• A MOLA DO MUNDO

    Há 252 anos nascia o poeta português Manuel Maria du BOCAGE. É dele a quadra logo abaixo, falando sobre o que até hoje é a mola do mundo, principalmente ‘nefi paísf’ de malas e malandros:

     

    DINHEIRO

    Faço a paz, sustento a guerra 
    Agrado a doutos e a rudes 
    Gero vícios e virtudes 
    Torço as leis, domino a Terra.


  • ADVERTÊNCIA

     

    ESPECTRO POLÍTICO-IDEOLÓGICO

    Pra maniqueu com maleita:
    As bolas dos meus cojones
    São de esquerda e direita!

    (Soriedem do Improviso)


  • DOS VELHOS CINES DE NATAL…

     

    No Cinema Panorama
    Vi América, América
    Kazan com todo seu drama.

    Já no cinema Poti
    Assisti King Creole
    Elvis Presley e ti-ti-ti.

    No Cinema Rio Grande
    O desbunde de Woodstock
    Acompanhado da gangue.

    No velho Cinema Rex
    O seriado ‘O Cobra’
    Dura lex, sed lex.

    E no cinema Nordeste
    Blow-Up de Antonioni
    E cinéfilo se achando mestre.

    Lá no Cinema São Pedro
    Eu vi O Velho e o Mar
    Que desconhecia o medo.

    No cinema São Luiz
    Jagger viveu Ned Kelly
    Que morreu como bem quis.

    No Olde vi Mazzaropi
    Viver Pedro Malazartes
    A saga do herói pop.

    Lá no São Sebastião
    Vi o Ébrio Celestino
    Soltar o seu vozeirão.

    Já no Cine São José
    Vi Gianni Garko, Sartana
    Dar um tiro no meu pé!

    Graco Medeiros

     


  • TESTE DO NOVO SERVIDOR DO SDV…


    …E a cabra disse méééé!!!


  • ORÁCULO DE UM NÁUFRAGO

     

     

    O poema
    foi lançado ao mar
    numa garrafa a esmo.

    Quem a encontrar
    salve-se a si mesmo.

    (GM)


  • ‘HOOCHIE COOCHIE MAN’

     

     

    Que galego mais golpista…
    Merece um Fora Trump
    Em plena Avenida Paulista!

    (GM)

     

    A forma polida e respeitosa com que Donald Trump  se dirigiu à adversária, Hillary Clinton, no seu discurso de ganhador do pleito, demonstra que ele soube trabalhar um personagem “politicamente incorreto”, queixudo e marrento para “peitar o mundo” e seus adversários internos. Ganhou, acabou a fuleiragem.

    Afinal, ele vai ter que assumir agora um outro papel, o de Presidente dos EUA, o que não é pouca coisa. Trump deu foi um show de marketing eleitoral fela da mãe, desafiando a ditadura do tal ‘politicamente correto’ e o mimimi afrescalhado da esquerdinha bunda mole.

    Se ele vai ‘pregar fogo no mundo’, aí já é um outro papo.

    O que sabemos agora é que o ‘véi’ saiu comendo pelas beiradas e terminou papando tudo!

    The End. 


  • A BRONCA DOS HOMÔNIMOS

    Foto do busto em bronze dos Irmãos Gracchus, Tibério e Caio Graco, ‘tribunos da plebe’ romana, precursores da reforma agrária durante o Império dos Césares.

     

    Sempre achei que o meu nome de cartório e de batismo, apesar de não ser estrambótico, era raro, até pela concisão, já que meu pai, acertadamente, não o alongou com os outros sobrenomes dele e da minha mãe, comprometendo, assim, a estética de sua pronúncia forte, data venia pela presunção.

    Sou da era do rádio; do telégrafo; da tecla de morse; do teletipo; do telefone de baquelite com disco rotatório de números; da máquina de escrever completamente mecânica e da TV p&b.

    A máquina elétrica ‘IBM’; a TV a cores digital, de plasma e do escambau; os primeiros fax e computadores que chegaram no Brasil; os notebooks; tablets e os onipresentes celulares, desde os primeiros ‘tijolões’ até aos últimos ‘top de linha’, são apetrechos tecnológicos e modernosos da geração dos meus filhos e principalmente dos meus netos, Luan e Pietra, que fazem miséria com esses smartphones incríveis.

    Tenho por hábito, durante a madrugada, sempre que posso, sair catando meu nome, o de amigos e familiares no buscador ‘doutor google’ e geralmente descubro coisas já quase esquecidas da memória, seja a velha militância política, o meu universo de trabalho no serviço público federal e as minhas vivências, produções e participações poéticas e musicais ao longo do tempo.

    Como já me reportei no primeiro parágrafo, ao cascavilhar o meu nome, que sempre achei ‘sem chance’ para a ocorrência de possíveis homônimos, eis que surgem dois “Graco Medeiros”, entre os vários Caio Graco e Tibério Graco, aos quais o meu prenome sempre esteve ‘encangado’, pela fama dos irmãos ‘Gracchus’ da Roma antiga, os combativos ‘tribunos da plebe’, diletos filhos de Cornélia e propositores da reforma agrária romana. Contudo, devo ressaltar que este Graco aqui não tem nenhuma articulação com a bandalha do Stédile.

    Pois muito bem. O primeiro Graco Medeiros que eu achei é um menino alegre de João Pessoa, protótipo desses danadinhos de academia que bombam nas pistas das boates LGBT. Uma gracinha!

    O outro Graco Medeiros é um soldado de polícia (PM) ‘destacado’ em Itajá, cidadezinha do Vale do Açu, no Rio Grande do Norte.

    O soldado foi ‘nutiça’ porque denunciou as péssimas condições de trabalho, num posto onde somente ele e seu companheiro, um cantil, se fazem presentes numa cidadezinha de quase sete mil habitantes, numa região exposta à violência do ‘cangaço moderno’ que assola os sertões nordestinos.

    Esse xará, tinhoso como eu, estava sendo admoestado pelos seus superiores por causa da ousadia de denunciar tal situação e ainda fotografar e postar, em rede social, o cantil velho sobre uma mesa, chamando-o de meu único companheiro de trabalho.

    Lembrei do filme ‘Náufrago’, com Tom Hanks, vivendo um personagem, funcionário da FedEx, que sobrevive numa ilha deserta do Pacífico, após a queda do avião que o transportava. Seu único companheiro é uma bola de couro, da marca ‘Wilson’, que ele encontrou boiando, juntamente com cadáveres e outros objetos da carga que restou do avião sinistrado.

    Mas, o praça e xará conterrâneo me surpreendeu mesmo pelas implicações de sua postura na área de ‘Segurança e Saúde do Trabalhador’, atualmente cognominada de ‘Ciências do Trabalho, Meio Ambiente, Direito e Saúde’.

    Ainda sobre o primeiro Graco Medeiros lá de ‘Jampa’, também me reporta uma história sobre um soldado de Napoleão Bonaparte, um praça de ‘conduta alterada’, segundo o jargão militar.

    Sabendo de sua postura, Bonaparte o chamou pessoalmente e disse-lhe na tora:

    – “Xará, ou você muda de conduta ou muda de nome!”.

    Tomara que as candinhas, sabedoras do meu passado hippie estradeiro, não contabilizem esses ‘Graquinhos’ na minha ‘cota’ de pai. Só tenho três e nenhum deles assina ‘Junior!’

    (GM)


  • PRESENTE!!!

     

    O LIVRO DAS FACES

    Ironias que acontecem
    Nessas redes sociais…
    Uns vivos desaparecem
    Mas os mortos permanecem
    E se tornam imortais.

    (GM) 


  • UÓÓÓ!

     

     

                                          DILMA E O CADÁVER DE JOHNNY HOOKER

    “Eu só queria dizer para vocês que só vão impedir Dilma Roussef, a presidenta do Brasil, mulher, militante sobrevivente da ditadura militar, mãe e avó, economista, reta, heroína, braba, séria, deusa, eleita por milhões e milhões de brasileiros por voto direto apesar de uma campanha midiática severa e massiva contra, sucessora indicada do incrível Luis Inácio Lula da Silva, sobre o meu cadáver. Boa noite e boa sorte!”, disparou.

    (Declaração do cantor, ator e compositor pernambucano Johnny Hooker, em 2015, em pleno começo da escalada do impeachment de Dilma Rousseff )

    Responde alguma ‘alma sebosa’: “perdeu, playboy!”


  • BEIRA-MAR


                                               MARINHEIRO DE PRIMEIRA VIAGEM
    “As sereias, porém, possuem uma arma ainda mais terrível do que seu canto: seu silêncio” (Franz Kafka).

     

    Vinde, ó meu poema
    como vem todas as ondas
    com bordados de espumas
    no azul de Iemanjá.

    Passa escuna, passa bruma
    neblina, brisa faceira
    o coito das feiticeiras
    e todas ninfas do mar.

    Anêmonas e medusas
    estrelas dos oceanos
    fauna e flora de Netuno
    naufrágios dos desenganos.

    Odisseu refém de Circe
    à deriva nas areias
    trazido pelas correntes
    e por cantos de sereias!

    *******


    Graco Medeiros

    Olinda, 04 de agosto de 2016.