• DE VAMPIROS BRASILEIROS…

    serra-vampiro-presidente#ForçaLula!

    bento-carneiroChico Anysio e seu personagem ‘Bento Carneiro, Vampiro Brasileiro’ (chamado de José Serra pela militância petista nas últimas eleições), cujo bordão é “Minha Vingança Sará Maligrina”

     

                                           O CÂNCER DE LULA ME ENVERGONHOU

    FOLHA.com / Coluna de Gilberto Dimenstein (São Paulo) – Senti um misto de vergonha e enjoo ao receber centenas de comentários de leitores para a minha coluna sobre o câncer de Lula. Fossem apenas algumas dezenas, não me daria o trabalho de comentar. O fato é que foi uma enxurrada de ataques desrespeitosos, desumanos, raivosos, mostrando prazer com a tragédia de um ser humano. Pode sinalizar algo mais profundo.

    Centenas de e-mails pediam que Lula não se tratasse num hospital de elite, mas no SUS para supostamente mostrar solidariedade com os mais pobres. É de uma tolice sem tamanho. O que provoca tanto ódio de uma minoria?

    Lula teve muitos problemas – e merece ser criticado por muitas coisas, a começar por uma conivência com a corrupção. Mas não foi um ditador, manteve as regras democráticas e a economia crescendo, investiu como nunca no social.

    No caso de seu câncer, tratou a doença com extrema transparência e altivez. É um caso, portanto, em que todos deveriam se sentir incomodados com a tragédia alheia.

    Minha suspeita é que a interatividade democrática da internet é, de um lado, um avanço do jornalismo e, de outro, uma porta direta com o esgoto de ressentimento e da ignorância.

    Isso significa quem um dos nossos papéis como jornalistas é educar os e-leitores a se comportar com um mínimo de decência.


  • “O DIVINO DELINQUENTE”

    Almir-Pernambuquinho2            Almir Pernambuquinho, apelidado por Nelson Rodrigues de ‘O Divino Delinquente’



    Com a devida licença de Mané Garrincha e Nelson Cavaquinho, também aniversariantes nesta data:
            ALMIR PERNAMBUQUINHO – O PRIMEIRO ‘BAD BOY’ DO FUTEBOL BRASILEIRO

    Tente lembrar o nome de um bom jogador de futebol marcado pela indisciplina e pelo forte temperamento. Edmundo? Ledo engano! A geração de hoje certamente não vai se lembrar de Almir Pernambuquinho, astro no Vasco, Corinthians, Santos, Flamengo e Seleção Brasileira. O atacante é considerado o jogador mais brigão da história do nosso futebol e sua personalidade forte e coragem lhe custaram a vida durante uma briga num bar de Copacabana, em 6 de fevereiro de 1973.

    Almir Morais Albuquerque nasceu no Recife, em 28 de outubro de 1937. Passou pelo time juvenil do Sport antes de chegar ao Vasco da Gama, aos 19 anos, quando recebeu o apelido “Pernambuquinho” e conheceu ídolos como Vavá e Bellini, que logo se tornaria seu padrinho de batismo. Não demorou muito para que a sua valentia diante dos adversários e seu estilo marcante – a busca da vitória a qualquer preço – o transformasse em ídolo da torcida.

    Apesar do pavio curto, a qualidade do futebol de Almir era indiscutível. Chegou a ser pré-convocado para o time que disputaria a Copa da Suécia, em 1958, mas optou por ficar concentrado com o Vasco. Sua estréia na Seleção aconteceu em 1959, no Campeonato Sul-Americano, meses depois de ter quebrado a perna do Lateral esquerdo Hélio, que jogava no América do Rio.

    Brasil e Uruguai empatavam sem gols em Montevidéu quando, ainda no primeiro tempo, Almir iniciou uma briga onde participaram praticamente todos os jogadores e até membros das comissões técnicas. A imagem de Didi aplicando uma tesoura voadora neste jogo ficou famosa. A Seleção derrotou os uruguaios por 3 X 1, quebrando o estigma de que a Celeste vencia qualquer time no grito.

    O “Divino Delinquente”, como era chamado por Nelson Rodrigues, conquistou a cidade de Santos e o resto do mundo anos mais tarde, nas finais do Mundial Interclubes de 1963 contra o Milan. As duas equipes vinham de duas partidas emocionantes, cada uma havia vencido por 4 a 2. No terceiro e decisivo jogo, em 16 de novembro, Almir, substituindo Pelé, machucado desde o primeiro jogo na Itália, fez a diferença: sofreu o pênalti que resultou no gol do título para o Santos, fazendo jus ao apelido de “Pelé Branco”, dado por Vicente Matheus, na passagem do craque pelo Corinthians.

    Em 1966, já vestindo a camisa do Flamengo, protagonizou uma das suas últimas encrencas em campo, um dos maiores “cu de burro” já registrado numa partida de futebol em campos brasileiros e, com certeza, a maior briga da história do Maracanã.

    Na final do Campeonato Carioca, o Bangu já estava com a mão na taça, vencendo o Flamengo por 3 a 0. Aos 25 do segundo tempo, longe do árbitro, o atacante Ladeira, do Bangu, deu um soco em Paulo Henrique, que não fazia mal nem a uma mosca, “uma dama dentro de campo”, nas palavras do próprio Almir. Revoltado pela covardia do jogador do Bangu, o “Pernambuquinho” partiu pra cima de Ladeira que logo correu, com Almir em seu encalço. No meio do caminho, o zagueiro flamenguista Itamar, 1,90 de altura, saltou e acertou um chute no peito de Ladeira. Almir, que vinha na corrida, chegou chutando também. Estava armada a confusão. Ari Clemente entrou na briga e Almir pensou consigo: “Tudo o que estiver de camisa de listras vermelhas e brancas é inimigo”. E tome soco e pontapé em todo o time do Bangu.

    Perdendo por três a zero, Almir não queria que a torcida rubro-negra fosse humilhada com a comemoração do Bangu. De fato, o Bangu foi campeão, mas como o jogo foi interrompido, não houve a famosa volta olímpica… era o que Almir queria! Ele saiu do estádio ovacionado pela torcida do Flamengo e ameaçado pela do Bangu, protegido por uma escolta de 10 soldados.

    O incidente quase culminou com uma expulsão definitiva do jogador dos gramados. Almir encerrou sua carreira no América (RJ), em 1968.

    Antes de ser assassinado, os jornalistas Fausto Neto e Maurício Azedo registraram, durante três meses, depoimentos do craque sobre sua vida e o futebol. Almir não mediu palavras ao contar crimes cometidos contra jogadores, denúncias de corrupção e outras falcatruas. Entre as revelações, duas estavam relacionadas ao duelo do Santos contra o Milan, em 1963, pelo título mundial de clubes. O atacante disse que entrou em campo dopado, nos jogos de volta realizados no Brasil (substituindo Pelé) e sabendo que o árbitro estava “comprado”, poderia bater a vontade sem ser expulso. Almir foi o autor de um dos gols no segundo jogo, devolvendo o placar para o Milan da primeira partida realizada na Itália: 4 X 2. O jogo decisivo também foi no Brasil (Maracanã), com a vitória do Santos por um a zero. O juiz dos jogos de volta, ambos no Rio de Janeiro, foi o argentino Juan Regis Brozzi, o “vendido”, segundo Almir.

    A biografia do jogador, publicada pela revista Placar naquele ano de 1973, foi relançada após a sua morte, com o título “Eu e o Futebol”.

    Independente das reações provocadas por suas palavras, Almir não tinha medo. Nem de falar e nem de agir. Tanto que, dias depois, no bar Rio-Jerez, em Copacabana, se envolveu em um bate-boca que logo se transformou em briga com o português Artur Garcia Soares, ao tentar defender um amigo. Almir levou um tiro na cabeça, falecendo no mesmo local.

    “Meu Deus, para quê tanta glória? Preferia meu filho desconhecido, mas vivo”, perguntava chorando sua mãe, dona Dedé, no enterro do intrépido jogador.


    Obs – A fonte original deste texto é o Blog ‘Flamengo Eternamente’, contudo, reescrito por este SDV por constatar algumas ‘violências’ cometidas contra a “Última Flor do Lácio, Inculta e Bela”.

    Nota do SDV: Almir Pernambuquinho jogou nos seguintes clubes: Sport do Recife (1956); Vasco da Gama (1957 a 1960); Corinthians (1960); Fiorentina (1961), Boca Juniors (1961); Genova (1962); Santos (1962 a 1964); Flamengo (1964 a 1967) e América / RJ (1967 a 1968). Também atuou em sete jogos pela Seleção Brasileira.


  • DE VIÚVAS E MÚMIAS

    lenin                  Cadáver mumificado de Lenin no mausoleu da Praça Vermelha em Moscou

     


    HOMEM AVISA QUE VOLTARIA À VIDA E MULHER ESCONDE SEU CADÁVER EM CASA POR UM MÊS

    UOL (São Paulo) – A colombiana Alba Yacue manteve o corpo do seu marido Lucio Chacue, de 61 anos, escondido em casa por um mês com a esperança de que ele ressuscitaria. Segundo ela, o marido teria avisado antes de falecer que iria voltar à vida.

    O problema é que ele não revelou quando. Mesmo assim, Alba resolveu esperar e só desistiu de sua missão quando os vizinhos identificaram o sumiço de Chacue e comunicaram a polícia.  Os investigadores encontraram o corpo do colombiano no final do quarto principal da casa.

    O que restou de seu corpo um mês depois de sua morte – cuja causa é desconhecida – foi envolto em um lençol, segundo o jornal “La Nación”. O cadáver já estava em estado de decomposição e exalava um odor nauseante. As más línguas do bairro passaram a dizer que o amor de Alba por Chacue era, além de cego, anósmico (sem olfato).

    Alba pediu para a empresa funerária que arrumasse o corpo do marido e o enterrasse no seu quintal na aldeia de La Umbria, uma área rural de Huila, no sudoeste da Colômbia.


  • DO FREVO POTIGUAR

    dosinho          Boneco de Dosinho – Foto Tribuna do Norte

    expedito

     

    Por Graco Medeiros / Publicado no www.diariodotempo.com.br – Natal, a capital do Big River of North, o plácido Potengi, bem que faz jus às sextilhas trocadas por Louro do Pajeú e Rogaciano Leite, ambos, mestres cantadores pernambucanos.

    Rogaciano, já domiciliado no Rio de Janeiro, formado em direito e letras, passeava de férias em Itapetim, quando topou com o velho amigo Lourival Batista (Louro do Pajeú), o “Rei do Trocadilho” no difícil e ardiloso ofício do jogo de improvisar.

    Bebericando no mercado, Louro provocou o colega repentista para uma cantoria, a princípio rejeitada por Rogaciano, dizendo que já tinha ‘emborcado a viola’.

    Mas depois de alguns goles, Rogaciano, de posse de uma viola de outro cantador, topou o convite e, de cara, versejou algumas considerações sobre a cidade natal de ambos os contendores, desagradando a Lourival, que achou os versos do colega um tanto quanto carregados de ressentimentos passados. E sapecou pra cima do amigo:

    Não maltrates tua terra
    Rogaciano sossega
    Ela é mãe e tu és filho
    Paciência meu colega
    Filho que fala da mãe
    Morrendo o diabo carrega.

    Rogaciano, sentindo a incondicional e habilidosa defesa da terra feita pelo conterrâneo, saiu do ‘aperto’ de forma, a princípio, conciliadora, mas inserindo um remate magistral, motivo pelo qual relacionei essa peleja às agruras e desatenções do RN impostas aos seus filhos legítimos. Eis a genial resposta de Rogaciano:

    De fato caro colega
    Sua razão não se some
    O diabo carrega o filho
    Que da mãe manchar o nome
    Mas também carrega a mãe
    Que mata o filho de fome.

    A justa, porém, demorada homenagem ao grande potiguar Dosinho, o maior compositor de frevos não nascido em Pernambuco, deveria fazer “pareia” com o também potiguar Expedito Baracho, natural de Jucurutu, o maior intérprete de frevos nascido fora do rincão pernambucano.

    Assim sendo, vale dizer, com o perdão dos baianos (que também têm lá os seus frevos), que o RN, noves fora Pernambuco, possui o maior compositor e cantor de frevos do mundo. Pelo menos, se não temos o notável sentimento nativista dos pernambucanos, ostentamos laivos da megalomania do Leão do Norte, haja vista o epíteto de “Maior Cajueiro do Mundo” lá das bandas de Pirangi. 

    Aliás, por falar em nativismo, Dosinho e Expedito Baracho, numa raríssima ocasião em que não gravaram frevo, emplacaram, em 1956, o samba-canção “Beco da Maldição”.

    E se do famigerado ‘Beco da Quarentena’, só resta mesmo o antigo logradouro, atenção adjacências!


  • COMUNISTA CAGÃO

    a-pede pra cagar e sai

     

                        ‘VOU FAZER O QUE DILMA MANDAR’, DIZ MINISTRO DO ESPORTE

    FOLHA.com / Mônica Bergamo – O ministro Orlando Silva desmentiu agora à Folha que vá entregar sua carta de demissão logo mais a Dilma Rousseff. Ele falou que ainda não tomou essa decisão e que tudo vai depender de uma conversa agendada com a presidente.

    “Eu vou me encontrar logo mais com a presidenta. Não vou dar um passo antes de falar com ela. Não vou dar um passo que não seja orientado por ela. Vou fazer o que a Dilma mandar.”

    Orlando afirmou que tudo o que fez nos últimos dias teve como inspiração orientações da presidente.

    “Vou seguir o script dela, exatamente como estou fazendo até agora.”

    O ministro afirmou também que continua tendo “total e absoluto apoio” de seu partido, o PC do B.

    Mais cedo, a direção do PC do B afirmou que Orlando vai entregar o cargo hoje.

    O governo já está buscando nomes para substituí-lo na pasta. Os cotados para a vaga são os deputados Aldo Rebelo (PC do B-SP) e Luciana Santos (PC do B-PE) e Flávio Dino (PC do B-MA).

    A situação de Orlando se agravou ontem (25), data em que o STF (Supremo Tribunal Federal) iniciou, de fato, as investigações de um suposto envolvimento do ministro em fraudes na pasta. E após a Folha revelar que em julho de 2006 Orlando assinou um despacho que reduziu o valor que a ONG do policial militar João Dias Ferreira precisava gastar como contrapartida para receber verbas do governo, permitindo que o policial continuasse participando de um programa social do ministério.

    O documento, revelado ontem pela reportagem, foi o primeiro a estabelecer uma ligação direta entre Orlando e o policial, que hoje acusa o ministro de comandar um esquema de desvio de dinheiro público para alimentar o caixa do PC do B.


  • PAULISTANOS ESTÃO NEM AÍ PRO HÓ-BÁ-LÁ-LÁ-LÁ DO BIM BOM…

    joaogilberto                    João Gilberto

     

                INGRESSOS PARA SHOW DE JOÃO GILBERTO ESTÃO ENCALHADOS EM SP

    FOLHA.com (São Paulo) – João Gilberto encalhado: a apenas 11 dias de seu show em SP, 1.144 ingressos, ou mais de um terço do Via Funchal, onde ele se apresentará, ainda estão disponíveis. O eventual fracasso já causa estresse na equipe que organiza a apresentação do pai da bossa nova. As vendas foram anunciadas há mais de um mês.

    Os ingressos para ver João Gilberto em SP custam de R$ 500 a R$ 1.000. Os lugares colados ao palco estão esgotados. Mas logo atrás, na plateia 2, mais de 300 cadeiras ainda estavam vazias até a tarde de ontem. Nos mezaninos centrais ainda existiam 189 lugares, por R$ 700.

    Já no Rio, onde João Gilberto toca no dia 15/11, os ingressos estão esgotados.

    A informação está na coluna de Mônica Bergamo, publicada na edição desta terça-feira da Folha. A íntegra do texto está disponível para assinantes do jornal e do UOL, empresa controlada pelo Grupo Folha, que edita a Folha.

     
    Nota do SDV: “Hó-bá-lá-lá-lá” e “Bim Bom” são músicas de João Gilberto lançadas logo no início da Bossa Nova (1958/1959).


  • O NOME DELE É CHANA

    chana4Um indiano chamado ‘Chana’

    chana                        e suas 39 Chaninhas!

     

              UM INDIANO COM 39 ESPOSAS E 94 FILHOS QUER CONTINUAR SE CASANDO

    EFE (Nova Délhi) – Com suas 39 esposas, 94 filhos e 33 netos, o sexagenário indiano Zionnghaka Chana afirma que isso não é o bastante e quer “aumentar a prole”, que vive em um grande prédio do nordeste da Índia, informou nesta segunda-feira a agência indiana “Ians”.

    “Eu gostaria de viajar além das fronteiras de Mizoram (sua região, no nordeste) e da Índia para continuar aumentando minha família”, declarou Chana, de 67 anos, em seu povoado, Baktawng.

    A família de Chana é formada pelo patriarca, suas 39 esposas, 94 filhos, 33 netos e 14 noras (na Índia, as noras passam a fazer parte da família do marido): no total, 181 pessoas.

    “Como em qualquer outra igreja, acreditamos na existência de Deus, a única diferença é que nosso credo nos permite casar com mais de uma esposa”, contou Nunparliana, um de seus filhos.

    A família segue as diretrizes de um culto que chamam de “Channa”, que começou com o pai de Zionnghaka, Challianchana (morto em 1997): foi criado no início da década de 1930 e, quatro gerações depois, conta com 1.700 membros.

    Embora não se saiba com toda certeza quantos filhos teve o fundador Challianchana – que se casou com 50 mulheres -, é certo que Zionnghaka é seu primogênito.

    A família vive em um imóvel de quatro andares e cem quartos construído em uma colina, e as mulheres praticam um sistema de rotação para dormir com o chefe da família. Porém, a esposa mais jovem é a que ocupa a cama mais próxima.

    Mizoram é uma pequena e remota região do nordeste da Índia, na fronteira com Mianmar (antiga Birmânia) e Bangladesh e onde, ao contrário do hinduísmo predominante no subcontinente, o culto majoritário é o cristianismo, em suas vertentes protestantes.

    Os habitantes foram animistas até a chegada de dois missionários batistas galeses, William Savidge e J.H. Lorrain, que iniciaram seu trabalho pastoral e acabaram proibindo os cultos anteriores.

    Na região há um total de 95 seitas cristãs; alguns de seus líderes reivindicam um status de divindade, e em outros casos, como o dos “channa”, a poligamia é permitida.


  • VOZES D’ÁFRICA (*)

    dilma_rousseffTribo africana pressiona Dilma para manter o companheiro afrodescendente do PC do B no Ministério dos Esportes!
     


                            MINISTRO TENTA REAGIR À CRISE COM AGENDA POSITIVA

    FOLHA.com / Por Natuza Nery, Filipe Coutinho e Breno Costa (Brasília) – Enquanto a oposição promete manter em alta a temperatura política em torno do ministro Orlando Silva (Esporte), ele tentará desmontar o “gabinete de crise” e dar início a uma agenda positiva.

    O primeiro passo nesse sentido será dado amanhã, quando ele pretende ir à Câmara para tratar da Lei Geral da Copa, proposta que tramita em comissão especial.

    As últimas duas vezes em que esteve no Congresso foi para dar explicações aos deputados e senadores sobre suspeitas de irregularidades em sua pasta.

    O ministro ganhou fôlego na última sexta quando, depois de uma conversa com a presidente Dilma Rousseff, permaneceu no cargo.

    Mas sua sobrevida dependerá do arrefecimento da temperatura política, que pode aumentar com o surgimento de novas acusações, e das investigações em órgãos de fiscalização e controle.

    O Planalto pediu à Controladoria-Geral da União que verifique todos os contratos e convênios do Esporte para avaliar a versão dada pelo ministro de que teria tomado providências contra irregularidades na pasta.

    Na oposição, a expectativa é em torno do comparecimento à Câmara do soldado João Dias Ferreira, delator do suposto esquema de corrupção na pasta, e de Célio Pereira, funcionário de Ferreira.

    A Comissão de Fiscalização e Controle aprovou convite para que os dois sejam ouvidos na quarta-feira.

    Em outra frente, o PPS vai apresentar requerimento para ouvir o pastor David Castro, que apontou, em entrevista à Folha, a cobrança de 10% de propina sobre o valor do convênio com sua ONG.

    O governo vai observar como Orlando conduz sua agenda e espera que ele consiga reconstruir uma imagem que demonstre autoridade para tocar as ações do ministério.

    A relação do ministro com a Fifa e a CBF é considerada complicada, o que não necessariamente é visto com maus olhos por Dilma.

    Ela tem se irritado com a tentativa das duas entidades de interferir em questões do país e orientou sua equipe a jogar duro. Na semana passada, o secretário-geral da Fifa, Jerôme Valcke, chegou a “demitir” Orlando ao dizer que iria tratar de Copa do Mundo com outra pessoa.

     
    Nota do SDV ( * ): título de um dos poemas abolicionistas de Castro Alves.


  • EPITÁFIO PARA UM TIRANO

    kadafi-morto

     

    AVE KADAFI

    E assim termina minha história
    Da empáfia do poder à vida de rato
    Famélico e desesperado num buraco
    Odiado, sozinho e sem glória.


    (GM)


  • OS BURACOS DE KADAFI ERAM MAIS EMBAIXO…

    Guardas-gatinhas de KadafiO ‘corpo’ de segurança do falecido ditador líbio Muammar Kadafi

     

    As boyzinhas de Kadafi
    Tão tudo triste seu Draco
    Pruquê incontraro ele
    Atolado num buraco.

    Feito o colega Sadã
    Qui tomém se encafifou
    Esse povo de satã
    Termina borocochô.

    Pois se a vida é um buraco
    (dele saímos neném)
    Todos vão vortá pra ele
    Mas tem ‘buraco’ bom tomém!


    Rocas Quintas ( * )

     

    Nota do SDV ( * ): Rocas Quintas é cotista de grupo escolar e correspondente do Som do Vialejo junto às refugiadas da Líbia, ex-integrantes do ‘corpo de segurança feminino’ que sempre acompanhava o ditador líbio. As beldades eram uma espécie de Guarda Pretoriana de Kadafi com direito a casa, cozinha e calcinha lavada.