• DAS BORBOLETAS

    cobradô          “Nóis sofre mas nóis goza” – foto de Sony / fotoblog de Renatinha Nóbrega

     

                          EM SP, ACORDO DE SINDICATOS PREVÊ FIM DE COBRADORES

    AGÊNCIA ESTADO (São Paulo) – Com o argumento de que hoje só 8% dos usuários de ônibus de São Paulo pagam as passagens com dinheiro, o Sindicato de Motoristas e Cobradores (Sidmotoristas) fechou acordo com as viações para acabar com a função de cobrador. Pela proposta, sem data para começar, o motorista terá a incumbência de eventualmente cobrar a passagem. A Secretaria de Transportes informou que não tem nenhum estudo sobre o assunto.


    JERERÊ NEWS / Rocas Quintas (direto para a redação do SDV) – Pia só… grande nutiça essa lá das bandas de Sumpa!
    Os Borbagatos parece inté qui andam de óio nos Pelé do sindicato patroná de Natal, qui ‘inventaro’ o assentamento de barbuleta na dianteira dos õimbus, pros passagero otáro andarem disafiando as leis de Nilto, qui é muntcho mais cunhecido nas aula do Grupo Escolá Isabé Gondim das Rocas do qui o ôto qui dá nome à “Ponte Nova” e qui tem um vedáblio no meio…

    E tudo isso em nome da “sigurança”, mas meu patrão jura qui assina o PDV no selviço público se a intenção foi essa mermo!

    Arguém já dixe ao poeta do baobá de Lagoa Seca, acho qui foi um sabidão danado lá das bandas da Paraíba, qui tudo de bom e tudo de safadeza começa em Natal… já basta a grande cagada da Intentona Comunista, quando sargento Quintino, cabo Giocondo e o civí Zé Macedo, com mais ôtra reca de comunistas, butaro o bloco na rua antes do combinado, queimando o filme, principamente, dos cariocas e dos pernambucanos.

    Nas beiradas do Potengi, na terra dos biatos qui nunca me ajudaro, siqué, a tirá no ‘grupo’ (apois se sêsse da cabeça ao quinto, eu já tinha pegado a bufunfa do bicho e largado mão de rodá catraca na bunda do povo), tudo é fuleragem, malhação, ingrizia, invejança e bundamolice. Por isso qui quano é pra tirá patente de safardanage e trairage, aí tão pronto pra arrebentá na Copa do Mundo!

    Apois, fiquem sabeno os branquelos da garoa, qui na terra de Dom Filipe Camarão (um ‘potibucano’ feito meu patrão), motorista já tá, ao mermo tempo, guiano e passano troco em muntchos ôimbus das linhas e ninguém falô em leis e nem acordo no sindicato dos corno, lá na beira do riacho do Baldo. Aí, nesse causo, num se fala em sigurança e nem na saúde dos trabaiadô porra ninhuma. Tomém, essa coisa arruinô quano um pião inganadô, acidentado do trabáio, desmantelô de vez o seguro e a atenção à saúde e sigurança no trabaio. Agora, pense em curimatã, adispois de prová traíra!

    Aqui, na terra de Luís Cocorote, adonde forasteiro faz festa e fortuna (e uns ainda recramam da cidade, chamano de “escrota”), os dono de lotação comem Dalila e Sansão!

    Em Natal, adispois das dez, se o cristão num tivé de artomóve, ou disprivinido pro dinhêro do táquice, vai se reiá todim de andá a pés ou, entonces, ficá de cochilo nas paradas dos õimbus inté o amarelão do dia arrebentá a barra. E se dê pro sastifeito, apois lá se foi o tempo em qui os marginá de Potiguarina eram Baracho, Pé Seco, Ruela, Penera o Pé e Brinquedo do Cão.  

    Mas eu mermo já tô com meus dias contado e pronto pra aliviá as emorróias, só de vivê sentado passano troco na barbuleta das lotação. Quero vê se arrumo mermo é uma boquinha com uns ex-campãeros petistas pra mode insiná aos meninos e meninas das escolas púbricas toda essa minha prosopopeia e latomia. Quem sabe num me dô bem fazeno livro pro MEC?

    E por falá em barbuleta, abra o ôio, seu Migué!
     

  • AS FEIAS RECLAMAM…

    Tenis-sharapova                A tenista russa Maria Sharapova

     

    REPROVADA POR JOGADORAS, OBRIGATORIEDADE DO USO DE SAIAS NO BADMINTON É VETADA 

    UOL Esporte – A ideia de aplicar uma nova regra para tornar o uso de saias pelas jogadoras de badminton visando atrair público acabou negada pela Federação Mundial de Badminton (BWF, sigla em inglês) após as reclamações das jogadoras asiáticas com acusações de machismo.

    A entidade optou em assembleia anual realizada há uma semana em estudar a questão do uniforme das jogadoras para buscar um crescimento no público. Mas proposta por tornar obrigatório o uso de saias não agradou as jogadoras, principalmente as de países que são potências como China, Índia, Indonésia e Malásia.

    O novo uniforme que era previsto para o dia 1º de maio acabou adiado em um mês e depois acabou sendo adiado sem nova data. Enquanto isso, a federação pretende buscar outras formas de atrair público.

    “De qualquer forma queremos nos centrar em uma melhor apresentação do jogo e também consultaremos a outros interessados, como as empresas de uniformes esportivos”, anunciou em comunicado a entidade.


  • ‘FUMAR E NÃO TRAGAR’ OU ‘FUMAR E NÃO GOSTAR?’

    fhc-thc                       THC numa baganinha de nada…

    bill-hillary-clinton hippies                        Bill Clinton e Hillary, nos tempos de Woodstock…

    Jimmy-Carter--8090                                            O ‘velho’ Jimmy Carter, por um teco à toa…

    Obama-in-1980-001               Barack Obama dando uns tapas num careta (1980)…

    LULA-BEBUM                          Lula ‘matando um goró’: “Tão por fora, meu negócio é birinaites…

     

    FERNANDO HENRIQUE DEFENDE REGULAMENTAÇÃO DA MACONHA E CAUSA POLÊMICA
    Ex-presidente conduz o documentário “Quebrando o Tabu’. No filme, ex-presidentes reconhecem que falharam em suas políticas de combate às drogas.


    Globo.com – Um ex-presidente da república roda o mundo, grava um documentário e levanta uma bandeira bem polêmica. Segundo ele, o consumo de maconha deveria ser regulamentado.

    Sábado, 21 de maio, Centro de São Paulo. A Marcha da Maconha, proibida pela Justiça, vai às ruas e é reprimida pela polícia.

    “Não adianta querer tratar um debate de ideias com porrada. A gente não vai aceitar, a gente vai continuar”, argumenta o jornalista Júlio Delmanto.

    As vozes pela descriminalização, ou até pela liberação da maconha, estão ganhando apoio de peso. O líder do PT na Câmara dos Deputados, Paulo Teixeira, já defendeu publicamente até a formação de cooperativas para o plantio de maconha.

    E agora o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, prestes a completar 80 anos, conduz um documentário que defende a descriminalização do uso de drogas e a regulação do uso da maconha.

    Por que o presidente resolveu meter a mão nesse vespeiro? “Porque é um vespeiro. As pessoas não têm coragem de quebrar o tabu e dizer: vamos discutir a questão”, diz Fernando Henrique Cardoso.

    No filme “Quebrando o tabu”, que estreia nesta semana, Fernando Henrique Cardoso e ex-presidentes do México, Ernesto Zedillo; da Colômbia, César Gaviria; e dos Estados Unidos, Jimmy Carter e Bill Clinton reconhecem: falharam em suas políticas de combate às drogas.

    Perguntado sobre o motivo pelo qual não foi implementado em seu governo, Fernando Henrique Cardoso responde: “Primeiro porque eu não tinha a consciência que tenho hoje. Segundo que eu também achava que a repressão era o caminho”.

    Todos concluem que a guerra mundial contra as drogas, iniciada há 40 anos, é uma guerra fracassada. Bilhões de dólares são gastos no mundo inteiro, mas o consumo cresce, e cresce o poder do tráfico, espalhando a violência. As armas constantemente recolhidas dos traficantes no Rio de Janeiro são a prova de que a polícia trabalha enxugando gelo. É preciso ir além das apreensões de drogas e do combate aos traficantes.

    “Um ponto central é questionar a lógica de guerra, não é defender o uso da droga. É apenas dizer: ‘vamos ver, vamos pensar se não existem jeitos mais inteligentes e mais eficientes de lidar com esse assunto’”, diz o diretor do filme Fernando Gronstein Andrade.

    No Brasil, a maconha é a droga mais difundida. Consumida por 80% dos usuários de drogas; 5% da população adulta. Mas é inofensiva a ponto de ser legalizada?

    “Não há droga inofensiva. Qualquer coisa depende da dose, da sensibilidade do indivíduo. Agora, entre as drogas usadas sem finalidade médica para fins de divertimento, para fins de recreação, a maconha é bastante segura”, afirma Elisaldo Carlini, médico da Unifesp especializado em drogas.

    Palavra de quem há mais de 40 anos estuda a questão e trata dependentes. O professor Elisaldo Carlini representa o Brasil nas comissões de drogas da Organização Mundial da Saúde (OMS) e das Nações Unidas.

    “Defendo totalmente a descriminalização”, diz Carlini.

    “Eu sou contra porque quanto mais fácil você tornar a droga disponível na sociedade, maior será o consumo”, defende o psiquiatra da Unifesp Ronaldo Laranjeira.

    O professor Ronaldo Laranjeira trata de dependentes químicos há 35 anos. “Ela é uma droga perigosa. Um dos principais exemplos é que 10% de todos os adolescentes menores de 15 anos que experimentam com a maconha vão ter um quadro psicótico”, afirma.

    Na lista das drogas mais perigosas publicada na revista médica “Lancet”, respeitada no mundo inteiro, a maconha aparece em 11º lugar, bem atrás do álcool e até mesmo do cigarro, que são vendidos legalmente.

    “Álcool é mais letal do que maconha. Não se diz isso, mas é. Pelo menos os dados mostram isso. Então, temos que discutir e diferenciar, regular o que pode e o que não pode”, defende o ex-presidente Fernando Henrique.

    Regular não é o mesmo que legalizar. E foi isso que Fernando Henrique Cardoso descobriu indo para a Holanda. Lá a maconha é vendida em cafés. Mas o governo não legalizou o uso indiscriminado. Funciona assim: a regulamentação determina que você não pode consumir nas ruas, nem vender fora dos cafés; nos locais determinados, fuma-se maconha sem repressão policial.

    “Na Holanda é muito interessante. Os meninos de colégio – eu conversei com eles – não têm curiosidade pela maconha, porque é livre”, garante Fernando Henrique Cardoso.

    O consumo de maconha é tolerado e, mesmo assim, vem caindo. Desde 2006, a lei brasileira já trocou a prisão por penas alternativas para quem é pego com drogas e considerado usuário, não traficante. Mas que quantidade de drogas, que situação caracteriza o tráfico? Isso a lei deixa a critério do juiz.

    É uma linha difícil de estabelecer. Como o doutor Drauzio Varella explica no documentário: “Como a droga é criminalizada, é um crime você possuir a droga, não vão dez pessoas comprar se uma pode comprar e dividir entre as dez. E o menino que usa droga percebe que, dessa maneira, também se ele vender um pouquinho mais caro, a dele sai de graça”, argumenta o médico no filme.

    Nesse caso, o usuário vira traficante e acaba na prisão, onde, como se sabe, a droga circula facilmente.

    Em Portugal, o consumo de entorpecentes não dá mais cadeia desde 2001. Mas há uma penalidade: o usuário tem que fazer tratamento médico e prestar serviço social.

    “A maior parte dos que usam drogas quer sair dessa situação. E a existência de um caminho que não os leve à cadeia, mas que leve ao tratamento, é positiva”, ressalta Fernando Henrique.

    O ministro da Saúde de Portugal explica que dez anos depois o tratamento é gratuito para dependência em todo tipo de droga – da maconha ao crack.

    “Dez anos depois, o que nós vemos? Os nossos jovens consomem menos drogas ilícitas”, revela o ministro.

    “Eu não vejo nenhum sentido em criminalizar o uso e a posse dessas drogas todas. É um caso de saúde, não é um caso de polícia”, avalia Elisaldo Carlini.

    Mas qual é a estrutura que o Brasil tem hoje para tratar seus dependentes?

    “Essas pessoas ficam perambulando pelo sistema de saúde ou perambulando, literalmente, pelas ruas, no caso dos usuários de crack. E você fica desassistindo ativamente essa população”, comenta Ronaldo Laranjeira.

    O Ministério da Saúde já fez as contas do que falta para tratar dependentes químicos: 3,5 mil leitos hospitalares, 900 casas de acolhimento e 150 consultórios de rua, para chegar às cracolândias, por exemplo. Mas a previsão é atingir essa meta só em 2014.

    “Como ministro da Saúde, tenho opinião como ministro. Exatamente isso: nós do Sistema Único de Saúde (SUS) precisamos reorganizar essa rede e ampliá-la para acolher usuários de drogas, sejam lícitas ou ilícitas”, afirma Alexandre Padilha.

    Na Suíça e na Holanda, existem os projetos chamados de redução de danos: dependentes de drogas pesadas, como heroína, recebem do governo a droga e agulhas limpas.
    “É terrível ver isso. Mas você vê também que ali está um doente, não um criminoso”, constata Fernando Henrique Cardoso.

    Triste, mas é essa redução de danos que evita a transmissão de doenças infecciosas, mortes por overdose e a ligação dos usuários com o crime.

    “Eu não estou pregando isso para o Brasil, porque a situação é diferente, o nível de cultura, riqueza e violência é diferente. Cada país tem que buscar seu caminho. É isso que eu acho fundamental. Quebrar o tabu, começar a discutir e ver o que nos fazemos com a droga”, diz Fernando Henrique Cardoso.

    Ouvindo um ex-usuário famoso, o documentário dá uma pista: campanhas de prevenção abertas e honestas podem funcionar.

    “O grande perigo da droga é que ela mata a coisa mais importante que você vai precisar na vida: o seu poder de decidir. A única coisa que você tem na sua vida é o seu poder de decisão. Você quer isso ou quer aquilo? Seja aberto, seja honesto. Realmente, a droga é fantástica, você vai gostar. Mas cuidado, porque você não vai poder decidir mais nada. Basta isso”, alerta o escritor Paulo Coelho.

    Painel do Fantástico
    O Fantástico abriu uma votação para saber a votação do público sobre a regulamentação do uso da maconha no Brasil. O resultado da pesquisa instantânea do nosso painel foi: 57% dos telespectadores que votaram defenderam que o consumo deve ser permitido e regulamentado.
     

  • PELÉ E MESSI SERIAM “POLITICAMENTE INCORRETOS?”

    messi - Argentina                                   O craque argentino do Barça, Lionel Messi

    xuxa e pelé                                Pelé e Xuxa 
     
     

                                                       A RESPOSTA DE MESSI

    UOL – Em janeiro de 2011, Messi teve que lidar com perguntas sobre a sua vida pessoal. O craque foi questionado sobre o fim do seu namoro de longa data com Antonella Roccuzzo, que conheceu ainda na infância, em Rosário. A notícia da suposta separação foi dada pelo seu avô, mas negada pelo jogador. Sobre o tipo de mulher que gostava, Messi respondeu: “Boa pergunta, loiras, é claro”.

     


  • “O NOME DA ROSA”

    frades e freiras                                 Na balada do mosteiro…

     

         PAPA BENTO 16 FECHA CONVENTO EM QUE FREIRAS DANÇAVAM EM CERIMÔNIAS

    BBC BRASIL – O papa Bento 16 mandou fechar um famoso convento em Roma, de acordo com informações de jornais italianos.

    O jornal “La Stampa” informou que o monastério da Basílica di Santa Croce in Gerusalemme (Basílica da Santa Cruz de Jerusalém) estaria sendo fechada devido a “irregularidades” litúrgicas, financeiras e morais.

    Segundo os jornais, alguns monges cistercianos da igreja foram transferidos para outras congregações na Itália. O abade Simone Fioraso, um extravagante ex-estilista de Milão, já tinha sido transferido do mosteiro há dois anos.

    O jornal “Il Messaggero” informou que Fioraso tinha restaurado o convento, que estava muito danificada, e aberto um hotel no local, em que realizava concertos. Ele também realizou uma maratona de leitura da Bíblia que foi transmitida pela televisão e constantemente atraía celebridades para visitar o mosteiro, em que promovia uma abordagem menos convencional da religião.

    Uma das freiras do mosteiro, Anna Nobili, ex-dançarina erótica, fez várias apresentações de dança com outras freiras durante cerimônias religiosas.

    Investigação

    O Vaticano teria expressado sua insatisfação com os boatos a respeito do mosteiro.

    “Uma investigação descobriu provas de irregularidades litúrgicas e financeiras, além de (irregularidades de) estilo de vida, que provavelmente não estavam de acordo com o de um monge”, teria dito ao jornal britânico “Guardian” o padre Ciro Benedettini, um porta-voz do Vaticano.

    O inquérito foi feito pela Congregação dos Institutos de Vida Consagrada do Vaticano e seus resultados ainda não foram publicados, segundo o “La Stampa”.

    A Basílica de Santa Croce é uma das mais antigas e famosas de Roma, foi construída em volta de uma capela do século 4.

    A igreja é um dos locais mais importantes de peregrinação na capital italiana e acredita-se que ela guarda relíquias sagradas.
     

  • O GINGADO DO VELHO POETA…

    BERIMBAU

     

          
        
    BERIMBAU
    (Manuel Bandeira)

    Os aguapés dos aguaçais
    Nos igapós dos Japurás
    Bolem, bolem, bolem.
    Chama o saci: – Si si si si!
    – Ui ui ui ui ui! Uiva a iara
    Nos aguaçais dos igapós
    Dos Japurás e dos Purus.

    A mameluca é uma maluca.
    Saiu sozinha da maloca –
    O boto bate – bite bite…
    Quem ofendeu a mameluca?
    Foi o boto!
    O Cussaruim bota quebrantos.
    Nos aguaçais os aguapés
    – Cruz, canhoto! –
    Bolem… Peraus dos Japurás
    De assombramentos e de espantos!…


  • DILMA ‘AMARELOU’, APESAR DAS OUTRAS CORES DO ARCO-ÍRIS!

    dilma deu pra trásA presidente Dilma Rousseff e a senadora Martha Suplicy com lideranças do movimento social GLBT

     

    “NÃO ACEITO PROPAGANDA DE OPÇÕES SEXUAIS”, AFIRMA DILMA SOBRE KIT ANTI-HOMOFOBIA

    UOL (São Paulo) – A presidente Dilma Rousseff criticou o kit Escola sem Homofobia, também chamado de kit anti-homofobia e kit gay, na manhã desta quinta-feira (26). Ela disse que assistiu a um dos vídeos e não gostou do seu conteúdo.

    “Não aceito propaganda de opções sexuais. Não podemos intervir na vida privada das pessoas”, afirmou em cerimônia no Palácio do Planalto. A presidente disse, ainda, que o governo defende a luta contra práticas homofóbicas. “O governo pode, sim, ensinar que é necessário respeitar a diferença e que você não pode exercer práticas violentas contra os diferentes.”

    Segundo a presidente, a situação está em estudo: “É uma questão que o governo vai revisar, não haverá autorização para esse tipo de política de defesa A, B ou C. Agora, lutamos contra a homofobia”.


  • O DONO DA BOLA

    dilma-marionete



     “Moi je construís des marionettes
    avec de La ficelle et du papier
    elles sont jolies les mignonnettes
    je vais, je vais vous les présenter” ( *
    )

     

    NA PRIMEIRA CRISE DO GOVERNO DILMA, LULA TOMA RÉDEAS, COMANDA LÍDERES E DÁ PITO EM MINISTROS

    O Globo – Menos de seis meses após deixar o Palácio do Planalto, o ex-presidente Lula atua em Brasília, há dois dias, como se ainda ocupasse o cargo. Ontem, comandou reunião com líderes e presidentes dos partidos aliados, na casa do presidente do Senado, José Sarney, numa espécie de intervenção branca no governo Dilma. Na presença do vice-presidente, Michel Temer, Lula pediu que todos apresentassem as queixas contra o governo, prometendo encaminhá-las e convencer planalto e ministros a receberem parlamentares. Até já repreendeu o chefe da Casa Civil, Antonio Palocci, de quem cobrou mais atenção à base, justamente num momento em que o governo Dilma enfrenta sua pior crise, com as suspeitas que pesam sobre o aumento do patrimônio do ministro. Lula exigiu dos aliados ajuda a Palocci, mas ouviu muitas reclamações contra o governo. A intervenção de Lula surtiu efeito imediato: hoje, Dilma almoça com a bancada do PT no Senado e, semana que vem, com líderes dos demais partidos aliados. Palocci também procurou parlamentares para marcar jantares.(…)

    Sua próxima missão é se reunir com ministros para cobrar deles mais atenção aos aliados. O que já fez com Palocci, no jantar de anteontem com Dilma no Palácio da Alvorada.


    Segundo relatos dos participantes do café da manhã na casa de Sarney, ao pedir solidariedade e apoio para segurar o chefe da Casa Civil, Lula disse que Palocci estava “muito estressado”, mas não podia ser desamparado porque dá uma contribuição enorme ao governo Dilma e ao Brasil. E contou, segundo um líder presente, como foi o puxão de orelhas no ministro:

    – No jantar com o Palocci ontem à noite eu disse a ele: tome cuidado, porque sua situação no Congresso é péssima. Há uma imensa insatisfação com sua conduta. Você tem que se aproximar mais, atender as bancadas, marcar jantares políticos.
    Na véspera, Lula se reuniu com senadores do PT, que desfiaram um rosário de queixas contra a falta de interlocução com o Planalto, inclusive com Palocci, que nunca atende ninguém. Nem nos momentos de crise.

     
    Nota do SDV ( * ): estrofe da música “Les Marionettes”, sucesso nos anos sessenta com o cantor e compositor francês Christophe, cujo nome de batismo é Daniel Bevilacqua.

  • FOCANDO FOUCAULT

    foucault-reading

     

    Este blog está com seus dias contados, coitado.
    Tudo por causa de um cadeirante filho de um socialista,
    aquele boy que pulou de ponta cabeça numa lagoa paulista.

    E não mencionem mais o apelido do mestre
    escultor mineiro de ‘mão cheia’ no corte da pedra sabão.

    Aliás, o termo ‘sabão’ não cai muito bem
    para as companheiras combativas
    neodenominadas homoafetivas.

    Do alferes Joaquim José da Silva Xavier
    Esqueçam o vulgo dos dentistas.

    Piadas? Agora só as de português otário,
    alemão manteiga, loura burra e imperialista americano.

    O termo ‘reaça’ está de novo na praça…
    Aplica-se aos demais, menos a Ariano.

    Falou mal do PT? Tirou onda sacana
    com afrodescendente? Só se for contra Obama.

    Ai, ai, ai… ui, ui, ui… Jeep Willis e demais pick-ups, à luta
    contra o capitão Bolsonaro, milico escroto, gorila filho da puta!

    E por falar em ‘gorila’… já pensaram nos militares
    de outra matiz, de outra tonalidade, de outra cor?

    Olhe a bronca, olhe o rebucetê na casa do tetê-rê-tê!

    Au au au… eu agora sou do bem contra o mal
    e quero que todo singular um dia vire rock progressivo
    ou um folk bobidiliano do tipo bem subversivo e rural.

     
    (GM)

     

  • O BRUXO DA GAITA

    sonny boy williamson_esta                 O fenomenal Sonny Boy Williamson II, falecido em 25 de maio de 1965

     


                                   UM CERTO SONNY BOY WILLIAMSON, O SEGUNDO…

    Site whiplash.net – Aleck Ford, filho de Mille Ford e pai desconhecido, nasceu na área de Tallahatche perto de Glendora no Mississippi em dezembro de 1899. Como podem logo perceber, este Sonny Boy Williamson é quatorze anos mais velho que seu antecessor, o que é uma situação bastante peculiar. Sua mãe depois se juntaria com James Miller que torna-se o padrasto do infante Aleck a quem adotaria e corrigiria o nome, passando de Aleck para Alex Miller. Ainda bem criança, por ter um corpo extremamente fino, passam a apelidá-lo de Rice (Arroz). Esta é a razão pela qual podem encontrar tanto os nomes Alex Miller como Rice Miller relacionados a ele. Rice aprendeu a tocar a gaita sozinho aos cinco anos de idade e comumente tocava em festas em troca de gorjetas, usando o nome de Little Boy Blue. Na década de vinte, saiu de carona pelo mundo, tocando basicamente entre as fronteiras dos estados de Mississippi e Arkansas. Gradualmente seguiu para Louisiana, Missouri e Tennessee. Usou vários nomes artísticos, desde os óbvios Alex e Rice Miller como os menos conhecidos Willie Williamson, Willie Williams e Willie Miller entre outros. Na década de trinta tocou com Sunnyland Slim, Elmore James, Big Boy Cradup, Robert Johnson, Howlin’ Wolf, e Robert Jr. Lockwood.

    Seria trabalhando novamente com Lockwood em 1941 que ele passaria a usar o nome Sonny Boy Williamson, usurpando a fama de ás da gaita contido no nome. A dupla trabalhava em um programa de rádio na cidade de Helena, fato que contribuiu para tornar este Sonny Boy Williamson em uma celebridade entre as regiões do leste de Arkansas, oeste de Tennessee e o delta do Mississippi. Rice Miller também pegou “emprestado” muito da técnica que John Lee Williamson (o outro Sonny Boy Williamson) utilizava, acabando por desenvolvê-la ainda mais. Miller fazia de sua gaita o centro das atenções, não importando quem estivesse tocando com ele. Sem duvida, Rice Miller (agora Sonny Boy Williamson – o segundo) é o mais conhecido e quem tocou com mais gente de renome dentro do meio blues das décadas de trinta e quarenta. Voltaria a tocar novamente com Howlin’ Wolf, Elmore James, e um grande número de outros bluesmen. Começou a gravar na década de cinqüenta ao lado de Josh White, Otis Spann, e Memphis Slim, entre outros.

    Na década de sessenta foi à Inglaterra a convite de Chris Barber, se tornando junto com Muddy Waters, o bluesman que mais atraiu os ingleses a deixarem o jazz de lado para abraçar o blues. Dizem que além de sua habilidade com o instrumento, Miller era também um típico contador de caso, exagerando fatos e aumentando proezas para o humor dos ouvintes. Seu caráter imprevisível colorem sua personalidade artistica aos olhos de muitos. Conta-se que era capaz de colocar sua gaita inteira na boca e ainda tirar notas precisas. Voltou à Inglaterra outras três vezes, a última em 1964. Nestas viagens tocou com bandas como the Chris Barber Band (com Alexis Korner e Cyril Davies), Cyril Davies & the All Stars, the Animals, the Yardbirds, e Brian Auger & the Trinity. Antes de sua última viagem para a Inglaterra, ensaiou com The Hawks, mais tarde conhecidos como The Band, com planos de excursionarem juntos o sul americano. Alex Miller faleceu antes destes planos poderem se concretizar, no dia 25 de  maio de 1965 em Helena, Arkansas, aos 65 anos de idade, de causas naturais. Se John Lee Williamson (Sonny Boy Williamson – o primeiro) foi quem elevou o status da gaita em uma banda, tamanha a técnica que possuía, foi Rice Miller (Sonny Boy Williamson – o segundo) quem desenvolveu esta técnica ainda mais e quem a levou para os cantos mais distantes do planeta, onde o blues jamais havia chegado antes. Rice Miller levou o seu blues não só para a Inglaterra, mas também para a França, Alemanha, Dinamarca, e até a Polônia (ao lado de Memphis Slim) enquanto aquele país ainda pertencia à chamada cortina de ferro. Rice Miller, o segundo Sonny Boy Williamson é certamente o mais famoso entre os dois. Foi o que mais gravou discos, mais viajou, mais viveu. Jamais colocaria duas notas onde uma ou nenhuma dava o recado. Por estas e outras, na tradição do nome Sonny Boy Williamson, Rice Miller é chamado de o Rei da Gaita.

    Entre suas composições mais conhecidas estão “Eyesight to the Blind,” “One Way Out,” “Don’t Start Me Talking,” “Cross My Heart,” “Mighty Long Time,” “Help Me,” e “Nine Below Zero”. Entre músicos que abertamente o tem indicado como grande influência estão Clarence Anderson (também conhecido como Sonny Boy Williamson Jr.), Howlin’ Wolf, Lightin’ Slim, Little Walter, Little Milton, Little Sonny Willis, Snooky Pryor, Hound Dog Taylor, Jimmy Reed, Junior Wells, James Cotton, Brian Jones, Mick Jagger, Paul Butterfield, Eric Clapton e Keith Relf, gaitista do Yardbirds, entre vários outros.

     
    Nota do SDV: vide a técnica de sopro do “monstro”, numa época de parcos recursos tecnológicos não comparaveis aos de hoje, com seus microfones ‘capsulados’ e efeitos ‘drivers’ que dão à gaita de boca (diatônica) a sonoridade de uma guitarra distorcida, com todas as pedaleiras (“latinhas”) disponíveis nas boas lojas especializadas. No link abaixo, ‘a levada’, a sonoridade, ‘o astral’, a voz e a pinta desse bruxo do ‘vialejo de flandre’, segundo a denominação popular da ‘harp blues’ no tempo da minha infância em Natal/RN. Taí a prova do que digo em “Keep it to Yourself”:  http://www.youtube.com/watch?v=Q0rRvfwrrGc