• BYE, BYE 2009… O BLOGUEIRO SAI DE FÉRIAS!

    reveillon
    JURUBEBA

     
                          A PARADA DE ROCAS QUINTAS COM O FISCAL NO RÉVEILLON

     

    FISCAL:

    Eu só bebo espumante
    Feito lá em Petrolina
    Que corre todo excitante
    Pelos peitos da menina.

     
    ROCAS:

    Você bebe jurubeba
    Cabra besta que se gaba
    Vai comer é nega peba
    No ano que se acaba!

     

    FELIZ 2010 PARA TODOS!

     

    NOTA DO REDATOR: Rocas Quintas é ajudante de cozinheiro e cobrador de ônibus da linha mais antiga de Natal, agora fazendo o trecho Rocas – Redinha, via “Ponte Nova”.


  • O HOLOCAUSTO DOS ANJINHOS

    judeus-ortodoxos

     

    RABINOS DE ISRAEL ACUSAM ABORTO DE ATRASAR CHEGADA DO MESSIAS, DIZ JORNAL



    Folha Online
    – Dois grandes rabinos de Israel se pronunciaram contra o aborto por acreditar que a prática atrasa a “redenção messiânica”, informou nesta terça-feira o jornal israelense on-line “Y-Net”. Cerca de 50 mil interrupções voluntárias de gestações são realizadas por ano em Israel, de acordo com os líderes religiosos.

    Israel passa por uma “autêntica epidemia que leva a cada ano a vida de dezenas de milhares de judeus” e que, “além da gravidade do pecado, atrasa a chegada do Messias”, afirmaram o grande rabino Ashkenazi Yona Metzger e o grande rabino Sefardi Shlomo Amar em carta para todas as comunidades judaicas.

    Os rabinos baseiam a relação entre abortos e o atraso do Messias porque, dizem, ele não virá até que cheguem ao mundo todas as almas que deveriam provir de mães judias.

    No comunicado, o Rabinato anuncia que estuda renovar a luta contra o aborto com a criação de um comitê especial para tentar impedir o “assassinato de fetos nos ventres de sua mãe”. “A imensa maioria dos abortos são desnecessários e estão proibidos pela Halajá (lei religiosa judia)”, completaram.

    “Malditos aqueles que não se assustam com essas informações” em um país de 7 milhões de habitantes, assinalam os líderes religiosos.


  • NATALENSE TERÁ BLUETOOTH NO RÉVEILLON

    bluetoothfoto do telhado

     

    Da Redação do SDV

     

    O natalense curtirá neste réveillon, precisamente às 19h12min do dia 31 – e nem um segundinho a mais ou a menos (coisa de “Londres Nordestina” mesmo) – o fenômeno do “Bluetooth”, também conhecido como “o segundo celular azul” do mês de dezembro.

    Munidos de aparelhos da última geração de mobiles, a jerimunlândia vai blutufar a última lua cheia de 2009 e inundar a blogosfera da terra do carnatal.

    Acima, fotos do último bluetooth ocorrido em 31 de maio de 2007 tiradas de um telhado da Rua do Motor, bairro de Brasília Teimosa, pela boyzinha do correspondente Rocas Quintas, o cobrador de lotação e ajudante de cozinheiro a serviço da picardia e da fuleiragem do SDV.


  • ALÁ, ME CHICOTEIA!

     bunda pra riba

     bundalelê2

     

                                                 AGNÓSTICO, MA NON TROPPO

     

                                                          Alá de bundalalá
                                                          Meninas de bundalelê
                                                          O diabo é quem reza lá…
                                                          Saravá meu saint-tropez!

     

                                                                       (GM)


  • MULHERES, CHEGUEI!

     

    barata 

                                          BARATA MUTANTE SURGE EM NOVA YORK

     

    France Presse (NY) – Um novo tipo de barata surgiu em Nova York, revela um estudo da Rockefeller University, especializada em pesquisa médica e biológica.

    O Museu de História Natural de Nova York, que participou do estudo, identificou uma barata cujo “código de DNA difere em 4% do código da Periplaneta americana ou “barata americana”, quando a diferença genética entre insetos da mesma categoria não passa de 1%”, explicou Mark Stoeckle, diretor do estudo.

    “Podemos sugerir que se trata de uma nova barata” e esta “descoberta deverá interessar aos museus de história natural e aos nova-iorquinos, principalmente”.

     


  • ATÉ CUBANOS…

    ribeiraFoto de Canindé Soares

    miami-natalFoto de Eduardo Figueiredo

     

    CUBA CONFIRMA MIL CASOS DE GRIPE SUÍNA E ALERTA PARA NOVO SURTO

     


    EFE (Havana) – As autoridades de saúde cubanas lançaram nesta sexta-feira, novos alertas para reforçar as medidas preventivas perante uma segunda onda da gripe suína, doença que já deixou 41 mortos e cerca de mil infectados no país.

    O vice-ministro de Saúde Pública, Luis Estruch advertiu que o fim do ano e o início de 2010 são de alta temporada no turismo e de maior movimento de estudantes e colaboradores cubanos no exterior.

    “Temos, até o momento, menos de mil casos confirmados. Pode ser que existam mais, mas só os avalizados por uma amostra virológica são aceitos como dados oficiais”, disse o vice-ministro, citado hoje pelo jornal oficial “Granma”.

    Estruch, responsável pelas áreas de higiene, epidemiologia e microbiologia, pediu que se fortaleça o controle sanitário nos portos e aeroportos, lembrou que em Cuba os primeiros casos da gripe foram detectados em maio, com o retorno de três estudantes mexicanos, e que já em setembro a doença era vista em todo o país.


  • ENTRE TANTOS, MAIS UM CONTO DE NATAL

    edmar-noel_1995Arte do saudoso jornalista e chargista EDMAR VIANA feita para ilustrar este poema em 31 de dezembro de 1995, jornal Tribuna do Norte (RN), coluna Osair Vasconcelos.

     

    Chegou dezembro, boas festas, ano bão…
    A musiquinha infernal
    Dos pinheirinhos comprados
    Nos camelôs de Natal.

    Chegou dezembro, boas festas, ano bão…
    A fúria consumista
    Açoita o cristão e o pagão
    Com muito dinheiro no banco
    Ou “nada no bolso ou nas mãos”.

    Além do perdularismo compulsivo,
    A troca anual de forjadas amabilidades
    Nos ambientes de trabalho
    E nas reuniões de parentelas
    Com contrapesos, agregados e boas biscas
    É o que tem me levado a uma postura enviesada e arisca.

    Ah, sim. Tudo bem.
    Sem traumas e sem Freud,
    Sem Marx e Nietzsche também.

    Já fiz jus aos meus presentes
    Todos os anos a fio.
    A alegria incontida
    Ao acordar ressaltado
    Espiando embaixo da rede
    O presente desejado
    Ao lado da poça de mijo
    Do menino pobre e mimado.

    E lá estava ele,
    Reluzente e tão sonhado,
    O meu caminhão da “Pilar”,
    Bege e azul cobalto
    Carregado de biscoito
    E de alegria sem fim.

    Sacos de pipocas recortados
    E pregados na janela
    Com a figura do “bom velhinho”
    Que a professora Hilda
    Chamava de Santa Clause.

    Os autos natalinos,
    A cultura popular dos bambelôs,
    Bois Calembas, fandangos, cheganças,
    Pastoris e seus palhaços safados
    Cantando maliciosamente a mestra
    E a contramestra, dos cordões azul e encarnado:

    – “Abana, abana, pastora
    Com o seu assanhador “.

    A castanha tirada escondida
    Deixando a marca na crosta
    Do bolo pé-de-moleque.

    A aura de menino rejubilado,
    Satisfeito e cheio de gosto
    Ao ver o presépio exposto
    Na vitrine do grande magazine
    Com direito a areia de praia
    E espelho simulando uma lagoa.

    Na porta da loja
    Eu mostrava aos clientes,
    Todo orgulhoso e sorridente:

    – “Olha gente,
    Fui eu que fiz
    O presépio de Jesus
    Do Novo Continente!”

    O anonimato não me conformava
    E no beco onde morava
    Eu era mesmo um sucesso
    Perante João Cabeção,
    Seu irmão, Assis Butico,
    Zinho de Duó, Chico Cearense
    E o briguento Rei Furico.

    Mas o meu presente impossível
    Só constava dentro do saco
    Do Papai Noel dos ricos:
    Uma monark brasiliana,
    Da cor de coco queimado,
    Ou uma bela caloi de aro 26.

    Na impossibilidade do mimo
    Contentava-me com os “cambões”
    Da marca “mercswiss”, de freio contrapedal,
    Alugadas a Luiz Grilo, lá na “praça do governo”,
    Nos termos da Cidade Alta.

    À meia-noite,
    O meu pai a contragosto,
    Atiçado por mamãe,
    Saía de casa puto
    Pra ver a missa do galo
    No convento capuchinho.

    Mas eu queria mesmo
    Era ouvir a banda dos fuzileiros
    Na retreta do coreto.

    Tudo isso num mundo de odores,
    Presentes, sorvetes, cremes mágicos,
    Chocolates, sapatos e roupas novas também.

    O sapatinho na janela,
    Isso daí nunca botei…
    Achava coisa de boyzinho otário
    E nesse tempo eu já ia sozinho pras Limpas
    Assistir a festa dos Santos Reis.

    Curtia mesmo era a inveja dos colegas,
    Cujos pais eram gente “mais ou menos”
    (Como dizia minha mãe)
    Mas não dispunham do preço de custo
    Para obter as várias cores e padrões de camisas
    Das linhas banlon e fio helanca
    Adquiridas por um subgerente de loja.

    Eis aí o meu lenitivo todo ano posto à prova:
    Os boys de bicicleta e eu de roupa nova!

    Árvore de natal lá em casa não se armava.
    Meu pai dizia que não tinha dinheiro pra gastar
    Com bolas multicores e luzes caras
    Pra decorar “pé-de-pau” de gente metida a besta.

    Um dia, na teimosia,
    Enfeitei um garrancho seco
    Tirado do oitão da casa
    Do velho Chico Padroeiro.

    Apesar de não dispor de bolas coloridas,
    Construí a minha “árvore europeia”
    Envolta em chumaços de algodão
    Tendo por adereços caixas de fósforos vazias
    Embrulhadas em papéis dourados,
    Verdes, vermelhos, azuis e prateados.

    Papai sorriu irônico
    Após os elogios de mamãe
    Ressaltando a “astúcia” do menino.

    Ancho da vida,
    Com o coração pulando de contentamento
    E os olhos que nem dois coriscos natalinos,
    Corri para chamar “Nardinha”,
    A galeguinha de nome esquisito

    Cujo nome de verdade
    Era mesmo Evionardes.

    De short rosa desbotado
    E cabelinhos dourados
    Sentenciou a menina
    Pela qual estava doido de paixão:

    – “Seu besta, disse a musa,
    Aqui em Natal não cai neve não!”

    Desta forma, muito antes de John Lennon
    Anunciar seu veredicto,
    – O fatídico “The Dream Is Over”
    Naquela manhã de dezembro,
    Numa sala de mosaicos multicoloridos
    (Iguais a minha memória de hoje),
    O natal se acabou.

    No velho rádio valvulado
    Um reclame publicitário
    Com o paspalhão vermelho
    (Que até então era meu aliado)
    Parecia “mangar d’eu”
    Pelo “fora” que levei
    Da menina raio de luz
    E de nome invocado
    Que nunca mais encontrei.

    Ho! … ho! … ho! … ho! …

    Minha mãe veio correndo
    Ao escutar a pancada da minha mão
    Batendo com raiva no tampo do rádio
    Como se tivesse levado um choque
    Ao proferir
    , de “boca cheia”, o indefectível palavrão:

     
    – “
    Papai Noel filho de rapariga!!”

     
     
    GM
     

  • FELIZ NATAL

    menino_escritor

     

                                                    Carlos Drummond de Andrade

     

                              “Menino, peço-te a graça de não fazer mais poema de Natal.
                               Uns dois ou três, inda passa… industrializar o tema, eis o mal”.

     

     


  • O DIABO NA RUA NO MEIO DAS COMPRAS DO NATAL…

    guimaraes-rosa

     

               Uia, Guima Rosa
               Escuta aqui esta prosa
               Ditada pelo Tinhoso:

               – “Não viver não é muito mais perigoso?”

     

                (GM)


  • AVATARA

    Avatara

     

     

    Avatara
    É uma Emo
    De Polifemo
    Doida por vara
    Perdida em Pandora
    Que geme e chora
    Do próprio veneno.

    Já Trudy Chacon
    Vai ver o que é bom
    Vai ver que terror
    Quando pilotar
    O meu Thanator.

     

    (GM)