• MILICOS DE PIJAMAS

     

    MILITARES SALTAM DE PARAQUEDAS NO RIO EM COMEMORAÇÃO AO GOLPE DE 64

    FOLHA.com / Damaris Giuliana (Rio) – Cerca de 80 militares da reserva e familiares se reuniram neste sábado em um quiosque na praia da Barra da Tijuca (zona oeste do Rio) para assistir a um salto de paraquedas em comemoração aos 48 anos do golpe de 1964.

    Quatro coronéis pularam do avião carregando bandeiras do Brasil.

    Diferentemente dos atos que aconteceram durante a semana no Rio, não houve manifestações contrárias.

    Mais cedo, um avião sobrevoou toda a orla da zona sul carioca com uma faixa escrita “parabéns Brasil, 31 do 3 de 64”.

    “Sou macho, mas estou arrepiado”, disse o deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ).

    Foi ele quem pagou R$ 2.000 pela faixa e voo. Ele deve pagar mais R$ 1.500 para um segundo voo no domingo.

    Bolsonaro garante não ter usado a verba da Câmara dos Deputados.

    O deputado afirmou que irá apresentar na próxima semana um projeto para criar uma Comissão da Corrupção, em contraponto a Comissão da Verdade.

    A ideia dele é que seja investigado os escândalos dos governos petistas.

    TUMULTO

    Na quinta-feira, uma manifestação com cerca de 500 pessoas acabou em tumulto.

    Bombas de efeito moral, jatos de spray de pimenta e disparos de armas de choque foram usados para dispersar os manifestantes que se reuniram diante do Clube Militar para protestar contra evento em homenagem ao golpe de 64.

    Militares da reserva que chegavam para o encontro foram recebidos aos gritos de “assassino” e “torturador” pelos manifestantes, contidos por um cordão de isolamento formado por policiais.

    Ovos foram arremessados contra o portão do clube. Alguns militares revidaram fazendo gestos obscenos para os manifestantes. Um homem chegou a sair do clube e chutou alguns manifestantes.

    Dentro do clube, cerca de 300 pessoas participavam do painel “1964 – A Verdade”. Por duas horas elogiaram o golpe e não citaram o ato lá fora.


  • CANCELA, BLATTER!



    QUEREMOS ATOS E NÃO MAIS SÓ PALAVRAS, DIZ BLATTER SOBRE COPA-2014

    FOLHA.com / Rodrigo Mattos (Zurique) – O presidente da Fifa, Joseph Blatter, foi duro com o Brasil na manhã desta sexta-feira ao afirmar que é hora do Brasil agir para preparar-se para a Copa-2014. Sua fala está no contexto da irritação da entidade com os atrasos nas obras de estádios, aeroportos e infraestrutura no Mundial.

    “Convidamos o Brasil a continuar o desenvolvimento do que eles começaram (Copa). Pelo menos votaram a lei no Congresso. A bola está no campo deles agora para jogar. Queremos atos e não mais só palavras”, afirmou o dirigente.

    Sua resposta foi após uma pergunta ao secretário-geral Jérôme Valcke sobre suas declarações de que o país deveria levar “um chute no traseiro” para acelerar as obras. Blatter não permitiu que ele respondesse e falou sobre o assunto.

    Ele afirmou que Valcke já pediu desculpas pela declaração e entende que este caso está encerrado com as autoridades brasileiras. “Situação encerrada”, disse ele, que confirmou que Valcke continua a ser o encarregado da Fifa para o Mundial.


  • “HIROSHIMA MEU AMOR” (*)

     

        LULA COMPARA TRATAMENTO CONTRA CÂNCER COM “UMA BOMBA DE HIROSHIMA”

    EFE – O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva comparou o tratamento que recebeu contra o câncer de laringe com “uma bomba de Hiroshima”, em entrevista publicada nesta sexta-feira pelo jornal “Folha de S. Paulo”.

    “Acho que é a doença mais delicada. É avassaladora. Vim com um tumor de três centímetros e de repente recebi uma bomba de Hiroshima dentro de mim”, disse o ex-presidente em alusão às sessões de quimioterapia e radioterapia, que segundo os médicos, eliminaram o tumor.

    Após ser diagnosticado com câncer no dia 29 de outubro, Lula foi submetido a quimioterapia até dezembro e depois passou por 33 sessões de radioterapia, que foram concluídas no final de fevereiro.

    Os oncologistas que o atendem anunciaram nesta quarta-feira que constataram a ausência do tumor em uma ressonância magnética e uma laringoscopia.

    Na entrevista, Lula disse que ainda tem a garganta muito dolorida, o que o impede de comer com normalidade, principalmente alimentos duros.

    O ex-presidente disse que “se tivesse perdido a voz, estaria morto” e se definiu como “um medroso”, que tem muito medo da morte, apesar de ser religioso.

    Lula reiterou sua intenção de voltar à política para colaborar com alguns candidatos do PT nas eleições municipais de outubro e apoiar a presidente Dilma Rousseff em seu trabalho de Governo e em sua provável tentativa de reeleição em 2014.

    No entanto, Lula disse que já não tem vontade de cumprir uma agenda política “tão alucinante e louca” como a que seguiu em seus primeiros dez meses após deixar a Presidência, que lhe levou a realizar mais de 30 viagens internacionais para dar discursos e receber prêmios.

    “Vou fazer menos coisas, com mais qualidade, participar das eleições de forma mais seletiva, ajudar a minha companheira Dilma de forma mais seletiva, no que ela entender que posso ajudar. Vou voltar mais tranquilo. O mundo não acaba na semana que vem”, acrescentou.


    Nota do SDV ( * ): filme longa metragem de Alain Resnais (1959), com Emmanuelle Riva e Eiji Okada nos papeis principais.


  • “NO TEMPO EM QUE FESTEJAVAM O DIA DOS MEUS ANOS” (*)

     

    Parabéns
    tudo de bom
    de bobo e de bolo
    meu camaradinha.

    Vai apagando a velinha
    desfolhando a folhinha
    e comemorando idade nova.

    Vai fazendo trova
    reboliço na alcova
    até dares com o pé na cova.


    (GM)


    Nota do SDV ( * ): título de poema de Álvaro de Campos, um dos heterônimos de Fernando Pessoa ou uma das pessoas do Fernando.


  • “QUEM NÃO É O MELHOR TEM QUE SER O MILLÔR” (*)

     

    LA FONTAINE DE IPANEMA

    ESTADÃO / Ubiratan Brasil (trecho de entrevista realizada em 15 de setembro de 2007) – Millôr Fernandes iniciou sua carreira aos 14 anos, na revista O Cruzeiro. Criou publicações que se tornaram referência como Pif Paf e foi um dos fundadores do Pasquim. É autor de 24 peças, entre elas “Flávia, Cabeça, Tronco e Membros”, “É…” e Liberdade, Liberdade”.

    Deve-se a ele a tradução no Brasil de importantes clássicos do teatro, especialmente da obra de Shakespeare.

    Artista de tantas ferramentas e com um raciocínio tão rápido que, às vezes, atropela as próprias palavras, Millôr conversou sobre quase tudo, pontuando as falas com uma gargalhada marota, como se observa a seguir nos seguintes tópicos:

    REEDIÇÃO DO PASQUIM

    O Ziraldo, que é um maluco, não percebeu que o período histórico tinha acabado e tentou reeditar o Pasquim, o que só desmoralizou o jornal.

    IVAN LESSA

    Nós o cultivamos como escritor maldito e ele gosta disso.

    FÁBULAS E CONTOS

    Não participei da seleção, deixei tudo por conta da editora (Marta Batalha) que pesquisou em meus arquivos. Mas tenho impressão que deve ser um material de quinta ordem e, por isso mesmo, vai vender muito.

    PAULO COELHO

    Ele deve ter razão no que diz e escreve, pois vende 200 milhões de livros, viaja na Transiberiana. O mundo é feito assim. Mas continuo achando seus livros uma merda.

    SARNEY E FERNANDO HENRIQUE

    A obra do Fernando Henrique é uma porcaria, escrita por um Sarney barroco. Tenho uma amiga que estudou com ele e o achava admirável, mas logo se decepcionou. Para mim, a figura do scholar, do grande erudito, não existe no Brasil.

    MACHADO DE ASSIS

    Desde a escola, somos condicionados a acreditar que se trata de um grande escritor. Assim, todo mundo repete isso, mesmo sem ter lido uma linha. Eu nunca disse que não gostava de Machado de Assis, mas o considero um escritor de segunda – afinal, na época dele tínhamos o Proust. Machado era um burocrata. Não entendo, por exemplo, por que tanta discussão sobre a possível traição em Dom Casmurro – só faltam encomendar agora o teste de DNA da criança para tirar a dúvida. Afinal, a se julgar pelas cartas que escreveu para o Escobar, o Bentinho era uma bicha louca, que só não saiu do armário porque não era comum na época.

    RENAN CALHEIROS

    Sua absolvição não é um fato ocasional. Ele é um subletrado, dono de uma mentalidade que representa um tipo de político que ainda existe no Brasil. Aquele que não pode deixar o poder sem ter se beneficiado.

    MEMÓRIAS

    Não preciso escrever, pois basta juntar meu trabalho. Comecei na imprensa com 14 anos. Costumo dizer que nunca conheci ninguém famoso porque todos grandes nomes do jornalismo brasileiro já eram meus conhecidos antes da fama. Logo todos viraram vedetes. Inclusive eu. Mas de um assunto sobre o qual eu jamais vou falar é minha vida pessoal. Nunca tive nenhum problema (muito pelo contrário), mas não acho que interesse a alguém.

    ESCRITOR

    Não me considero um autor. Minha vocação sempre foi a de ser atleta. Era um grande nadador. Eu gostava de me meter em tudo, até boxe. Mas em tudo que me meti, fui um medíocre.

    TEATRO

    Uma das melhores peças que escrevi foi Flávia, Cabeça, Tronco e Membros, que tem 23 personagens. Nem sempre, porém, é compreendida pelos encenadores. Escrevi também algumas que não foram encenadas. É o caso, por exemplo, de Duas Tábuas e Um Caixão, que escrevi para a Fernanda Montenegro. Ela interpretaria uma mulher que vem da Inglaterra e que pretende trabalhar no teatro, ao lado de um jovem ator. Em um determinado momento, a mulher começa a falar sobre a espera da morte. Acho que, com Fernanda interpretando, seria arrepiante. Não sei por que minhas peças são encenadas e também por que não são encenadas. Lembro de um texto, Um Elefante no Caos, que ficou anos sem nenhum diretor se interessar até que um grande amigo, João Bethencourt, se interessou. Acho que a demora é explicada pelo absurdo da história sobre um incêndio que consome um imóvel durante seis meses, porque na hora em que os bombeiros quase conseguem apagá-lo falta água para terminar o trabalho. Eu sempre a achei divertida, especialmente cenas como a que aparece um bombeiro comendo bolinho de bacalhau, como se nada tivesse acontecendo. E tem também um bando de terroristas que, para despistar, começa a falar na língua do P. Eu ainda colocava, na porta do teatro, as piores críticas – lembro até que o Paulo Francis escreveu pomposo: “Millôr é pré-marxista, preso ao sistema ético familiar”.

    LIBERDADE

    Tudo o que eu gostaria de dizer está publicado no texto que escrevi para a edição do livro Areopagítica, clássico de John Milton. Ali eu prego pela liberdade de descrença em frases como “Só existe uma liberdade de ser livre: ser o opressor”, “A liberdade absoluta só existe em momentos limites, quando não se tem mais nada a perder”, “O carcereiro não pode vigiar o prisioneiro o tempo todo: o encarcerado pode fugir, donde o prisioneiro ser filosoficamente mais livre que o carcereiro”, “As prisões mais sujas, todos sabem, são as mais limpas”. Lembro ainda de uma conversa que tive com Odylo Costa, Filho, quando trabalhávamos no Cruzeiro. Ele me disse: “Millôr, eu conheço tua bandeira (eu nunca soube que tivesse uma!), mas pode ficar tranquilo que te dou toda liberdade.” Eu respondi: “Odylo, me perdoe, mas você não pode me dar toda liberdade – você apenas pode tirá-la”.

    HUMOR

    O tipo de humor que eu gosto está resumido na epígrafe que inventei para a edição completa dos meus pensamentos e frase. Diz o seguinte: “Tenho quase certeza que, no Méier, em certa noite de tempestade, fui barbaramente assassinado. Mas isso faz muito tempo.” Depois disso, quem disse que eu preciso de psicanalista?

    PSICANÁLISE

    Sou um ser humano autoanalisado, não preciso fazer análise. Inveja todo mundo tem, por que eu deveria acreditar ser um defeito? Somos fracos, vaidosos, mas podemos conter isso. Sempre gostei de notoriedade, mas popularidade, por outro lado, é vulgar.

    SHAKESPEARE

    Sou um dos maiores vendedores das peças de Shakespeare no Brasil. Sei, por exemplo, que Rei Lear vendeu mais de 70 mil exemplares. Hamlet, 50 mil. Já os meus livros não vendem tanto. O que gosto nesse trabalho é mostrar as brincadeiras linguísticas que Shakespeare fez no inglês. Como, por exemplo, os trocadilhos de Hamlet: em uma determinada fala, ele responde de forma genial à mãe, que o trata por “primo”: “Perfila-me como primo porque não primo como seu filho”.


    Nota do SDV ( * ): Frase do Pif Paf (coluna da revista ‘O Cruzeiro’), logo após abandonar o codinome de “Vão Gogo” e passar a assinar ‘Millôr’. Citação lembrada por este blogueiro. 


  • O SOM QUE O PEDREIRO AMASSOU

    Um pedreiro chinês conseguiu realizar a proeza de cair dentro de uma betoneira, o misturador de concreto utilizado na construção civil. Escapou ileso.

     

    A BETONEIRA

    É assim que faço o ensejo:
    Pesquiso a foto e a notícia
    Filtro o fato e afio a malícia
    E jogo tudo no Som do Vialejo.


    (GM)


  • OFUSCANDO O FUSCA

     

             BRASILEIRA ESTÁ NO BANCO DOS RÉUS POR CORRUPÇÃO NA VOLKSWAGEN

    EFE (Frankfurt) – Um novo processo judicial relacionado com o escândalo de corrupção da Volkswagen começou nesta terça-feira, sete anos depois da divulgação de denúncias sobre subornos, viagens de luxo e serviços de prostitutas pagos com fundos da empresa automobilística. Estará sentada no banco dos réus de Wolfsburg a brasileira Adriana Barros, então amante do antigo presidente do comitê da empresa, Klaus Volkert, acusada de cumplicidade em desfalque em 26 casos.

    Adriana, agora com 47 anos, supostamente cobrou 250 mil euros da Volks sem ter apresentado à companhia nenhuma prestação, segundo a acusação atual. Além disso, a brasileira passou a Volkswagen custos de voos, estadias em hoteis e cursos de idiomas no valor de 100 mil euros.

    A acusada apresentou um recurso à condenação a um ano de liberdade condicional vigiada, que recebeu em julho de 2008.

    O início do novo processo foi retardado pelos problemas na entrega da documentação necessária que estava no Brasil, segundo disse um porta-voz do juizado de Wolfsburg, cidade na qual se encontra a sede da Volkswagen.

    No final de fevereiro de2008, ajustiça alemã condenou Volkert à prisão e o antigo diretor de pessoal, Klaus-Joachim Gebauer, a um ano de liberdade condicional no terceiro processo por corrupção na companhia.

    Volkert cobrou bonificações extraordinárias de quase 2 milhões de euros do antigo diretor de pessoal, Peter Hartz, que foi condenado a dois anos de liberdade condicional e a pagar uma multa de 576 mil euros por 44 casos de desfalque.

    Hartz, acusado de favorecer membros do comitê de empresa no escândalo de corrupção, reconheceu ter pagado elevadas somas de dinheiro a Volkert e a Adriana entre 1994 e 2005 e considerou que “comprou” o sindicalista.

    Gebauer foi quem organizou as viagens de luxo, festas com prostitutas e presentes à custa da Volks, depois que Hartz lhe pediu que tratasse “generosamente” à cúpula do comitê da empresa.


  • NO ARRUDÃO: FUTEBOL, BEATLEMANIA E RELIGIÃO!

     

                RESTAM APENAS 15 MIL INGRESSOS PARA O SHOW DE PAUL McCARTNEY

    Diário de Pernambuco – Se você pretende ir ao show que o ex-Beatle Paul McCartney fará no Recife e ainda não comprou a entrada é melhor se apressar. Dos 60 mil ingressos colocados à venda restam apenas 15 mil.

    Os ingressos começaram a ser vendidos às 23h00 do sábado (24) pela internet. Já na bilheteria do Chevrolet Hall, as vendas, que só começariam neste domingo (25), às 9h00, foram antecipadas em consideração às dezenas de fãs que pernoitaram na fila.

    Antes do meio-dia, as entradas para o setor das cadeiras já haviam acabado. Os ingressos para a pista premium estão cada vez mais escassos. “Esperamos que os ingressos se esgotem amanhã mesmo”, comentou o coordenador da venda de ingressos do Zetks, José Guilherme Moreira.

    As amigas Eduarda Tolentino, 32, Daniele Benevides, 39, compraram ingressos para o setor premium. “Consegui comprar o meu pela internet, mas quando minhas amigas foram tentar, a conexão caiu e depois faltou energia. Por sorte, ainda conseguimos comprar os dois ingressos que faltavam aqui na bilheteria”, relatou Eduarda. “Esse show vai ser fantástico. Sou muito fã dos Beatles e não poderia deixar de ir”, apostou Daniele.

    O ex-Beatle vai se apresentar no estádio do Arruda no dia 21 de abril. Uma segunda apresentação, no dia 22, ainda não foi confirmada.


  • EU E CHICO ANYSIO NO TWITTER

    Seu Pantaleão, o contador de ‘causos’ inverossímeis, um dos vários personagens de Chico Anysio.

     

          A RESPOSTA DO GÊNIO DE MARANGUAPE PARA UM ADMIRADOR EMBASBACADO

    Durante a minha curtíssima estadia no twitter fui ‘seguidor’ do mestre de Maranguape.

    Seletivo, o genial humorista, ator, dublador, locutor de rádio, redator, comentarista de futebol, escritor, compositor, cantor e pintor cearense indagou à queima roupa:

    – “Quem é você?”

    Respondi sincero e pasmo pela abordagem direta dirigida a minha pessoa:

    – Apenas um admirador de um dos mais completos gênios artísticos da história da raça humana.

    O nosso Chaplin caboclo respondeu na bucha:

    – “Muito obrigado. Mas você está exagerando!”

    Contudo, como já dizia o velho Pantaleão, um dos inúmeros personagens de Chico:

    “É mentira, Terta?”

     

    (GM)


  • PEDALANDO (*)

     

               THOR ENCONTRA FAMÍLIA DE CICLISTA PARA ‘SUPERAR TRAUMA JUNTOS’

    FOLHA.com / Diana Britto (Rio) – A esposa e a mãe de criação do ciclista Wanderson Pereira dos Santos, 30, morto após ser atropelado por Thor Batista no último sábado (17), encontraram-se no final da tarde de quinta-feira (22) com Thor, filho do empresário Eike Batista, para conhecer o rapaz e tentar “superar o trauma juntos”.

    De acordo o advogado do ciclista, Cleber Carvalho, o encontro com a mulher de Santos, Cristina dos Santos Gonçalves, e com sua tia e mãe de criação, Maria Vicentina Pereira, ocorreu no escritório do advogado de Thor, Luís Lessa, no centro do Rio.

    Thor e as duas mulheres conversaram a sós em uma sala reservada durante cerca de 30 minutos. Eles trocaram telefones e ficaram de se encontrar nos próximos dias.

    “Elas querem conhecer Thor e reconhecer humanidade nele para poder perdoá-lo”, afirmou o advogado. Segundo ele, o encontro não foi para tratar sobre uma possível indenização aos parentes do ciclista.

    Ainda segundo o advogado, a intenção deles “era conversar para tentar superar o trauma juntos”.

    PROCESSO

    O acidente que matou o ciclista ocorreu por volta das 19h de sábado (17), na pista sentido Rio da rodovia Washington Luís, altura do bairro de Xerém, na Baixada Fluminense.

    A vítima, o ajudante de caminhoneiro Wanderson Pereira dos Santos, 30, morreu na hora.

    Segundo a polícia, Thor estava ao volante de um superesportivo Mercedes SLR McLaren prata acompanhado de um amigo. O caso foi registrado como homicídio culposo (sem intenção de matar).

    No dia do atropelamento, o advogado do ciclista afirmou que iria pedir na Justiça indenizações por danos materiais e morais pela morte do cliente.

    Agora o advogado afirma que vai aguardar a conclusão do inquérito contra Thor, contra a concessionário da rodovia e contra o governo estadual para saber se pede ou não indenizações relativas ao ocorrido.

    Thor prestou depoimento na quarta-feira (21) e voltou a afirmar, quando saía da delegacia, que é inocente e que vai prestar apoio à família da vítima.

     

    Nota do SDV ( * ): música de Anselmo Duarte e Bené Nunes, sucesso com Adelaide Chiozzo em 1950.