceu perder a cabeça e, de algum modo, repassar informações cruciais do movimento estudantil ao Dops. O delegado Bonchristiano diz que as informações de Maçã Dourada foram decisivas para a descoberta do Congresso da Une em Ibiúna. José Dirceu era boa fonte. Tantos anos depois da Maçã, a que levou o militante estudantil à prisão, aparece, não uma espiã, Rose (Noronha), a ‘primeira-amiga’ de Lula. Bem, depois da Maçã, a Rosa. Uma evolução, quem sabe.

    (Vale o registro: um furo e tanto da revista “Alfa” e do repórter Tom Cardoso.)


    Nota do SDV: Os amigos e parentes do ex-ministro José Dirceu lançaram, ontem (13), um site para arrecadar doações para pagar a multa imposta pela Justiça, resultante da condenação na Ação Penal 470, o processo do mensalão. A página segue o mesmo padrão das criadas para o ex-presidente do PT José Genoino e para o ex-tesoureiro do partido Delúbio Soares, condenados no mesmo processo.


  • NUESTRO EJÉRCITO ROJO

     

    MST TENTA INVADIR STF EM BRASÍLIA; PM USA BOMBA PARA DISPERSAR MANIFESTANTE

    UOL / Fernanda Calgaro (Brasília) – O ministro Ricardo Lewandowski, do STF (Supremo Tribunal Federal), suspendeu a sessão desta quarta-feira (12) por cerca de 50 minutos devido a uma tentativa de invasão de militantes do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra). A sessão foi retomada por volta das 17h.

    “Fui informado agora pela segurança que o tribunal corre o risco de ser invadido. Vamos fazer um intervalo na sessão”, disse Lewandowski, que presidia no lugar do ministro Joaquim Barbosa, que havia se ausentado do plenário. Inicialmente, o intervalo seria de 20 minutos, mas não há certeza se a sessão será retomada mais tarde.

    Segundo a Polícia Militar, são cerca de 20 mil militantes.

    Os manifestantes desceram a Esplanada dos Ministérios e chegaram à Praça dos Três Poderes, onde fica o prédio do STF, e derrubaram as grades que protegem o local. Os seguranças do próprio STF e policiais militares conseguiram conter a tentativa de invasão.

    Os manifestantes estão vestidos com camisetas e bonés vermelhos e carregam várias faixas, algumas com críticas à atuação do Poder Judiciário. Uma delas diz “STF, refém da Rede Globo”, e outras cobram o julgamento do mensalão tucano e o julgamento de casos de assassinatos de camponeses. Há ainda faixas chamando o mensalão de “julgamento de exceção” e “crime é condenar sem provas”.

    Depois da tentativa de invasão do STF, os manifestantes se dispersaram pela praça dos Três Poderes, ao redor da qual ficam, além do STF, o Congresso Nacional e o Palácio do Planalto. A Polícia Militar chegou a jogar duas bombas de efeito moral sobre os manifestantes.;

    A marcha pela Esplanada dos Ministérios passou ainda pela Embaixada dos Estados Unidos em Brasília. Nesta semana, a capital recebe o Congresso Nacional do movimento, realizado no ginásio Nilson Nelson. Além de representantes dos 23 Estados, há um grupo de 250 pessoas ligadas a movimentos sociais de outros países.


  • “BANDIDO BOM É BANDIDO PORTO”



    CABROBÓ NEWS / O Repórter Abilolado (UÓÓ) – Durante visita a Cuba para selar compromisso brasileiro com a construção do Porto de Mariel, a presidente Dilma Rousseff alerta o comandante cubano, Raul Castro, que tal porto deve mudar de nome, já que ‘Mariel’, no Brasil, enfrenta sérias objeções e antipatias por parte de grupos ligados aos direitos humanos e também pelas militâncias do PT e demais partidos da esquerda tupiniquim.

    O problema é que Mariel Mariscot foi um policial brasileiro, durante a ditadura militar, componente da famigerada ‘Scuderie Le Cocq’ que terminou sendo a sementeira do “Esquadrão da Morte”, surgido no Rio de Janeiro e reproduzido em todo Brasil, nas diversas esferas policiais de todos os estados.

    E foi – justamente -, Mariel Mariscot e seus colegas da Scuderie Le Cocq que cunharam o lema que virou apanágio dos grupos de extermínio: “Bandido Bom é Bandido Morto”.

    Contudo, Raulzito sorriu (foto) e disse que em Cuba, execução sumária é fichinha. Ele mesmo, ‘su hermano’ e “El Comandante Ché” já mandaram muitos pro beleleu, seja através de fuzilamento coletivo (el paredón) ou mesmo por um tiro seco na nuca (execução individual), como era do gosto de San Ernesto, o argentino que virou santo na Bolívia.

    Ao ouvir tal comentário sobre execuções sumárias, Dilminha gelou… logo ela que somente estourou o cofrinho do Ademar!


    O policial Mariel Mariscot de Matos, um dos “12 Homens de Ouro” da polícia carioca nos anos 60, recrutados pela Scuderie Le Cocq, o berço do Esquadrão da Morte e do lema “Bandido Bom é Bandido Morto”.


    (GM)


  • O TUCANO ENTREGOU O SERVIÇO!

     

                     EX-GOVERNADOR TUCANO DIZ QUE É TÃO INOCENTE QUANTO LULA

    FOLHA DE S. PAULO / UOL, por Márcio Falcão (Brasília) – O ex-governador e deputado Eduardo Azeredo (PSDB-MG) afirma que é tão inocente no caso do mensalão tucano quanto o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva é, em sua opinião, no rumoroso caso do mensalão petista.

    “Minha situação é semelhante à do Lula. Ele foi presidente e houve problema no Banco do Brasil. Corretamente, não foi responsabilizado”, afirmou. “Eu também não posso ser responsabilizado.”

    Azeredo é acusado de ter autorizado o desvio de R$ 3,5 milhões (cerca de R$ 9,3 milhões em valores atualizados) do banco estatal Bemge e de duas empresas públicas para um esquema organizado para financiar sua campanha à reeleição como governador de Minas Gerais, em 1998.

    Na última sexta-feira, a Procuradoria-Geral da República pediu 22 anos de prisão para Azeredo, que será julgado pelo Supremo Tribunal Federal pelos crimes de peculato (desvio de recursos públicos) e lavagem de dinheiro.

    Azeredo diz que não autorizou os repasses que alimentaram o caixa de sua campanha eleitoral e não pode ser responsabilizado por isso. Para ele, a Procuradoria não levou em consideração as provas do processo. “Sou absolutamente inocente”, disse.

    No caso do mensalão petista, que distribuiu milhões de reais a políticos que apoiaram o governo Lula, o STF concluiu que o esquema foi alimentado por empréstimos bancários irregulares e recursos controlados pelo Banco do Brasil no fundo Visanet.

    Lula não foi denunciado pela Procuradoria e por isso não foi julgado pelo STF. “Ele não foi questionado pelo Visanet do Banco do Brasil”, disse Azeredo. “Eu defendo o presidente Lula. Ele não tinha mesmo que ser penalizado.”

    Ao pedir 22 anos de prisão para Azeredo, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, disse que seu papel no mensalão tucano foi “equivalente” ao do ex-ministro José Dirceu, considerado pelo Supremo o principal responsável pelo mensalão petista e atualmente preso em Brasília.

    Os dois esquemas foram operados pela mesma pessoa, o empresário Marcos Valério Fernandes de Souza, dono de agências de propaganda que fizeram negócios com o governo de Minas Gerais e com o governo federal. Condenado por seu envolvimento com o mensalão petista, ele está preso em Brasília.

    Num depoimento prestado sigilosamente à Procuradoria-Geral da República perto do fim do julgamento, Valério disse que Lula sabia do esquema e deu a ele seu aval, mas a declaração recebeu pouco crédito das autoridades e não foi investigada.

    Para Azeredo, Janot se precipitou ao pedir a pena de 22 anos de prisão no seu caso. “Só se fixa pena depois da condenação. Se não existe condenação, não tem porque já querer fixar pena. Isso realmente me deu muita estranheza”, afirmou o deputado.

    O ministro do STF Marco Aurélio Mello disse que essa é uma atribuição da Procuradoria. “Não é usual, mas a precisão é sempre elogiável. Não vejo extravagância.”

    A defesa de Azeredo terá 15 dias para entregar suas alegações finais no processo. Depois, o relator do caso, ministro Luís Roberto Barroso, redigirá seu voto, que será revisado pelo ministro Celso de Mello. A expectativa no STF é que o caso seja julgado ainda no primeiro semestre.