• AS METRALHADORAS DE ADRIANO

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    JORNAL RETRATA ADRIANO COM METRALHADORA; AGENTE DEFENDE JOGADOR, QUE IRÁ DEPOR
     

    UOL Esporte / Rio de Janeiro – O contrato de Adriano com o Flamengo terminou neste último domingo e o atacante irá nos próximos dias para a Itália, assinar contrato com a Roma-ITA. No entanto, enquanto não dá adeus ao Brasil, o centroavante vai colecionando polêmicas. Nesta segunda-feira, o jornal O Dia, do Rio de Janeiro, publicou fotos comprometedores do atleta, que foi defendido por seu empresário, Gilmar Rinaldi.

    Na matéria, o Imperador aparece em uma foto, ao lado de um amigo, com cada um segurando o que seria uma metralhadora. Já em outra, o centroavante faz, com as mãos, a sigla de uma facção criminosa do Rio de Janeiro.

    Por conta disso e também pelo fato de estar sendo investigado por supostas transações financeiras com membros de uma quadrilha de traficantes da Vila Cruzeiro, no Complexo da Penha, Adriano terá de dar satisfação na 38ª DP, em Brás de Pina, às 14h.

    “No dia 6 de junho de 2007, sofremos tentativas de extorsão por causa destas fotos, que foram tiradas na casa do Adriano, na Itália, e fui na Polícia Federal, onde até hoje corre o processo no Rio de Janeiro. A arma que o Adriano segura é de paintball, não é de verdade. E a outra, dourada, que está com um amigo dele, é um abajur quebrado que ele tinha na Itália”, defendeu Gilmar Rinaldi, agente do jogador, em entrevista ao SporTV.

    “Mais de uma vez foram feitas tentativas de extorsão. Há alguns meses as fotos iriam ao ar no Fantástico, mas a TV Globo confirmou que as armas não eram de verdade. Depois tentaram vender as fotos para a Record. São pessoas que querem dinheiro e prejudicar o Adriano”, prosseguiu Gilmar Rinaldi.

    De qualquer forma, essa será a segunda vez no ano que o ex-jogador do Flamengo terá de ir à uma delegacia se explicar. Em abril, o atacante já teve de prestar depoimento por ter comprado uma moto e ela ter sido registrada no nome da mãe de um traficante. Na ocasião, Adriano negou o fato.

     


  • EM BUSCA DA MULHER SELVAGEM

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       “MULHER SELVAGEM” ABANDONA FAMÍLIA E RETORNA À FLORESTA NO CAMBOJA

     
    BBC / BRASIL – Uma mulher que tinha sido levada para morar com sua família no Camboja depois de passar 18 anos vivendo em uma floresta fugiu de casa e retornou à selva, em um caso que causou grande comoção no país.

    Rochom P’ngieng, de 29 anos, desapareceu em 1989, aos oito anos, quando tocava uma manada de búfalos perto de uma floresta virgem na província de Rattanakiri, na fronteira norte do Camboja. Ela foi descoberta na floresta em 2007 e levada de volta à família, depois de ser identificada através de uma cicatriz.

    No entanto, segundo informações do jornal cambojano The Phnom Penh Post, Rochom fugiu na semana passada.

    “Ela tirou toda a roupa e fugiu de casa sem dizer nenhuma palavra a nenhum membro da família”, disse seu pai, Sal Lou, ao jornal.

    EM CASA

    Desde que voltou para casa em 2007, Rochom aprendeu algumas palavras nos idiomas khmer e phnang, passou a se vestir normalmente e a ajudar em tarefas domésticas, segundo seu pai.

    “Mesmo no dia antes de fugir de casa, ela ajudou a família a colher vegetais para cozinhar”, disse Lou ao jornal. “Ela deve ter voltado à floresta, porque desde que saiu de casa nós a procuramos por toda parte (…) e não conseguimos encontrá-la.” O pai pediu ajuda para o governo e de organizações não-governamentais na busca por sua filha.

    A polícia disse estar à procura de Rochom.

    Quando foi descoberta, em 2007, Rochom estava nua e “andava curvada para a frente como um macaco”, segundo um policial. “Ela era pele e osso.” Ele afirmou ainda que a moça tremia e catava grãos de arroz do chão para se alimentar.

     


  • PELAS BARBAS DO PROFETA

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                     PRIMEIRA REVISTA GAY EM ÁRABE É LANÇADA CLANDESTINAMENTE

     
    FOLHA.COM / Izabela Moi  –  “Mithly” não é uma revista como as outras, mas não porque deve ser lida da direita para a esquerda. Lançada em abril, é a primeira revista gay a circular em árabe num país de maioria muçulmana, o Marrocos. O pioneirismo conseguiu uma divulgação inédita para a causa, mas vem causando polêmica nos jornais locais e o silêncio do governo do rei Mohammed 6º. No país, “atos licenciosos ou contra a natureza cometidos com indivíduos do mesmo sexo” podem ser punidos com prisão de seis meses a três anos, além de eventuais multas.

    Livros para entender melhor “a jihad do arco-íris”

    O site da revista ( mithly.net ), em árabe, já atingiu, desde sua criação, mais de 1 milhão de visitantes únicos, segundo Samir Bergachi, redator-chefe da “Mithly”. Mas o fenômeno mesmo é que os 200 exemplares impressos em Madri e distribuídos em Rabat, a capital marroquina, de mão em mão, gratuitamente, na mais rigorosa clandestinidade, viraram notícia na Europa e nos EUA. O impacto do papel e de ser escrito em árabe clássico deu destaque internacional à revista, que deixou de ser uma rede de militância na internet para se tornar um instrumento de ação política inédito no mundo islâmico.

    IGUAL A MIM

    Para batizar a revista, foi necessário também sustentar o uso de um termo novo. “Homossexual” não tem equivalente em árabe, a não ser os pejorativos “zamel” (efeminado) ou “chaddh” (perverso). “Mithly” — em tradução literal, “igual a mim” — ganhou o que os especialistas chamam de “nova carga semântica”, quando um sufixo (“y”) amplia o significado de uma palavra já existente (“mithl”, igual).

    A publicação é iniciativa da associação Kif Kif, legalizada em 2005 na Espanha. Mais do que uma rede de contatos entre compatriotas gays de Madri, Paris, Roma e Montréal, os fundadores, todos marroquinos expatriados, pretendiam interferir na vida do país que deixaram para trás. A sede da organização em Rabat tem três mil inscritos, segundo seus líderes. A identidade dos associados permanece escondida; a Kif Kif nem sequer é legalizada no país. “O governo não responde nossas cartas”, diz Bergachi, estudante de jornalismo da Universidade Complutense de Madri. “O que temos é o silêncio.”

    Escritórios fora do Marrocos, com 50 a 60 militantes em média, captam pequenas doações que, sozinhas, mantêm o site, a consultoria legal e, mais recentemente, a revista “Mithly”.

    ELTON JOHN

    Num projeto gráfico simples e com apenas 20 páginas, a revista não faz provocações nem procura atrair leitores com consumismo, pornografia ou “nus artísticos”. Engajado, o primeiro número traz um artigo sobre o Dia Internacioial da Mulher, testemunhos de homossexuais que “saíram do armário”, repercute as manifestações públicas contra o show do cantor britânico Elton John no festival Mawazine, em Rabat, e traz um conto do escritor Abdellah Taïa.

    O marroquino Taïa, 36, vive autoexilado em Paris há dez anos. Por escrever em francês, alcançou boa projeção no circuito literário internacional: publicou três romances por uma das grifes do livro francês, a editora Seuil. Participa de festivais literários internacionais, como o Beiruth 39 (com 39 autores de menos de 39 anos, selecionados pela Unesco), e o mais famoso de todos, o de Hay-on-Wye, no Reino Unido (que começou no dia 27). Os romances de Taïa são todos autobiográficos, ficção misturada às memórias de sua vida na pequena cidade de Salem. Até mesmo no Marrocos, onde a Unesco registra 50% de analfabetismo, os livros de Taïa vendem bem: segundo ele, “Le Rouge du Tarbouche” [“O vermelho do turbante”] vendeu 15 mil exemplares. Como ele diz, é “muito, muitíssimo”. Dificilmente os escritores brasileiros com sua idade e projeção atingem esse resultado.

    O TEMPO DA VERGONHA

    Taïa é um ícone gay no Marrocos desde que, em 2007, foi capa da revista semanal de informação “Tel Quel”, editada em francês. Com tiragem de 20 mil exemplares — apenas 100 vezes a da “Mithly” –, é a mais progressista do país e acaba de ganhar uma irmã em árabe. Além de expor-se numa entrevista, Taïa publicou o texto “A homossexualidade explicada à minha mãe”.

    E por quê? “Porque nós, homossexuais, estamos emprestando a voz a uma sociedade que está presa no silêncio de uma ditadura.” A situação é parecida nos outros países da África do Norte. Na Argélia, “todos os culpados de atos homossexuais são punidos com dois meses a dois anos de prisão” (artigo 338 do Código Penal), além de multa. Na Tunísia, o artigo 230 do Código Penal prevê prisão de até três anos por “sodomia consentida entre adultos”. Como em inúmeros outros exemplos ao redor do mundo, os gays marroquinos são os primeiros a reagir à repressão moral — que eles também foram os primeiros a sofrer.

    EFEBOS E CORTESÃS

    Embora escorada na tradição, a atual cultura repressiva nos países muçulmanos é um dado cultural relativamente novo, associado à recente islamização política. Abdellah Taïa cita o poeta árabe Abu Nuwas (756-814), que escrevia cânticos de amor aos rapazes. “É um clássico, e ainda é estudado nas escolas públicas”, diz ele. “Todos sabem que era homossexual.”

    O mesmo acontece com Al-Jahiz (781-869), que escreveu um livro sobre “efebos e cortesãs”, “um diálogo entre homens que amam mulheres e homens que amam homens”. Nas “Mil e Uma Noites” (os manuscritos datam dos séculos 9º ao 18), não faltam histórias que narram, metaforicamente, relações de amor sensual entre pessoas do mesmo sexo. Não se trata de querer ver uma linhagem gay na tradição literária árabe. Segundo Mamede Mustafa Jarouche, 47, que assina a mais recente tradução brasileira do “Livro das Mil e Uma Noites” (Editora Globo) e dá aulas de árabe na USP, “nos tratados eróticos clássicos, e em boa parte da narrativa literária, não há exatamente uma visão essencialista sobre a escolha do parceiro”. Jarouche, que morou no Cairo, conta que, em 2000, uma editora do governo egípcio teve a gráfica invadida por fundamentalistas que rasgaram livros de Abu Nuwas, que viveu, vale repetir, no século 8. E em 2001, na feira do livro do Cairo, houve uma tentativa de censurar a tradução árabe de “A sexualidade no Islã” (1975), do tunisiano Abdelwahab Bouhdiba, publicado no Brasil pela editora Globo.

    SE PECOU, NÃO DIVULGUE

    Para a comunidade islâmica do Brasil, a tentativa de moralizar a literatura é uma volta aos “critérios claros” da religião. Um de seus líderes, o xeque Jihad Hassan Hammadeh, 44, diz que não há margem para dúvida na interpretação da lei corânica. “Homossexualidade é proibida, é pecado.”

    Nascido na Síria e vivendo em São Paulo desde 1991, o xeque não comenta os casos que ocorrem na comunidade islâmica que dirige. Mas não deixa de ser um tanto brasileira a solução que propõe: para ele, a religião dá ao crente a possibilidade de não divulgar seu pecado, para que haja espaço para voltar atrás. Assim, o acerto de contas acontecerá entre o fiel e Deus. “Se pecou, não divulgue.”

    COLONIALISMO MILITANTE

    Os marroquinos da “Mithly” estão divulgando, e além da repressão do Estado, recebem objeções intelectuais: publicar uma revista gay poderia ser um programa elitista e ocidental.

    Paulo Hilu Pinto, 42, antropólogo da Universidade Federal Fluminense (UFF), especialista na Síria contemporânea, enxerga o risco de “colonialismo militante” que pode haver na iniciativa. “O movimento gay organizado é libertador para quem?”, questiona. “Um morador da periferia, que faz sexo com parceiros do mesmo sexo, pode nunca ter se enxergado assim.” Hilu Pinto acredita que, com a moral religiosa, o gay pobre acaba se vendo como pecador. Os editores da “Mithly”, de fato, pertencem a uma elite intelectual que mora e estuda na Europa. Os escassos 200 exemplares que circularam na capital marroquina não deixam de ser um sinal de elitismo, embora a íntegra da revista esteja disponível (e de graça) na internet  clique aqui para ler.  Mas não importa a tiragem: a mera existência da revista já é um respiro no abafado ambiente cultural do Marrocos.

    INTEGRAR

    O sociólogo marroquino Mohammed Mezziane, 47, afirma que a “Mithly” não propõe uma ruptura com o Estado ou com a religião. Pelo contrário, seu objetivo é integrar o discurso homossexual na vida do país. Cautelosos, os editores da revista ainda não reivindicam os temas da pauta ocidental, como o casamento gay ou as pensões e planos de saúde para parceiros do mesmo sexo.

    O número 2 da “Mithly” sairá nesta terça, 1º/6, apenas na internet, com reportagem sobre o alto índice de suicídio entre os homossexuais. O terceiro número está prometido para o papel: julho é o mês do orgulho gay, e também é o aniversário de cinco anos da associação Kif Kif. Os editores preparam uma reportagem sobre o lesbianismo no mundo árabe, história ainda mais escondida. Samir Bergachi, o redator-chefe, diz que quando os tradicionalistas querem mostrar os riscos da descriminalização da homossexualidade no Marrocos, exibem imagens do Carnaval carioca.

    A associação Kif Kif, segundo Bergachi, foi convidada para participar do congresso internacional de direitos LGBT, em 2011, no Rio de Janeiro. “Finalmente vou conhecer o Rio”, comemora.

     


  • O DESTINO DE CADA UM

    Dennis HopperDennis Hopper em “Easy Rider”, filme clássico da contracultura que no Brasil recebeu o título de “Sem Destino” (1969).


                              DENNIS HOPPER MORRE AOS 74 ANOS, NA CALIFÓRNIA


    UOL – Dennis Hopper morreu, aos 74 anos, neste sábado (29) em sua casa na Califórnia. No início de 2010 foi divulgado que o ator sofria de câncer na próstata em estágio terminal, diagnosticado no final de 2009. Segundo informações divulgadas pela agência Reuters, Hopper estava cercado por amigos e familiares e veio a óbito às 12h15 (horário de Brasília).

    Hopper ficou conhecido por dirigir e atuar no clássico “Easy Rider – Sem Destino” de 1969, ao lado de Peter Fonda. Além do filme, marco da contracultura, Dennis Lee Hopper interpretou um fotojornalista no longa “Apocalipse Now” (1979), assinado por Francis Ford Coppola, e o vilão Frank Booth de “Veludo Azul”(1986), dirigido por David Linch. Ao lado do amigo e mentor, James Dean, apareceu, na década de 50, nos dramas “Juventude Transviada” e “Giant – Assim Caminha a Humanidade”.

    Na televisão, Hopper viveu, recentemente, o personagem Ben Cerdans em 26 episódios da série “Crash”, entre 2008 e 2009. Seu último trabalho na direção de cinema foi o curta-metragem “Homeless” de 2000.

    Dennis Hopper foi indicado duas vezes aos Oscar em seus quase 50 anos de carreira. A primeira vez, pelo roteiro de “Easy Rider” e, depois, pela interpretação de um professor de basquete no drama “Momentos Decisivos” (1986). Sobre “Easy Rider – Sem Destino”, o ator declarou à revista Entertainment Weekly, em 2005: “Eu queria que ‘Sem Destino’ fosse uma cápsula do tempo sobre aquele período”.
    Além do cinema, Hooper se dedicava também à fotografia e, nos últimos meses, preparava um livro com suas imagens.

    Sua última aparição pública ocorreu em 26 de março, quando, com uma aparência muito debilitada pela doença, recebeu uma estrela na Calçada da Fama de Hollywood em reconhecimento aos seus mais de 50 anos de carreira.

    Durante a cerimônia realizada diante do Teatro Egyptian, no coração do boulevard Hollywood, bairro turístico ao norte de Los Angeles, o ator estava acompanhado de seus colegas Viggo Mortensen e Jack Nicholson, e considerou: “Todos aqueles que convidei hoje aqui, e obviamente alguns que não convidei, enriqueceram minha vida enormemente”.

    Será exatamente sobre essa estrela que está prevista a primeira homenagem neste sábado ao ator, pois a Câmara de Comércio de Hollywood organizou um ato para as 20h30 GMT (17h30 de Brasília) no qual serão depositadas flores e cartas de lembranças de seus fãs no local.

    Na vida pessoal, Hopper conta com um histórico de separações e romances conturbados. Entre as investidas amorosas está um casamento de apenas oito dias com a cantora do grupo The Mamas and the Papas, Michelle Phillips, e, nos últimos meses, o divórcio de sua quinta esposa, Victória Duffy.

    Em abril, um tribunal determinou que o ator deveria pagar US$ 12 mil mensais a ex-mulher. A “US Magazine” informou que o motivo que levou a seu pedido de divórcio, em janeiro, foi uma discussão sobre o testamento do ator e o valor que sua esposa receberia depois de sua morte. Dennis Hopper deixa quatro filhos.



  • DO TEMPO DO RONCA

    lula_molusco       Lula em águas baianas

     

                     MOLUSCOS SÃO MAIS ANTIGOS DO QUE SE PENSAVA, DIZ ESTUDO


    FOLHA.COM – Os ancestrais de lulas e polvos modernos podem ter vivido há 500 milhões de anos, segundo um novo estudo publicado na revista “Nature”.

    A descoberta é baseada em um fóssil conhecido desde 1976, mas não classificado. O fóssil possui características ambíguas; para muitos cientistas, tratava-se de um ancestral da família dos camarões e lagostas.

    Agora pesquisadores canadenses conseguiram classificar o animal, conhecido como Nectocaris pteryx, como sendo um molusco, grupo que inclui lulas e polvos.

    O fóssil indica que o animal possuia dois tentáculos, olhos bem desenvolvidos com lentes internas e um nariz em forma de funil para propulsão, o que o coloca mais próximo do grupo dos moluscos.

    A nova classificação foi possível por meio da comparação entre o fóssil original e 91 novos fósseis encontrados no depósito Burgess Shale, em uma montanha no Parque Nacional Yoho, no oeste do Canadá. Burgess Shale é um dos mais famosos depósitos de fósseis do mundo. Os fósseis foram analisados pelo estudante de doutorado Martin Smith, primeiro autor do estudo.

    A descoberta indica que os ancestrais de lulas e polvos são 30 milhões de anos mais antigos do que anteriormente estimado e sugere que, nesse curto espaço de tempo, houve uma rápida evolução no grupo dos moluscos.

    Esse tipo de estudo é importante porque ajuda a entender como os grupos de animais modernos evoluíram e como a biodiversidade se originou no passado.



  • NO REPENTE DO BLUES

    robert_johnson

     

    BALADA DE ROBERT JOHNSON
    (De Bráulio Tavares – Gaita: Flávio Guimarães – Voz: Sebastião Silva)

     Áudio:  http://www.youtube.com/watch?v=5uu3Gg3uldw&feature=PlayList&p=3F3A3D996478B5EF&playnext_from=PL&playnext=1&index=6


    Seu mundo era rutilância
    Seu mundo era escuridão
    Seu nome era Robert Johnson
    Cantador d’outro Sertão
    Vinte e sete anos vividos
    Lá nos Estados Unidos
    Passou veloz como a luz
    Naquela terra sombria
    Onde tristeza e poesia
    Se dá o nome de Blues.

    Sua mãe teve onze filhos
    Seu pai ele nunca viu
    O mundo em que foi criado
    Lembrava muito o Brasil
    Era neto de escravos
    Dos negros fortes e bravos
    Colhedores de algodão
    Nunca pisou numa escola
    Escreveu com a viola
    E leu com o coração.

    Dizem que foi o diabo
    Quem lhe ensinou a tocar
    Em um encontro marcado
    Numa noite sem luar
    Cruzando as estradas tortas
    Daquelas veredas mortas
    Chegou na encruzilhada
    Veio com a mão vazia
    E partiu com melodia
    Ponteio, rima e toada.

    Outros garantem que é lenda
    Que o diabo não existe
    Johnson só cantava blues
    Por ser um poeta triste
    Empunhava o instrumento
    Recitava um sentimento
    Na sua vida andarilha
    E a tristeza era uma fera
    Um cão negro, uma pantera
    Farejando a sua trilha.

    Correu estradas de ônibus
    De caminhão e de trem
    Ora cantando sozinho
    Ora em dupla com alguém
    Andava dias inteiros
    Ao lado dos companheiros
    Sob o sol mais escaldante
    Porém sempre se mantinha
    Vestido com boa linha
    Bem cuidado e elegante.

    Buscando um namorada
    Procurava as mais feiosas
    As mulheres solitárias
    Carentes e carinhosas
    A mulher que lhe aceitava
    Com todo gosto lhe dava
    O corpo, a casa e a cama
    E ele deixava que ela
    Julgasse ser a mais bela
    Na ilusão de quem ama.

    Uma noite numa festa
    Tocava de madrugada
    E começou um namoro
    Com uma mulher casada
    Sedutor e seduzido
    Cantava com o sentido
    Naquele corpo moreno
    Quando um copo alguém lhe deu
    Ele pegou e bebeu
    Sem saber que era veneno.

    Saiu dali carregado
    Para o quarto da pensão
    Morreu e deixou somente
    A mala e o violão
    Não levou fama nem glória
    Não deixou nome na história
    Não levou riso e nem mágoa
    Foi um sopro de poeira
    Uma nuvem passageira
    Um nome escrito na água.

    Foi assim que Robert Johnson
    Passou pelo nosso mundo
    Brilhou durante alguns anos
    E apagou-se num segundo
    Não deixou seu nome escrito
    No mármore, nem no granito
    Nas armas, nem nos brasões
    O que deixou para nós
    Foram os versos e a voz
    E vinte e nove canções.

     


  • A VISÃO DE ITAMAR

    Lillian-Itamar[1]Itamar Franco na companhia de uma “sem calcinha” no sambódromo do Rio de Janeiro. Na época Itamar era Presidente da República.

     

    ITAMAR DECLARA APOIO A SERRA, MAS CRITICA TUCANO POR ELOGIOS A LULA

     

    FOLHA.COM / Paulo Peixoto, de Belo Horizonte – O ex-presidente Itamar Franco disse nesta quinta-feira que vai apoiar José Serra (PSDB) na disputa à Presidência porque ele é o candidato escolhido pelo seu partido, o PPS. Itamar, no entanto, criticou o tucano pelos elogios que ele tem feito ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

    “Ele não tem que elogiar o presidente Lula. Se não quer falar mal do presidente Lula, fica quieto. Mas se começa a elogiar muito o presidente Lula, eu que estou sentado lá falo: Uai, então para que eu vou mudar, se o próprio candidato da oposição está elogiando?”

    Possível candidato ao Senado em dobradinha com o ex-governador Aécio Neves (PSDB) por Minas Gerais, Itamar apoiou a posição do tucano mineiro de não ser vice de Serra.

    Segundo ele, a presença de Aécio é fundamental em Minas para que eles possam reeleger o governador Antonio Anastasia. Itamar usou a figura de um beija-flor para dizer que Aécio não pode ficar eventualmente em Minas Gerais, tem que estar todo o tempo no Estado.

    “O Beija-flor bica aqui, bica lá. Ele (Aécio) tem que se dedicar primeiro aqui, em Minas. Campanha de beija-flor ele pode fazer para o Serra em outro Estado, mas em Minas não, porque é fundamental a vitória do governador Anastasia, por tudo o que se fez aqui, sobretudo no sentido ético.”

     


  • HASTA LA VISTA, BABY!

    SERRA/HOMENAGEM/GATE

     
    ASSESSOR DE LULA REBATE SERRA E O CLASSIFICA DE “EXTERMINADOR DA POLÍTICA EXTERNA”

     

    FOLHA.COM / PEDRO SOARES, DO RIO DE JANEIRO – O assessor especial da Presidência da República, Marco Aurélio Garcia, rebateu nesta quarta-feira as críticas do pré-candidato do PSDB à Presidência, José Serra, à relação do Brasil com a Bolívia, classificando o tucano como “o exterminador do futuro da política externa” do país.

    Ontem, Serra disse que o governo boliviano, do esquerdista Evo Morales, “é cúmplice” do tráfico de cocaína para o Brasil.

    “O presidente Serra está tentando ser o exterminador do futuro da política externa. Ele quis destruir o Mercosul. Agora, quer destruir nossa relação com a Bolívia. O Mahmoud Ahmadinejad virou Hitler. Eu acho que talvez ele esteja pensando, na política de corte de despesas, em fechar umas 20 ou 30 embaixadas nos países nos quais ele está insultando neste momento”, disse Garcia.

    O assessor presidencial afirmou ainda que Serra “deveria ser mais prudente” em suas declarações, que não são compatíveis com as suas “aspirações” ao cargo de presidente.

    O tucano fez a declaração em entrevista a um programa de rádio, quando falava sobre a ideia de criar um Ministério da Segurança Pública caso ele seja eleito sucessor do presidente Lula.

    “A cocaína vem de 80% a 90% da Bolívia, que é um governo amigo, não é? Você acha que a Bolívia iria exportar 90% da cocaína consumida no Brasil sem que o governo de lá fosse cúmplice? Impossível. O governo boliviano é cúmplice disso. Quem tem que enfrentar esta questão? O governo federal.”

    Depois do programa, questionado pelos jornalistas, o pré-candidato do PSDB afirmou que o governo boliviano faz “corpo mole” ao permitir que, “de 80%, 90%” da cocaína que entra no Brasil venha “via Bolívia”.

    “É um problema de bom senso. Você acha que poderia entrar toda essa cocaína no Brasil sem que o governo boliviano fizesse, pelo menos, corpo mole? Eu acho que não”, disse Serra, que definiu a afirmação sobre a suposta conivência do governo do presidente Evo Morales com o tráfico de drogas como “uma análise”: “Eu não fiz uma acusação”.

    Para Serra, o que afirmou sobre a Bolívia não é motivo para um incidente diplomático: “Por quê? A melhor coisa diplomática é o governo da Bolívia passar a combater ativamente a entrada de cocaína no Brasil, não apenas o Brasil combater”, afirmou.

    A necessidade de o Brasil combater o narcotráfico nas fronteiras foi citada pelo tucano como uma das razões para criar um ministério para a área de segurança. “Estou falando de coisas que nós podemos fazer. Com relação ao governo boliviano, nós não podemos obrigar. Estou apenas registrando isso”, disse.

    O ministro da Presidência da Bolívia, Oscar Coca, reagiu às declarações. “Ele não tem nada que falar. Se possui provas, que as mostre, senão o cúmplice é ele”, afirmou.



  • OOOPS… OLHA A URUCUBACA, CANARINHA!

    lula e a seleçãoSeleção brasileira posa com o presidente Lula em Brasília (Foto: Joedson Alves / GLOBOESPORTE.COM

             

                    LULA RECEBE A SELEÇÃO BRASILEIRA NO PALÁCIO DA ALVORADA

     
    Nathalia Passarinho / globo.com – A seleção brasileira chegou às 15h no Palácio da Alvorada, em Brasília, para um encontro com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O técnico da seleção, Dunga, e os jogadores escolhidos para participar da Copa do Mundo da África do Sul vieram de Curitiba (PR), onde treinavam no CT do Atlético Paranaense.

    Dezenas de pessoas, a maioria crianças, correram pela rua para tentar alcançar o ônibus da equipe que vai representar o Brasil. Apesar do esforço, não conseguiram enxergar os jogadores, já que o veículo tem vidros escuros e entrou direto na residência oficial de Lula, onde o acesso é restrito.

    Funcionários do Aeroporto Internacional de Brasília também tentaram manter contato com a seleção quando ela desembarcou às 14h20m na Base Área, área restrita do aeroporto. No entanto, um cordão de isolamento feito por militares impediu a aproximação. Após o encontro com o presidente os jogadores seguem para a África do Sul.

    A Copa do Mundo começa no dia 11 de junho. O primeiro jogo do Brasil será contra a Coreia do Norte no próximo dia 15. Antes disso, a seleção enfrenta dois amistosos, um contra o Zimbábue e o outro contra a Tanzânia. Em 2006, a seleção também visitou o presidente Lula antes de disputar a Copa.

    Depois do encontro com a seleção brasileira, Lula recebe os três árbitros brasileiros que representarão país na Copa da África do Sul: Carlos Eugênio Simon, Altemir Hausmann e Roberto Braatz.



  • TRANSMISSÃO DE URUCUBACA

    LULA E MANDELA2

             MORRE TENOR ESCOLHIDO PARA CANTAR NA ABERTURA DA COPA DO MUNDO

     

    UOL – O cantor sul-africano de ópera Siphiwo Ntshebe, que cantaria na cerimônia de abertura da Copa do Mundo em junho, morreu na noite desta terça-feira (25). O tenor havia sido escolhido por Nelson Mandela para fazer um show no evento em Joanesburgo.

    Segundo a rede BBC, Ntshebe morreu de meningite, após ficar dez dias internado no Livingstone Hospital. O diretor de sua gravadora, Nick Raphael, lamentou a morte do cantor e disse que “é uma tragédia para todos aqueles que acreditam no poder da música”. “Sua voz era única e suas mensagens traziam esperança e compaixão”, definiu Raphael.

    Na Copa, o tenor iria interpretar a música “Hope”, escrita por Mandela.