• DOS VELHOS CINES DE NATAL…

     

    No Cinema Panorama
    Vi América, América
    Kazan com todo seu drama.

    Já no cinema Poti
    Assisti King Creole
    Elvis Presley e ti-ti-ti.

    No Cinema Rio Grande
    O desbunde de Woodstock
    Acompanhado da gangue.

    No velho Cinema Rex
    O seriado ‘O Cobra’
    Dura lex, sed lex.

    E no cinema Nordeste
    Blow-Up de Antonioni
    E cinéfilo se achando mestre.

    Lá no Cinema São Pedro
    Eu vi O Velho e o Mar
    Que desconhecia o medo.

    No cinema São Luiz
    Jagger viveu Ned Kelly
    Que morreu como bem quis.

    No Olde vi Mazzaropi
    Viver Pedro Malazartes
    A saga do herói pop.

    Lá no São Sebastião
    Vi o Ébrio Celestino
    Soltar o seu vozeirão.

    Já no Cine São José
    Vi Gianni Garko, Sartana
    Dar um tiro no meu pé!

    Graco Medeiros

     


  • TESTE DO NOVO SERVIDOR DO SDV…


    …E a cabra disse méééé!!!


  • ORÁCULO DE UM NÁUFRAGO

     

     

    O poema
    foi lançado ao mar
    numa garrafa a esmo.

    Quem a encontrar
    salve-se a si mesmo.

    (GM)


  • ‘HOOCHIE COOCHIE MAN’

     

     

    Que galego mais golpista…
    Merece um Fora Trump
    Em plena Avenida Paulista!

    (GM)

     

    A forma polida e respeitosa com que Donald Trump  se dirigiu à adversária, Hillary Clinton, no seu discurso de ganhador do pleito, demonstra que ele soube trabalhar um personagem “politicamente incorreto”, queixudo e marrento para “peitar o mundo” e seus adversários internos. Ganhou, acabou a fuleiragem.

    Afinal, ele vai ter que assumir agora um outro papel, o de Presidente dos EUA, o que não é pouca coisa. Trump deu foi um show de marketing eleitoral fela da mãe, desafiando a ditadura do tal ‘politicamente correto’ e o mimimi afrescalhado da esquerdinha bunda mole.

    Se ele vai ‘pregar fogo no mundo’, aí já é um outro papo.

    O que sabemos agora é que o ‘véi’ saiu comendo pelas beiradas e terminou papando tudo!

    The End. 


  • A BRONCA DOS HOMÔNIMOS

    Foto do busto em bronze dos Irmãos Gracchus, Tibério e Caio Graco, ‘tribunos da plebe’ romana, precursores da reforma agrária durante o Império dos Césares.

     

    Sempre achei que o meu nome de cartório e de batismo, apesar de não ser estrambótico, era raro, até pela concisão, já que meu pai, acertadamente, não o alongou com os outros sobrenomes dele e da minha mãe, comprometendo, assim, a estética de sua pronúncia forte, data venia pela presunção.

    Sou da era do rádio; do telégrafo; da tecla de morse; do teletipo; do telefone de baquelite com disco rotatório de números; da máquina de escrever completamente mecânica e da TV p&b.

    A máquina elétrica ‘IBM’; a TV a cores digital, de plasma e do escambau; os primeiros fax e computadores que chegaram no Brasil; os notebooks; tablets e os onipresentes celulares, desde os primeiros ‘tijolões’ até aos últimos ‘top de linha’, são apetrechos tecnológicos e modernosos da geração dos meus filhos e principalmente dos meus netos, Luan e Pietra, que fazem miséria com esses smartphones incríveis.

    Tenho por hábito, durante a madrugada, sempre que posso, sair catando meu nome, o de amigos e familiares no buscador ‘doutor google’ e geralmente descubro coisas já quase esquecidas da memória, seja a velha militância política, o meu universo de trabalho no serviço público federal e as minhas vivências, produções e participações poéticas e musicais ao longo do tempo.

    Como já me reportei no primeiro parágrafo, ao cascavilhar o meu nome, que sempre achei ‘sem chance’ para a ocorrência de possíveis homônimos, eis que surgem dois “Graco Medeiros”, entre os vários Caio Graco e Tibério Graco, aos quais o meu prenome sempre esteve ‘encangado’, pela fama dos irmãos ‘Gracchus’ da Roma antiga, os combativos ‘tribunos da plebe’, diletos filhos de Cornélia e propositores da reforma agrária romana. Contudo, devo ressaltar que este Graco aqui não tem nenhuma articulação com a bandalha do Stédile.

    Pois muito bem. O primeiro Graco Medeiros que eu achei é um menino alegre de João Pessoa, protótipo desses danadinhos de academia que bombam nas pistas das boates LGBT. Uma gracinha!

    O outro Graco Medeiros é um soldado de polícia (PM) ‘destacado’ em Itajá, cidadezinha do Vale do Açu, no Rio Grande do Norte.

    O soldado foi ‘nutiça’ porque denunciou as péssimas condições de trabalho, num posto onde somente ele e seu companheiro, um cantil, se fazem presentes numa cidadezinha de quase sete mil habitantes, numa região exposta à violência do ‘cangaço moderno’ que assola os sertões nordestinos.

    Esse xará, tinhoso como eu, estava sendo admoestado pelos seus superiores por causa da ousadia de denunciar tal situação e ainda fotografar e postar, em rede social, o cantil velho sobre uma mesa, chamando-o de meu único companheiro de trabalho.

    Lembrei do filme ‘Náufrago’, com Tom Hanks, vivendo um personagem, funcionário da FedEx, que sobrevive numa ilha deserta do Pacífico, após a queda do avião que o transportava. Seu único companheiro é uma bola de couro, da marca ‘Wilson’, que ele encontrou boiando, juntamente com cadáveres e outros objetos da carga que restou do avião sinistrado.

    Mas, o praça e xará conterrâneo me surpreendeu mesmo pelas implicações de sua postura na área de ‘Segurança e Saúde do Trabalhador’, atualmente cognominada de ‘Ciências do Trabalho, Meio Ambiente, Direito e Saúde’.

    Ainda sobre o primeiro Graco Medeiros lá de ‘Jampa’, também me reporta uma história sobre um soldado de Napoleão Bonaparte, um praça de ‘conduta alterada’, segundo o jargão militar.

    Sabendo de sua postura, Bonaparte o chamou pessoalmente e disse-lhe na tora:

    – “Xará, ou você muda de conduta ou muda de nome!”.

    Tomara que as candinhas, sabedoras do meu passado hippie estradeiro, não contabilizem esses ‘Graquinhos’ na minha ‘cota’ de pai. Só tenho três e nenhum deles assina ‘Junior!’

    (GM)


  • PRESENTE!!!

     

    O LIVRO DAS FACES

    Ironias que acontecem
    Nessas redes sociais…
    Uns vivos desaparecem
    Mas os mortos permanecem
    E se tornam imortais.

    (GM) 


  • UÓÓÓ!

     

     

                                          DILMA E O CADÁVER DE JOHNNY HOOKER

    “Eu só queria dizer para vocês que só vão impedir Dilma Roussef, a presidenta do Brasil, mulher, militante sobrevivente da ditadura militar, mãe e avó, economista, reta, heroína, braba, séria, deusa, eleita por milhões e milhões de brasileiros por voto direto apesar de uma campanha midiática severa e massiva contra, sucessora indicada do incrível Luis Inácio Lula da Silva, sobre o meu cadáver. Boa noite e boa sorte!”, disparou.

    (Declaração do cantor, ator e compositor pernambucano Johnny Hooker, em 2015, em pleno começo da escalada do impeachment de Dilma Rousseff )

    Responde alguma ‘alma sebosa’: “perdeu, playboy!”


  • BEIRA-MAR


                                               MARINHEIRO DE PRIMEIRA VIAGEM
    “As sereias, porém, possuem uma arma ainda mais terrível do que seu canto: seu silêncio” (Franz Kafka).

     

    Vinde, ó meu poema
    como vem todas as ondas
    com bordados de espumas
    no azul de Iemanjá.

    Passa escuna, passa bruma
    neblina, brisa faceira
    o coito das feiticeiras
    e todas ninfas do mar.

    Anêmonas e medusas
    estrelas dos oceanos
    fauna e flora de Netuno
    naufrágios dos desenganos.

    Odisseu refém de Circe
    à deriva nas areias
    trazido pelas correntes
    e por cantos de sereias!

    *******


    Graco Medeiros

    Olinda, 04 de agosto de 2016.


  • SALVADOR DAQUI?

     

                TERIA SALVADOR DALI VISITADO A PRAIA DE PONTA NEGRA EM NATAL?

    AFP / UOL – Obra de Salvador Dalí, roubada em 2009 em um museu do norte da Holanda, foi encontrado, anunciou nesta quarta-feira (27) o detetive especializado em obras de arte, Arthur Brand.

    Trata-se do quadro do pintor surrealista catalão Salvador Dali intitulado “Adolescência”, de 1941, indicou Brand em sua conta no Twitter, onde anexou a imagem.

    A tela foi roubada em 1º de maio de 2009, em plena luz do dia, do museu Scheringa, em Spanbroek, norte do país.


  • O AMIGO DA LUA

                                   20 de Julho – Dia do amigo e da chegada do homem à lua

     

     

    Cumprindo desejo antigo
    O homem chegou na lua
    Saiu procurando amigo
    Por tudo que era rua.

    Engradados de cerveja
    Carregava em cada mão
    Mesmo depois da peleja
    De pousar naquele chão.

    Foi levantando poeira
    Pisando buraco fundo
    Valeu-se de Zé Limeira
    Pra dizer isso pro mundo.

    Perto de um pedregulho
    Achou papel e caneta
    E escrito com orgulho
    ‘Meu grande amigo porreta’.

    Estava puto na terra
    Tomei umas, vim pra cá
    Muita trairagem, guerra,
    O diabo quem volta lá.

    Sabendo que você vinha
    Seu fura-olho sacana
    Pra cantar minha azulzinha
    Bonita venusiana.

    Mudei-me para Plutão
    Que dizem já foi planeta
    E de lá volto mais não
    Amigo d’onça maneta!

    *****


    (Soriedem do Improviso)