• FARSANTES



    A IGREJA DOS SANTINHOS DOS ÚLTIMOS DIAS

     

    Fim da linha
    Fim da farra
    Fim da farsa
    Fim do sofisma
    Fim do cinismo
    E do catecismo
    Em coito de ladrão.

    Fim dos ‘mijones’ roubados
    Corja de celerados
    Da Petrobras e do Mensalão.

    Vão para a Guiana
    Ou para Curitiba
    Beber do próprio veneno
    Com vossos líderes
    De sujos nomes…

    E tanto faz ser Lula
    Como Jim Jones!


    (GM)

     


  • AVISO AOS CARAS-PÁLIDAS

     

    “Com fragmentos tais foi que escorei minhas ruínas.
    Pois então vos conforto. Jerônimo outra vez enlouqueceu”.

     


  • NÓ DE MADEIRA

     


    TUDO MINTCHURA!!!!

     

    “A Polícia Federal mentiu no inquérito e mandou para o Ministério Público. O Ministério Público pegou o inquérito mentiroso e transformou numa acusação mentirosa e foi pro (juiz Sergio) Moro. E o Moro deu uma sentença mentirosa. E vem pro TRF-4 (Tribunal Regional Federal da 4ª Região) que deu outra sentença mentirosa”.


    (Lula em entrevista à Rádio Super Condá de Chapecó / SC, neste 23 de março, sexta-feira)


  • “EU E MINHAS CIRCUNSTÂNCIAS”

     


    Eu e meu balaio

    Na velocidade que entro
    Eu saio!

    (Urtiga y Cacete)


  • O REI E O CORVO (*)

     

    Capa da Revista Manchete / 1970 – Carlos Lacerda entrevista Roberto Carlos. Fonte: blogue Rio Que Mora no Mar, de Elizabeth de Mattos Dias (2013).

     


    CARLOS LACERDA E ROBERTO CARLOS


    Em 1970, Carlos Lacerda, à falta de projetos políticos viáveis, volta aos tempos de jornalista e entrevista, dentre outros, Roberto Carlos, para a edição 963 da revista carioca Manchete. Curioso é que Lacerda não ia à casa das “celebridades”. Os entrevistados iam à sala do entrevistador.

     
    Carlos Lacerda deu ao perfil extremamente bem escrito que fez do cantor um título sugestivo: Roberto Carlos, rei da jovem guarda, príncipe da melacolia”.

     Lacerda comenta que foi entrevistar Roberto e conheceu o Zunga, apelido de infância do cantor. E o Zunga vira a chave e o rumo de uma entrevista reveladora. Inclusive, com inegável talento, Lacerda aborda um tema-tabu até hoje na vida de Roberto Carlos: o acidente que sofreu, criança, em Cachoeiro do Itapemirim.  “Zunga esteve lá em casa. Veio vestido de Roberto Carlos, de calça veludo frappé como as que Jean Bouquin vende naquela loja louca de St. Germain. Mas é de Zunga que se trata, o menino de sua mãe, que aos seis anos, numa festa escolar, levou um esbarro da locomotiva e perdeu uma perna e hoje a tem toda nova, de metal polido, deve ser prateado, o que o faz coxear um pouco”. (…)  

    “Pois Zunga é uma espécie de Édipo. O rei é Édipo-Rei. O filho amoroso de todas as mães, flor amorosa de três raças tristes” (…) 

    Zunga é um solitário e isto se vê nos seus olhos, no seu rosto contido, de tímido tenso”.

    A entrevista mostra Lacerda , com seu estilo ímpar, até quando faz ao entrevistado uma última pergunta e um comentário final:

    – Se você fizesse um filme com a história da sua vida, como é que acabava?

    – Eu, numa rua, andando na chuva.

    – Ô solidão!

     

    Nota do SDV: “Corvo” era o apelido dado a Carlos Lacerda pelos seus inúmeros adversários.


  • A MOLA DO MUNDO

    Há 252 anos nascia o poeta português Manuel Maria du BOCAGE. É dele a quadra logo abaixo, falando sobre o que até hoje é a mola do mundo, principalmente ‘nefi paísf’ de malas e malandros:

     

    DINHEIRO

    Faço a paz, sustento a guerra 
    Agrado a doutos e a rudes 
    Gero vícios e virtudes 
    Torço as leis, domino a Terra.


  • ADVERTÊNCIA

     

    ESPECTRO POLÍTICO-IDEOLÓGICO

    Pra maniqueu com maleita:
    As bolas dos meus cojones
    São de esquerda e direita!

    (Soriedem do Improviso)


  • DOS VELHOS CINES DE NATAL…

     

    No Cinema Panorama
    Vi América, América
    Kazan com todo seu drama.

    Já no cinema Poti
    Assisti King Creole
    Elvis Presley e ti-ti-ti.

    No Cinema Rio Grande
    O desbunde de Woodstock
    Acompanhado da gangue.

    No velho Cinema Rex
    O seriado ‘O Cobra’
    Dura lex, sed lex.

    E no cinema Nordeste
    Blow-Up de Antonioni
    E cinéfilo se achando mestre.

    Lá no Cinema São Pedro
    Eu vi O Velho e o Mar
    Que desconhecia o medo.

    No cinema São Luiz
    Jagger viveu Ned Kelly
    Que morreu como bem quis.

    No Olde vi Mazzaropi
    Viver Pedro Malazartes
    A saga do herói pop.

    Lá no São Sebastião
    Vi o Ébrio Celestino
    Soltar o seu vozeirão.

    Já no Cine São José
    Vi Gianni Garko, Sartana
    Dar um tiro no meu pé!

    Graco Medeiros

     


  • TESTE DO NOVO SERVIDOR DO SDV…


    …E a cabra disse méééé!!!


  • ORÁCULO DE UM NÁUFRAGO

     

     

    O poema
    foi lançado ao mar
    numa garrafa a esmo.

    Quem a encontrar
    salve-se a si mesmo.

    (GM)