• QUANDO O SANGUE ERA GROSELHA

    Os Reis do Telecath: Ted Boy Marino e sua fantástica ‘voadora!’ As lutas colocavam frente a frente um lutador bonzinho contra um malvado. Só os malvados usavam soco-inglês e batiam até “tirar sangue” do bonzinho. É que a telinha não mostrava, mas o vilão pegava saquinhos de plástico com groselha. Ele fechava a mão com o soco-inglês e quando desferia o golpe no rosto do bonzinho, espremia a groselha que explodia “em sangue” na cara do oponente. Ted Boy contava que para lutar era preciso habilidade e muito treino, para saber cair. Mas, apesar do seu know-how, ele se acidentou diversas vezes: quebrou joelho, tornozelo, braço, ombro e costelas. O programa chegou a despertar protestos de pugilistas e empresários do boxe que acreditavam que as lutas do telecath da TV, com golpes combinados e o final previamente decidido, ‘desmoralizavam’ o boxe e a luta livre (‘vale-tudo’) no Brasil.

     

    O HERÓI DA JOVEM GUARDA

    POR ALEX MEDEIROS (www.alexmedeiros.com.br) – O mais popular movimento cultural do Brasil, lançado pela geração de Roberto Carlos no limiar da década de 1960, no rastro do sucesso mundial dos Beatles, não foi feito apenas de cantores e músicos. A Jovem Guarda foi um guarda-chuva para tudo.

    Além de artistas como Erasmo Carlos, Wanderléa, Jerry Adriani, Wanderley Cardoso, Eduardo Araújo, Renato e Seus Blue Caps, entre tantos, havia também os heróis esportivos do povo brasileiro: Pelé, Eder Jofre e um garoto de cabelos lisos e louros.

    A então jovem TV nacional tinha como um dos programas campeões de audiência as lutas de “telecatch”, que superavam facilmente qualquer transmissão de futebol, ainda não inserido no hábito dos telespectadores. E o rei da luta livre era Ted Boy Marino.

    O galego boa pinta, nascido na Itália e criado na Argentina, conseguiu levar para os ringues não apenas seu talento na técnica do “wrestling”, mas também incorporou os arquétipos de uma moda que se espalhava pelo planeta como rastilho de pólvora.

    Ted Boy, com seu nome de radialista de rock ‘n’ roll, era um legítimo representante da cultura do Iê, Iê, Iê massificada na mídia e no mercado pelo jovem rei Roberto Carlos e seus muitos súditos. A estampa do lutador seguia o modelo dos garotos de Liverpool.

    O cabelo em corte franjinha e alourado era um misto de Beatles e The Monkees, a banda americana que copiou a inglesa e fazia sucesso na TV com um seriado do tipo sitcom. A foto na capa da revista O Cruzeiro (maio/1967) comprova o enunciado.

    O jovem Mário Marino (seu nome de batismo) atraía as garotas aos ringues com o mesmo apelo de sex appeal dos ídolos musicais daqueles anos. Seus combates contra grandes lutadores, como Rino e Fantomas, paravam o país na tela da TV Excelsior.

    E se os maiores ícones da juventude tinham direito a programas de auditórios, como Roberto, Erasmo, Simonal, Ronnie Von, Jair Rodrigues e Elis Regina, também Ted Boy ganhou o seu. Ao lado da loura Célia Biar, apresentou “Oh, que Delícia de Show”.

    Frequentava constantemente as principais revistas do Brasil como uma celebridade inconteste. Na Revista do Esporte, a mais importante do futebol brasileiro até 1969, somente ele, Éder Jofre e Carlson Gracie apareciam entre as páginas de jogadores.

    A popularidade o levou para perto da dupla Renato Aragão e Dedé Santana, compondo o primeiro time do que viria a ser Os Trapalhões. O filme “Dois na Lona”, de 1968, provocou filas dois anos depois na calçada do Cine São José, no bairro das Quintas.

    Ted Boy Marino foi um dos grandes heróis da minha geração; décadas antes do termo “crossover” aparecer nos quadrinhos, eu o misturava nas fantasias com meus heróis das revistas, como se ele habitasse o mesmo universo de Tarzan, Superman e Batman.

    Eu costumava adaptar os bonecos do Forte Apache como sendo minhas personagens favoritas de HQ, usando retalhos de tecidos que pegava nas gavetas da máquina de costura da minha mãe. As brincadeiras eram um arremedo de teatro de bonecos.

    Uma vez improvisei uma aventura em que Tarzan contou com a parceria do astro do telecatch para resgatar na misteriosa cidade de Pal-U-Don a bacia de Pilatos que dava poderes para acabar o mundo. Até hoje não sei por que a tal bacia surgiu no contexto.

    Nos álbuns de figurinhas da Jovem Guarda, que guardo com zelo no meu acervo, estão lá as estampas de Ted Boy Marino dividindo o glamour dos anos dourados com Wanderley Cardoso, Vanusa, Ronald Golias, Agnaldo Rayol, Deno e Dino, Ed Wilson.

    Sua morte, ontem, repete o ritual triste do apagar de um tempo romântico do país e ingênuo na TV, mas que foi fundamental para a construção daquilo de bom que a cultura nacional ainda tem. O faz de conta da luta livre tinha a arte que o UFC não tem.

    Figuras como Ted Boy representavam o encontro do teatro, do circo com o esporte, por mais que na época enfrentassem a crítica feroz do mestre do jiu-jitsu, Hélio Gracie, que acusava o telecatch de ser uma farsa que prejudicava a atividade esportiva e marcial.

    Mas na fantasia dos seus golpes de araque, nas voadoras no pescoço dos parceiros, ele incutia no imaginário nacional o prazer de um entretenimento saudável. Há muito que o povo brasileiro necessita encontrar no esporte e nas artes um pouco de riso e idolatria.

    Quem viveu ou percebeu a época da Jovem Guarda entende o vazio que deixa um ídolo daqueles anos. E se há um menino feliz no homem que sou hoje, devo às experiências míticas da infância e aos caras como Ted Boy Marino, um herói lúdico do meu tempo.


  • VAI QUE É SUA, BRUCUTU!

     

    BILIONÁRIO CHINÊS OFERECE R$ 132 MILHÕES PRA HOMEM QUE SEDUZIR FILHA LÉSBICA

    BBC BRASIL – Um dos mais conhecidos bilionários de Hong Kong está oferecendo um prêmio equivalente a R$ 132 milhões para qualquer homem que consiga seduzir sua filha lésbica e convencê-la a se casar.

    O magnata Cecil Chao, de 76 anos, que fez sua fortuna no setor imobiliário e em transportes de carga, prometeu publicamente a recompensa após relatos de que a filha, Gigi Chao, teria formalizado uma união na França com a namorada de longa data.

    O bilionário, que nunca foi casado, afirmou à BBC que a filha ainda é solteira e precisa de “um bom marido”.

    A homossexualidade foi descriminalizadaem Hong Kong somente em 1991, e as uniões de parceiros do mesmo sexo não são reconhecidas.

    Candidatos

    Gigi, uma empresária formada pela Universidade de Manchester, na Grã-Bretanha, teria formalizado uma parceria civil na França com sua namorada, Sean Eav, com quem se relaciona há sete anos, segundo relatos publicados na mídia de Hong Kong.

    Mas seu pai insiste que a informação é falsa e afirma que sua oferta generosa já gerou várias respostas de possíveis candidatos.

    “É um incentivo para atrair alguém que tenha talento, mas não o capital para iniciar seu próprio negócio”, afirmou Chao.

    “Não me importa que ele seja rico ou pobre. O importante é que ele seja generoso e de bom coração”, explicou.

    “Gigi é uma mulher boa, com talento e beleza. Ela é dedicada aos pais, é generosa e faz trabalho voluntário”, disse.

    Vida social agitada

    Apesar da busca pública por um marido para a filha, Chao diz que não tentará forçará Gigi a se casar contra sua vontade.

    Gigi Chao disse ter achado a polêmica campanha feita pelo pai “divertida” e afirmou que não pensará mais no assunto até um candidato apto se apresentar.

    Cecil Chao é conhecido em Hong Kong por sua vida social agitada e comumente aparece nas colunas sociais ao lado de belas mulheres jovens.

    Segundo o diário South China Morning Post, ele já se vangloriou uma vez de ter se relacionado com mais de 10 mil mulheres. 


    Veja e ouça “Brucutu”, personagem de HQ, do cinema e da TV, sucesso com Roberto Carlos (1965):
    http://www.youtube.com/watch?v=w6VHyMT3mGA


  • UPA ESPECIALIZADA (*)

     

         MINHA HISTÓRIA: CATARINENSE DE 20 ANOS LEILOA VIRGINDADE PELA INTERNETE

    FOLHA DE S. PAULO / Natália Cancian (São Paulo) – A brasileira Catarina Migliorini, 20, está leiloando sua virgindade, por intermédio de uma produtora australiana. A “experiência” faz parte do documentário “Virgins Wanted”, que conta a história de dois jovens antes e depois da primeira vez.

    Fui chamada até de cafetina; não apoio, mas estou com ela, diz mãe

    Os lances, feitos pela internet, já chegam a US$ 155 mil. Com o dinheiro, quer abrir uma ONG e investir num projeto de casas populares para famílias pobres de Santa Catarina, onde nasceu.

    Leia abaixo o depoimento dela:

    Estou nesse projeto há dois anos. Começou quando vi uma reportagem sobre um cineasta australiano que estava à procura de uma virgem.

    Pensei: sou virgem, vou me inscrever. Foi por impulso que eu, menininha de 18 anos, resolvi me inscrever. Achei que não receberia resposta.

    Pouquinho tempo depois recebi um e-mail do produtor pedindo para conversar comigo, via Skype. Depois disso, ele pediu um teste de cena, e gravamos. E assim foi.

    Quando deu certo, fiquei feliz. Eu era de uma cidade pequenaem Santa Catarina, e um cineasta australiano me escolheu! Pensei: vou seguir com isso e ver onde vai dar.

    E aqui estou. Vim direto para a Indonésia, há um mês, gravar o documentário. Vai relatar a minha vida e a do Alex (Stepanov), dois virgens.

    Nunca fizemos sexo e estamos a ponto de fazer com uma pessoa desconhecida.

    Neste momento, estou em um hotel, em Bali. É como um reality show, mas sem filmagens o dia inteiro.

    Uma das partes do documentário é um leilão, na internet, em que o prêmio é a minha virgindade. Não penso muito no valor.

    MENINA ROMÂNTICA

    Sempre fui uma menina muito, muito romântica. Quando souberam, minhas amigas não acreditaram.

    O que eu posso te dizer agora é que o leilão, para mim, é um negócio. Mas não deixei de ser romântica de forma alguma. Acredito com todas as forças no amor.

    Nunca tive namorado. O meu primeiro beijo foi aos 17. Enquanto muitas meninas da minha idade tinham feito muitas coisas, não sabia o que era sexo. Hoje sei, tem os meios de comunicação, né? (ri).

    O leilão termina em 15 de outubro. Depois, vamos ter uns dez dias para organizar o local e para o vencedor fazer os exames para provar que não tem nenhuma doença sexualmente transmissível.

    Também vou mostrar um teste para provar que sou virgem. E aí vou ter minha primeira vez. Ela vai acontecer nos ares. A produtora vai alugar um avião particular, que vai da Austrália para os EUA.

    NO CÉU

    O ato será consumado no céu. Pensamos nisso para que não haja nenhum problema com a legislação dos países (prostituição não é crime em território brasileiro, mas tirar proveito dela, seja de que forma for, configura um delito).

    É claro que a minha primeira vez não será filmada. Não é pornô, senão eu morreria de vergonha (ri). O produtor vai filmar até eu entrar no avião.

    O vencedor do leilão vai ter direito a ficar ao menos uma hora comigo. Mais que isso, vai depender do momento.

    O comprador não pode levar outra pessoa, querer realizar fantasias, usar brinquedo sexual, nada. Também é obrigatório o uso de camisinha e só pode tirar a virgindade, nada mais.

    Conversar pode. Mas beijar, não. Beijar não está no contrato.

    Imagino que vá ser um homem com uma idade superior à minha. Mas não fico criando expectativa. Não espero que seja um mar de rosas, mas, de repente, pode ser um cara legal, compreensivo, que pense: “Poxa, vamos com calma, a guria é virgem”.

    UMA VEZ

    Para mim, não é prostituição. Quando alguém faz uma coisa uma vez na vida, não é considerado dessa profissão. Se você tira uma foto e sai legal, não é fotógrafo por isso.

    Não vejo problema com a prostituição. É a profissão mais antiga do mundo e deveria ser legalizada. Há uma frase de um filósofo que gosto muito, o Henry Thoreau: “A opinião alheia é um fraco tirano se comparada com a nossa opinião sobre nós mesmos”.

    O que mais me preocupa é que a minha família sofra.

    Meu pai soube nesta semana. Quando vi que iriam sair as primeiras matérias, decidi contar. A princípio, ficou meio nervoso e não gostou. Mas depois que mostrei minhas ideias, ele se acalmou.

    O dinheiro vai ficar todo para mim, não com a produtora. Pretendo criar um projeto que ajude as famílias a terem seu próprio lar. Não sou hipócrita de dizer que vou usar todo o valor para isso.

    Meu plano também é estudar medicina na Argentina. Já estava até matriculada, mas decidi adiar e vou em 2013. Tenho 20 anos, sou responsável pelo meu corpo e não estou prejudicando ninguém.

     
    Nota do SDV ( * ): segundo o Ministério da Saúde, as Unidades de Pronto Atendimento – UPA 24h são estruturas de complexidade intermediária entre as Unidades Básicas de Saúde e as portas de urgência hospitalares, onde em conjunto com estas compõe uma rede organizada de Atenção às Urgências. São integrantes do componente pré-hospitalar fixo e devem ser implantadas em locais/unidades estratégicos para a configuração das redes de atenção à urgência, com acolhimento e classificação de risco em todas as unidades, em conformidade com a Política Nacional de Atenção às Urgências. A estratégia de atendimento está diretamente relacionada ao trabalho do Serviço Móvel de Urgência – SAMU que organiza o fluxo de atendimento e encaminha o paciente ao serviço de saúde adequado à situação.


  • EPA, CAPITALISTAS!


               PRESIDENTE DO IRÃ AFIRMA QUE APOIAR GAYS É COISA DE CAPITALISTAS

    AFP (Washington) – Apoiar a homossexualidade é coisa de capitalistas de linha dura, que não se importam com os autênticos valores humanos, afirmou na segunda-feira (24) o presidente do Irã, Mahmud Ahmadinejad, em uma entrevista ao canal “CNN”.

    Ahmadinejad destacou que a homossexualidade é “um comportamento muito desagradável” proibido por “todos os profetas de todas as religiões e todas as fés”.

    O presidente iraniano, que estáem Nova York para participar na Assembleia Geral da ONU, disse que apenas porque alguns países apoiam a homossexualidade não significa que suas críticas sejam uma negação da liberdade às pessoas.

    No mesmo sentido, ridicularizou os políticos e partidos que, segundo ele, aprovam os gays e lésbicas “apenas para ganhar quatro ou cinco votos a mais”.

    De maneira mais amplia, o presidente do Irã afirmou que o apoio aos homossexuais não tem nada a ver com o apoio ao desenvolvimento humano.

    “Este tipo de apoio à homossexualidade está apenas nas mentes dos capitalistas de linha dura e daqueles que apenas apoiam o crescimento do capital, mais do que os valores humanos”, completou Ahmadinejad com a ajuda de um intérprete.

    Ele insistiu que as pessoas viram homossexuais e não nascem desta maneira. Não respondeu ao ser questionado sobre o que faria se um de seus três filhos fosse gay.

    Ahmadinejad disse que o mundo tem uma série de males como a miséria, a repressão e as ditaduras, e que apoia a resolução destes problemas e defesa da dignidade humana.

    Questionado se o apoio à liberdade não deveria ser aplicado aos homossexuais, respondeu que “a homossexualidade cessa a procriação”.

    “Quem disse que se alguém gosta ou acredita em algo desagradável e outros não aceitam este comportamento, estão negando a liberdade? Quem disse isto?”, completou Ahmadinejad.


  • O RABINO E O CHURRASQUINHO HIGH TECH

     

                      LÍDER RABINO SOLICITA QUE FIÉIS QUEIMEM IPHONES ‘SEM PENA’

    EFE (Jerusalém) O rabino Haim Kanievsky, considerado uma das cinco autoridades rabínicas mais influentes de Israel, emitiu um aviso a seus seguidores para que qualquer um que tenha em sua mão um smartphone iPhone o queime sem pena.

    A promoção do último produto da marca Apple poderia sofrer um duro golpe em Israel depois que este importante rabino censurou o celular, ao qual compara com uma arma de guerra pelo “potencial dano que pode causar”, informa hoje a edição eletrônica do jornal “The Jerusalem Post”.

    Kanievsky se pronunciou assim em seu último édito religioso depois que vários usuários do entorno ultra-ortodoxo lhe interpelaram acerca da conveniência de usar o smartphone em consonância com a lei judia.

    O anúncio faz parte de uma campanha iniciada anos atrás por líderes destas comunidades, que frequentemente denunciam que os telefones inteligentes e seu acesso à internet e à televisão são incompatíveis com as normas de moral judia pois facilitam conteúdos pornográficos e fontes de informação que vão além das estritas margens permitidas pelo mundo ultra-ortodoxo.

    Vários membros destes grupos contam com “telefones celulares kosher”, que não têm conexão à internet, não podem receber nem enviar mensagens e não ficam operacionais durante o dia de descanso sabático.

    No dia 12 de setembro o rabino Lior Glazer protagonizou uma cerimônia ritual de destruição de IPhones na cidade de Bnei Brak, de maioria ultra-ortodoxa, em resposta à suposta influência maligna do aparelho.

    A seita fundamentalista judia Eda Haredit também declarou guerra ao aparelho, da mesma forma que à versão de Android, BlackBerry e similares, por causa do “Holocausto espiritual” que na sua opinião provocam estes gadgets eletrônicos.

    O “Canal 10” da televisão israelense divulgou ontem imagens de vários ultra-ortodoxos judeus quebrando em mil pedaços esses dispositivos com um martelo.


  • O ‘MACUMBLUEIRO’ DA ALCATEIA (*)

    Raul Andrade (foto de Sandro Fortunato) – A banda Alcateia Maldita foi o braço musical adaptado e articulado por Raul Andrade da edição natimorta de um fanzine com o mesmo nome (início dos anos 70), batizada por Fernando Lima (Kalum), ilustrada por mim (Graco Medeiros), com textos poéticos nossos e de Carlinhos Meirelles (iluminador) e Mauro (um ‘maluco’ andarilho de Santos – SP). Da ‘Alcateia’ (banda) participaram quase todos os músicos potiguares da minha geração e também os mais novos (“Evoé, jovens à vista”, como diz Chico Buarque na música Paratodos), que ainda continuam segurando a onda, graças às garras e presas do grande lobo Raul, líder e arregimentador da banda, possivelmente, a mais longeva do Nordeste brasileiro. A Alcateia é isso mesmo. O conceito coletivo de ajuntamento, naqueles tempos em que a rapaziada tomava pancada da direita e da esquerda e tinha que sobreviver através de ‘mil e umas’ milacrias, ‘sartando’ fora, circulando e sustentando a barra de viver, como cantava Gilberto Gil (versão de Bob Marley), ou mais precisamente Like A Rolling Stone, ‘como uma pedra a rolar’, de Bob Dylan. E até hoje Raul Andrade encara essa pedreira, arisco nos apriscos como ele só. Lobo desconfiado, contudo, sempre fiel à alcateia, cujo nome (hoje em desuso) tinha como acento agudo um punhal suspenso, como a espada de Dâmocles, para nós, símbolo da defesa e do ataque naqueles tempos onde o couro comia pra valer, mas éramos felizes, mesmo “sem comida, sem coberta, sem dinheiro, sem hora certa” (versos de “Gente Aristocrática”, de Fernando ‘Kalum’ e Graco ‘Legião’).

     

                        ALCATEIA MALDITA: MAIS VELHO, MAIS RARO, MAIS SABOROSO

    DIÁRIO DE NATAL e DIÁRIO DO TEMPO / Por Sérgio Vilar  – A ciência afirma: lobos são ancestrais dos cães domésticos. E a música comprova. A banda Alcateia Maldita vem de um tempo de contestação, underground, contracultura. Diferente do mundo domesticado e torpe da dita pós-modernidade. Mas eles estão aí. A matilha está solta e ainda bem encaixada no projeto futurista de mundo. O liquidificador sonoro dos uivos de Raul Andrade e companhia atacam hoje na floresta do IFRN Cidade Alta, às 20h. É o primeiro show após apresentação para poucos em agosto de 2010, em Nalva Melo CaféSalão.

    Show de rock? Não se prenda. A formação é básica: vocal, guitarra, contrabaixo e bateria. Mas nada de puro rock. Nada de puro, na verdade. Mesmo porque o original também é impuro. Ou o que dizer de uma banda cujo leque de compositores inclui um cigano e as temáticas giram em torno da natureza, do misticismo, do cotidiano, da magia, do amor? São ou não são farinha do mesmo saco do passado e do futuro? ‘Moda’ é palavra indecifrável para a banda. ‘Atitude’ ainda é grito, emblema e ainda soa bem aos ouvidos da marginália.

    A banda ganhou status de lenda. E tem motivo: o mais longevo grupo de rock no Estado (mais antigo que a Orquestra Sinfônica do RN) nunca gravou um disco. Nas últimas décadas os shows são esporádicos e mais das vezes em pequenos palcos para uns poucos fãs “malditos”. A figura underground de Raul Andrade empresta ainda um conceito outsider à banda. As letras, a performance no palco, a história estritamente ligada também aos movimentos artísticos fazem da Alcateia Maldita uma lenda na história do rock potiguar.

    O cartaz da apresentação de hoje explica muito da filosofia de resistência da banda. O nome do show é “Não verás ESTRADO como este!”. E traz os integrantes trajados de diferentes tipos: um homem-bomba, um professor “esmole”, e a figura de um barco cuja vela é um tubarão. “Somos a resistência. Se você não bate o pé contra isso que está aí é carregado pela correnteza. Ou você escolhe existir ou vive feito zumbi”, proclama Raul Andrade, ainda cheio de rebeldia: um discurso atual, ante-revolucionário e lúcido. “Sempre nadaremos contra a onda”.

    A “caretice” do movimento revolucionário ficou pra trás. Rebeldia, anarquismo e uma porralouquice nata movem Raul e a banda. “Revolucionário é aquele cara que quando resolve a parada fica naquilo mesmo. Rebeldia é até morrer. Che Guevara era rebelde. Já o Fidel era um revolucionariozinho que conseguiu o que queria e não faz mais nada”. E ainda metaforiza um pouco da essência do Alcateia: “Se a força do mercado dita as normas, há também a bodega como opção. Tem o mercado, mas nós somos a bodega. E como dizia Chico Buarque: mais velho, mais raro e mais saboroso”.

    Bodega barata

    As aparições raras desta “bodega” não são propositais, apenas para fomentar o status de lenda. Faltam convites. “Não nos dobramos a exigências de quem quer que seja. Talvez isso assuste um pouco. Se ninguém interferir no nosso andamento, tocaríamos toda semana”, diz Raul. E se orgulha: “Uma vez fizemos um cartaz e pregamos pela cidade com o nome do show ‘Donotários das Capitanias Hereditárias’. Ora, eu quero lá saber desse povo! (da Capitania das Artes)”.

    O próprio show de hoje exemplifica a dificuldade relatada: “Consegui só R$ 200 pra tocar, com um cara que nem vou dizer o nome. Se a bilheteria não der, terei que pagar 100 reais pra cada um da banda do meu bolso. Mas estou nem aí. Prefiro assim do que depender dos outros”, diz Raul, que é professor do Estado e compõe hoje a banda com Júlio Lima (contrabaixo), maestro Franklin Nogvaes (teclados e arranjos), Fidja (bateria), Bethoven (sax) e a estreia de Rafael na guitarra.

    Pela banda já passaram inúmeros músicos. A formação original trazia Raul nos vocais, João de Deus no contrabaixo, Joca Costa e Edinho nas guitarras, Serrin na bateria, e Pererinha na percussão. “Tinha o tecladista Wicliff, que fez dois shows e saiu assustado com a imaginação da rapaziada”, brinca. Carlos Lima assumiria o contrabaixo e cederia lugar ao filho e atual contrabaixista Júlio Lima. Franklin Nogvaes substituiu o assustado Wicliff e passaram ainda Miltança, Jorge e uma penca de músicos.

    Tanta história e Raul não revela a idade. “Pra lá de Matusalém. Mas idade não mede nem experiência”. E sobre o repertório do show, a mostra da longeva vanguarda… “Sempre mostramos músicas novas nos shows. Isso é a resistência, cara!”.

    Texto de Santo Agostinho para justificar o surgimento do Estado, impresso no cartaz do show:

    “No princípio é um grupinho de malfeitores. Crime aqui, crime ali, perseguidos, fugindo sempre. Com o tempo o grupo aumenta, fica mais forte, apossa-se de um território, estabelece um governo, transforma-se num exército. Quando isso acontece, ele diz, o grupinho de malfeitores se transformou num estado, não porque tenha, repentinamente, ficado justo, mas porque a impunidade foi acrescentada aos seus crimes. Que é, precisamente, o nosso caso. Há um estado operando dentro e contra o Estado”.


    Show Alcateia Maldita
    Onde: IFRN Cidade Alta (subida da av. Rio Branco)
    Data e hora: hoje, às 20h
    Ingresso: R$ 10 (preço único, vendas no local)

    – Uma das canções ícones do grupo:

    FLORESTA MARROM

    Formigas transando
    O bordado do chão,
    Janelas abertas
    Se decompõem,
    A vida é deserta,
    Oásis de mel
    Nas sombras do céu.

    Branca de Neve
    Com medo se atreve
    Na contramão…

    Pepita de ouro
    No lápis creon,
    Verde besouro,
    Floresta marrom,
    O olho dos olhos
    Bebendo o amanhã,
    Formigas transando
    O bordado do chão.

    Autores: Graco Medeiros (Legião) e Fernando Lima (Kalum).

     
    Nota do SDV ( * ): ‘macumblueiro’ foi um termo criado pelo pessoal da Revista Maturi (acredito que é da lavra de Enoch Domingos), lá pelo início dos anos 70, apelidando o band leader  do Alcateia Maldita, Raul Andrade.


  • AGORA SIM, O ‘MARIDO’ É DIADORIM!

    Edmeire Celestino da Silva que no dia 11 de setembro tentou invadir o Palácio do Planalto (matéria publicada aqui no SDV), se dizendo apaixonado pela presidente Dilma Rousseff voltou à carga outra vez. Só que agora foi descoberta a sua verdadeira identidade ao ser ‘atendido’ no Hospital das Forças Armadas: Edmeire é do sexo feminino.

    Na verdade, Edmeire Celestino da Silva está muito mais pra Jânio Quadros do que pra Lula, considerando as histriônicas fotos aqui postadas. Investigado(a) pela segurança do Palácio do Planalto, Polícia Federal e demais serviços de inteligência das forças armadas sobre a motivação dos seus atos desesperados para ver ‘Dilminha’ (sic) terá como grande argumento, além do amor pela presidente, a frase lapidar e desaforada atribuida ao homem da ‘bassoura’: “fi-lo porque qui-lo!”

     

    “ELA NÃO VAI DESISTIR”, DIZ MÃE DE MULHER QUE TENTOU INVADIR PALÁCIO DO PLANALTO PARA FALAR COM DILMA

    UOL / Fabiana Marchezi (Campinas) – “Ela adora a Dilma e não é de hoje. Faz muito tempo. Eu a conheço, ela não vai desistir enquanto não encontrá-la”, disse nesta quinta-feira (20) Neusa Ferreira da Silva, de 58 anos, mãe da campineira Edmeire Celestino da Silva, de 29 anos, que se diz ‘marido’ da presidente.

    Edmeire saiu de sua casa, em Campinas (93 kmde São Paulo) há 12 dias para tentar se encontrar com Dilma. “Ela saiu dizendo que ia se encontrar com a presidente de qualquer jeito. Se a Dilma fizesse ao menos um ‘oi’ pra ela, talvez ela já ficasse feliz e voltasse pra casa”, disse a mãe.

    Neusa está preocupada com a situação da filha em Brasília. “Parece que ela tem dormido lá no Planalto, mesmo. Nem sei o que está acontecendo direito. Falei com ela ontem, mas não entramos nesses detalhes.”

    A mãe também disse que quando viu a notícia que ela havia tentado invadir o Palácio do Planalto ficou desesperada. “Até liguei no hospital de Brasília, mas não consegui contato naquele dia. Agora estou mais tranquila, falei com ela ontem, mas não vejo a hora que ela volte para casa. A assistente social lá de Brasília fez ela me ligar ontem. Ela está bem tratada e limpinha.”

    Segundo a mãe, além de ser vidrada em Dilma, Edmeire sofre de transtorno bipolar. “Cuido dela como se fosse uma criança. Por mim, ela nem sai sozinha, mas ela trabalhou uma semana para um candidato, guardou o dinheiro e disse que ia de qualquer jeito para Brasília, na quinta-feira antes do feriado de 7 de Setembro.”

    “Ela queria só gritar ‘eu te amo, minha Dilminha’ e chegar perto da presidente no desfile, mas como chegou à cidade depois do evento, ligou e avisou que ia ficar por lá até conseguir falar com a presidente”, relatou a mãe.

    Neusa também informou que esta não foi a primeira vez que a filha viajou para se encontrar com a presidente. “Ela tenta se aproximar de Dilma há anos. Já foi até para o Rio de moto, para tentar vê-la, mas não conseguiu.”

    Edmeire tem uma barraca de sucos no Jardim Nova Europa, em Campinas, mas quem cuida do local é Neusa, já que a doença faz com que a filha tenha oscilações de humor e comportamento.

    A tentativa

    O caso de Edmeire veio ao conhecimento no último dia 11 de setembro, quando ela chegou ao Palácio do Planalto, em Brasília, subiu a rampa e disse que queria falar com Dilma. Edmeire vestia roupas masculinas e se apresentava como “marido da presidente”.

    Os seguranças da Guarda Presidencial tentaram impedi-la de entrar, mas ela insistiu, e os seguranças foram obrigados a detê-la disparando dois tiros de festim e retirando-a de lá à força.  De acordo com a assessoria de imprensa da Superintendência Regional da Policia Federal, em Brasília, o pessoal da segurança achava que se tratava de um homem.

    O sexo de Edmeire só foi descoberto no Hospital das Forças Armadas, para onde foi encaminhada e medicada. Após a liberação, a moça foi encaminhada à PF, onde foi feito um Termo Circunstancial de Ocorrência (TCO) por perturbação de sossego.

    Edmeire deverá comparecer à Justiça e vai responderem liberdade. Secondenada, a pena para o crime poderá ser cesta básica ou prestação de trabalho voluntário. A Polícia Federal informou acreditar que a jovem não tenha problemas psiquiátricos, apenas uma admiração grande pela presidente.

    Na última terça-feira (18), Edmeire foi vista nas redondezas do Palácio novamente, mas não foi detida porque não adotou nenhuma conduta agressiva.

    Pombos

    Essa não foi a primeira vez que Edmeire tentou chamar a atenção de Dilma. Em novembro de 2010, ela ficou conhecida como o terror das pombas no Largo do Rosário, no centro de Campinas, depois de degolar três delas usando uma faca de cozinha presa a um cabo de vassoura.

    Na época, ela também estava vestida com roupas masculinas e afirmou à polícia que era o marido da presidente Dilma e que teria matado os animais para chamar a atenção dela.

    Edmeire estava transtornada no dia e só foi detida depois que o vice-presidente da Unidade de Proteção ao Animais (UPA), César Rocha, a perseguiu pela praça e chamou a polícia. Ela foi encaminhada para a Delegacia dos Animais da cidade, onde declarou seu amor à presidente.

    Edmeire foi liberada após a elaboração de um outro TCO por maus-tratos e porte de arma branca e foi levada pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) ao Hospital de Clínicas (HC) da Unicamp, onde ficou internada por três meses.

    De acordo com Neusa, desde essa época, a filha passou a fazer tratamento no setor psiquiátrico do HC.


  • PARA ZÉ DIDI ET CATERVA…

     

                             RELATOR DO MENSALÃO DEVE CONDENAR MAIS POLÍTICOS

    ESTADÃO / Ricardo Brito – O ministro Joaquim Barbosa, relator da ação do processo do mensalão no Supremo Tribunal Federal (STF), retomou na tarde de quarta-feira (19) a leitura de seu voto pela condenação de deputados e ex-parlamentares do PR, PTB e PMDB. Todos, além do PP, são acusados de receber recursos públicos via PT em troca de apoio a projetos de interesse do governo Lula.

    A expectativa é de que o relator use as sessões de quarta e quinta-feira para demonstrar que os parlamentares que receberam recursos do mensalão cometeram crime de corrupção passiva. O ex-presidente e ex-líder do PL (atual PR) na Câmara Valdemar Costa Neto (SP); o ex-vice-líder Bispo Rodrigues (RJ); o presidente do PTB, Roberto Jefferson (RJ); Romeu Queiroz (MG), então vice-líder do PTB na Câmara; e o ex-líder do PMDB José Borba (PR) devem ser condenados.

    O ministro, que usou boa parte da sessão da última segunda-feira (17) contando, segundo ele, como o esquema de compra de apoio político foi estruturado com a chegada do PT ao poder, deve apresentar nesta sessão votos mais curtos pela condenação dos demais políticos. Como antecipou o jornal O Estado de S. Paulo, Barbosa só deve revelar amanhã seu voto pela condenação do ex-ministro da Casa Civil José Dirceu como o responsável pelo esquema de cooptação de parlamentares para aderir à base aliada e aprovar matérias do então recém-empossado governo.

    Ministros do STF ouvidos pela Agência Estado devem concordar com o voto do relator pela condenação dos políticos. Contudo, há magistrados que vão discordar da fundamentação da posição de Barbosa. Um ministro disse que, em vez da compra de apoio para a aprovação das reformas previdenciária e tributária na Câmara dos Deputados, houve, com o pagamento de propina, a criação de um sistema de fidelização de partidos aos interesses do PT, legenda que chegara ao poder. Essa parte do julgamento deve levar até três semanas – mais tempo que os capítulos já apreciados pelo Supremo.


  • O FIASCO DA MASCOTE NO PAÍS DO TUTU-BOLA

     

    “Fui passear
    No país do tatu-bola
    Onde o bicho tem cachola
    E até sabe falar
    Eu vi um porco
    Passeando de cartola
    Um macaco na escola
    Ensinando o bê-a-bá.

    Numa oficina
    Vi um rato bater sola
    Repicando na viola
    Eu vi um tamanduá.
    Vi um veado
    Com ‘dois par’ de castanhola
    Vestidinho de espanhola
    Requebrando pra daná”( * ).


    O UOL Esporte foi às ruas de São Paulo para ouvir opiniões a respeito do tatu-bola escolhido pela Fifa como mascote oficial do Mundial de 2014 no país.

    Amijubi, Fuleco e Zuzeco são os três nomes pré-selecionados para batizar o animal, mas a eleição popular ainda não conseguiu conquistar o torcedor. Os fãs de futebol se espantam com a origem das denominações, em variações de tupi e inspiração ecológica (Clique aqui para votar: http://mascot.fifa.com/voting.php)

    O anúncio do nome do tatu acontecerá em 25 de novembro, durante o Fantástico, na TV Globo.

     
    Nota do SDV ( * ): estrofes de “Siri Jogando Bola”, autoria de Zé Dantas, na voz de Luiz Gonzaga.


  • PELAS BARBAS DO PROFETA!

     

    MULHER-BOMBA PROVOCA ATENTADO NO AFEGANISTÃO EM REAÇÃO AO FILME ANTI-ISLÃ E MATA 12 PESSOAS

    AGÊNCIA BRASIL / Renata Giraldi (Brasília) – Um atentado à bomba, em Cabul, capital do Afeganistão, matou 12 pessoas, entre elas oito trabalhadores sul-africanos. O atentado suicida foi assumido pelos grupos Hezb e Islami que dizem ter promovido a ação hoje (18) para ”vingar” a divulgação do filme, produzido nos Estados Unidos, que satiriza o profeta Maomé e o islamismo.

    O porta-voz do Hezb e Islami, Zubair Sidiqi, disse que o atentado foi provocado por Fátima, uma das integrantes do grupo. Os oito sul-africanos trabalhavam em uma companhia de aviação privada. O ataque ocorreu em uma avenida de Cabul que liga o centro da cidade ao aeroporto da capital. Em comunicado, a polícia afegã informou que o atentado ocorreu pela manhã, quando um carro explodiu. O grupo Hezb e Islami é considerado o segundo mais importante entre os radicais afegãos, depois dos talibãs. É liderado por Gulbuddin Hekmatyar, ex-chefe da resistência à invasão soviética (1979-1989) no país. O grupo se concentra no Leste do Afeganistão e nos arredores de Cabul.

    As manifestações contra o filme entram hoje no sétimo dia. Na Tailândia, cerca de 500 muçulmanos protestaram hoje em frente à Embaixada dos Estados Unidos em Bangcoc.

    Ontem (17) a representação diplomática dos Estados Unidos na Tailândia informou o encerramento das atividades devido às manifestações. Houve protestos ainda em mais 20 países, incluindo Afeganistão, Paquistão, Indonésia, Índia e Líbano. Na Índia, em Srinagar, a maior cidade da Caxemira, centenas de manifestantes muçulmanos entraram hoje em confronto com forças de segurança, queimando um veículo. Um protesto contra o filme obrigou os comerciantes e empresários a fecharem lojas e empresas, no centro de Srinagar. A Índia tem aproximadamente 150 milhões de muçulmanos. Durante o protesto em Srinagar os manifestantes atiraram pedras e queimaram um carro da polícia, enquanto as forças de segurança dispararam gás lacrimogêneo contra os manifestantes.

    Os manifestantes, a maioria jovens, gritavam palavras de ordem contra os Estados Unidos e queimaram bandeiras norte-americanas e israelenses.

    (Com informações da agência pública de notícias de Portugal, Lusa // Edição: Lílian Beraldo).